sábado, 2 de fevereiro de 2019

LUIZ PEIXOTO - 130 ANOS


LUIZ PEIXOTO
O Malho 28 de abril de 1923, p.32.
http://memoria.bn.br


Há 130 anos nascia o letrista e teatrólogo LUIZ PEIXOTO.

Luiz Carlos Peixoto de Castro nasceu em Niterói (RJ), a 02 de fevereiro de 1889. Era filho de Luiz Peixoto de Castro e Lucinda Miguez de Castro, irmã do compositor Leopoldo Miguez. Luiz Peixoto também era poeta, pintor, caricaturista e escultor.

Com quinze anos de idade, publicou na Revista da Semana de 13 de março de 1904 seus primeiros desenhos, onde ironizava aspectos da vida do Rio de Janeiro. Em 1905, ao mostrar suas caricaturas a Raul Pederneiras, este as publicou na revista O Malho. Foi redator e desenhista do Jornal do Brasil entre 1906 e 1919, no Rio de janeiro. Em São Paulo, colaborou ao lado de Jorge Marjorie e E. Batista Pereira no Sete Horas. Ainda colaboraria para várias revistas, como Fon-Fon.

Estreou no teatro em 1911 com a revista Seiscentos e Seis, em parceria com Carlos Bittencourt. Em 1912, também com Carlos Bittencourt, lançaram a burleta Forrobodó, com música de Chiquinha Gonzaga, que seria uma dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro, atingindo 1.500 apresentações. No elenco, Pepa Delgado, Cinira Polônio, Cecília Porto e Alfredo Silva.


Luiz Peixoto
O Malho 10 de setembro de 1921, p.23.
http://memoria.bn.br

Continuou escrevendo peças de sucesso nos anos 10, 20, 30, 40 e 50, também compondo músicas de sucesso, como a terceira versão de Linda Flor, de Henrique Vogeler, que com Marques Porto se tornou Ai, Yoyô, gravada por Aracy Côrtes no final de 1928, com o título de Yayá. Em 1940, ao lado de Vicente Paiva, faria algumas composições para Carmen Miranda gravar, respondendo as acusações de que estava americanizada, entre elas, Voltei pro Morro e Disseram que voltei Americanizada.

Teve entre seus parceiros compositores como Ary Barroso, Pedro de Sá Pereira, Hekel Tavares, deixando clássicos como Sussuarana, gravada por Stefana de Macedo e Gastão Formenti, Na Batucada da Vida, gravada por Carmen Miranda, A Casinha da Colina, gravada por Aracy Côrtes, Sylvio Vieira, Vicente Celestino e Gastão Formenti, entre outros sucessos.


Luiz Peixoto
jornalggn.com.br/blog/laura-macedo

Foi um dos fundadores da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), ao lado de Chiquinha Gonzaga e outros autores.

Em 1977, a Rede Globo o homenageou com um programa de uma hora de duração, na série Brasil Especial, que foi escrito por Ricardo Cravo Albin e dirigido por Augusto César Vanucci. Durante 45 anos foi um dos principais autores de teatro de revista, produzindo 110 peças do gênero.


Luiz Peixoto
musicariabrasil.blogspot.com.br


Luiz Peixoto faleceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1973, aos 84 anos de idade.





A CASINHA (CASINHA DA COLINA)
Canção Popular de Luiz Peixoto e Pedro de Sá Pereira
Gravada por Sylvio Vieira
Disco Odeon Record 123.116
Lançado em 1926



SUSSUARANA
Toada Sertaneja de Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Gastão Formenti
Acompanhamento de Rogério Guimarães ao Violão
Disco Odeon 10.171-A, matriz 1513-I
Lançado em maio de 1928



CASA DE CABOCLO
Canção de Chiquinha Gonzaga, Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Gastão Formenti
Acompanhamento de Piano e Violão
Disco Parlophon 12.863-A, matriz 1994-I
Gravado em 21 de setembro de 1928 e lançado em novembro



GUERRA AO MOSQUITO
Monólogo de Luiz Peixoto e Marques Porto
Gravado por Pinto Filho
Disco Parlophon 12.989-A, matriz 2670
Gravado em junho de 1929 e lançado em agosto



HARMONIA HARMONIA
Marcha de Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Jayme Redondo
Acompanhamento do Grupo Regional
Disco Columbia 5.117-B, matriz 380430
Lançado em dezembro de 1929



OS MARIMBONDO
Cateretê de Antônio Corimba e Luiz Peixoto
Gravado por Dora Brasil e Pinto Filho
Disco Parlophon 13.175-B, matriz 3557
Gravado de 1930 e lançado em julho



ORGIA
Samba de A. Neves e Luiz Peixoto
Gravado por Zaíra Cavalcanti
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-A, matriz 3733
Gravado em 1930 e lançado em setembro



CHAMEGO
Canção de Augusto Vasseur, Marques Porto e Luiz Peixoto
Gravada por Aracy Côrtes
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 10.692-B, matriz 3897
Gravado em 14 de agosto de 1930 e lançado em outubro



É BAMBA
Samba de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravado por Elisa Coelho
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Disco Victor 33.480-B, matriz 65196-3
Gravado em 14 de julho de 1931 e lançado em novembro



ESTE AMOR
Romance de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto
Gravado por Gastão Formenti
Acompanhamento de Henrique Vogeler ao Piano
Disco Victor 33.529-B, matriz 65391-2
Gravado em 22 de fevereiro de 1932 e lançado em março



CACHOPA
Marcha de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos Do Céu
Disco Victor 34.003-B, matriz 80035-1
Gravado em 12 de dezembro de 1935 e lançado em janeiro de 1936



CABOCLO FELIZ
Samba Estilizado de Luiz Peixoto e Odmar Amaral Gurgel (Gaó)
Gravado por Jorge Fernandes
Acompanhamento de Gaó e Sua Orquestra
Disco Columbia 8.366-B, matriz 3601-1
Lançado em 1938



A CACHOPA NÃO É SOPA
Marcha de Luiz Peixoto e Antônio Manoel Lopes
Gravada por Beatriz Costa e Anjos do Inferno
Disco Columbia 55.274-A, matriz 393-1
Gravado em 14 de maio de 1941 e lançado em junho



BEATRIZINHA
Marcha de Luiz Peixoto e Antônio Manoel Lopes
Gravada por Beatriz Costa e Anjos do Inferno
Disco Columbia 55.293-B, matriz 438-1
Gravado em 1941 e lançado em agosto de 1941



BRASIL MORENO I
Samba de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravado por Cândido Botelho
Acompanhamento de Fon Fon e Sua Orquestra
Disco Odeon 12.040-A, matriz 6733
Gravado em 06 de agosto de 1941 e lançado em setembro



BRASIL MORENO II
Samba de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravado por Cândido Botelho
Acompanhamento de Fon Fon e Sua Orquestra
Disco Odeon 12.040-B, matriz 6734
Gravado em 06 de agosto de 1941 e lançado em setembro



CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO
Canção de Luiz Peixoto e Alda Caminha
Gravada por Manuel Reis
Acompanhamento da Banda do Batalhão de Guardas
Disco Continental 15.347-B, matriz 1130-1
Lançado em junho de 1945



NA PAZ DO SENHOR
Canção de José Maria de Abreu e Luís Peixoto
Gravada por Lúcio Alves
Acompanhamento da Orquestra Continental
Disco Continental 16.188-A, matriz 2281
Gravado em 1950 e lançado em março/abril de 1950












Agradecimento a Dijalma Cândido e ao Arquivo Nirez













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