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domingo, 6 de novembro de 2011

Recordações de um filme da infância



Quando era criança, no começo dos anos 80, lembro que foi exibido na Rede Globo o filme ... E o vento levou. Foi apresentado em dois dias, devido o filme ser longo. Naquela época, meu pai tinha um vídeo cassete, daqueles que eram duas bases, uma colocava a fita e a outra sintonizava os canais. Feita a gravação, eu comecei a ver trechos do filme. Ele havia sido reexibido como merecia, com pompa e sensação. Lembro que sempre que meus pais saiam nas noites de sexta ou sábado, eu pedia para ver ...E o vento levou. Semana após semana, eu pequenino, ia decorando as falas (era a versão dublada), e me apaixonando pela música, a história e seus personagens. As cenas passadas na velha árvore, com a fazenda Tara ao fundo e a musica de Max Steiner, me deixavam hipnotizados. Como algo poderia ser tão belo? Principalmente a cena final, “Amanhã é um outro dia”, com o coro se elevando e a música atingindo seu ápice e o close em vivien leigh que, depois, aparecia de costas nas mesma árvore, tendo ao fundo sua casa, um cenário maravilhoso que encerrava de forma triunfal o filme.
Quando adolescente descobri que uma colega do colégio também adorava ...E o vento levou e Vivien Leigh. Ficávamos horas comentando o filme, detalhes da produção e da vida da atriz. Às vezes, saia discussões, pois cada um queria amar mais a Vivien e a sua película.
Em 1989, quando o filme completou 50 anos de lançamento, Regina Duarte apresentou a reexibição. Mais uma vez foi gravado, dessa vez por mim.
Ao longo dos anos, esse filme fascina cada vez mais. Tudo nele fascina. Da história à produção, passando pelos atores. Para mim é o melhor filme de todos os tempos. Sinceramente, já perdi as contas de quantas vezes o assisti, desde criança, quando era minha diversão dos fins de semana. Até hoje, sabendo decorada a história, vejo e me emociono.
E Vivien Leigh passou a ser, para mim, um grande mito, alguém que admiro e respeito.
Uma Lady de fato e de direito.




Foto: imdb.com

4 comentários:

  1. Marcelo,
    que texto delicioso!
    Compartilho de situações parecidas com as suas. Eu também já perdi as contas de quantas vezes vi o filme, e isso começou com as exibições da Globo, só que no meu caso, me lembro das exibições dos anos 90, quando ainda criança também, tentava não pegar no sono quando o filme se alongava. Aquilo tudo me fascinou de um jeito que não sai. É para sempre. Não sabia que Regina Duarte apresentou-o à audiência da telinha.
    Ao contrário de você, no colégio não tinha ninguém para eu conversar sobre este filme ou sobre qualquer astro, estrela ou outro filme que eu tinha visto. Eles todos diziam "você tem espírito de velha", riam de mim e etc. Não foi fácil não ter com quem dividir.
    E você tem razão: a despeito do que alguns dizem, ela foi uma lady, sim e eu também a respeito muito.
    Um abraço
    Dani

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  2. Olá Marcelo!

    Esse filme é um marco na vida de muita gente. Tudo nele é inesquecível: trilha sonora, personagens, falas, Clark Gable, Vivien Leigh, fotografia, montagem, etc. Enfim, um filme para sempre. Um abraço e ótima semana!

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  3. Nossa Senhora, Marcelo. Então fomos duas crianças loucas. kkkk
    Eu tb assistia aos clássicos, muitos, e amava.

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  4. Sou apaixonado por essa grande obra. Adoro tudo que envolve ela. Me vi nos seu relato.
    Seu texto é meio meu, rsrsrs...
    Tudo o que eu sinto em relação ao filme.
    Abraços.
    Domingos

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