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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

GILDA DE ABREU - 115 ANOS

GILDA DE ABREU
"À Phono-Arte, Gilda de Abreu. 5-8-930"
Arquivo Nirez


Há 115 anos nascia a cantora, compositora, cineasta, atriz e escritora GILDA DE ABREU.

Gilda de Abreu nasceu em Paris, França, em 23 de setembro de 1904. Era filha da cantora lírica Nícia Silva de Abreu, que estava na Europa por ocasião do nascimento da filha. Aos quatro anos de idade, Gilda veio ao Brasil, sendo batizada no Rio de Janeiro. Sua mãe decidiu se fixar no Rio de Janeiro em 1914, pois com a eclosão da Primeira Guerra Mundial seus contratos estavam se escasseando. Nícia de Abreu passou a se dedicar ao ensino de canto lírico e Gilda começou a estudar com a própria mãe., sobressaindo-se como soprano-ligeiro.


Gilda de Abreu, sua mãe Nícia de Abreu e Vicente Celestino, 1935.
Museu Vicente Celestino e Gilda de Abreu
https://www.museusdorio.com.br

A carreira de Gilda de Abreu como cantora profissional teve início em festas de caridade e concertos de ópera. Em 1920, tomou parte no Theatro Municipal do Rio de Janeiro das seguintes óperas: Os Contos de Hoffmann, de Offenbach, O Barbeiro de Sevilha, de Rossini e Lakmé, de Delibes. Nessa época, conheceu o tenor e ator Vicente Celestino.


Fon Fon, 1927.
http://memoria.bn.br

Fon Fon, 1927.
http://memoria.bn.br


Fon Fon, 1928.
http://memoria.bn.br


Fon Fon, 1930.
http://memoria.bn.br

Gravou seu primeiro disco em 1930 na Odeon, cantando as toadas A Baiana tem Cocada, de Ary Kerner Veiga de Castro, e Tenha medo do bicho, de José Luiz da Costa e Oswaldo Santiago.

Ao lado de Francisco Alves gravou a valsa canção Se Estou Sonhando, de Joe Burke em versão de Oswaldo Santiago, em 1930 na Odeon.


Nação Brasileira, 1930.
http://memoria.bn.br


Fon Fon, 1931.
http://memoria.bn.br


Nação Brasileira, 1932.
http://memoria.bn.br

Gilda de Abreu estreou no teatro musicado em 1933, através da opereta A Canção Brasileira, de Luís Iglezias, Miguel Santos e Henrique Vogeler, cantando ao lado de Vicente Celestino. Cinco meses após a estreia da opereta, ela e Vicente se casaram, tendo a cerimônia sido realizada no palco do teatro e em cena aberta para o público, com grande repercussão entre a população. A partir de então, ela e Vicente passaram a trabalhar juntos, inclusive gravando discos.


Gilda de Abreu em A Canção Brasileira, 1933.
Arquivo Nirez


Margot Louro e Gilda de Abreu na opereta Maria,
de Viriato Correia e música de Chiquinha Gonzaga, 1933.
O Cruzeiro, 1933.
http://memoria.bn.br


Gilda de Abreu foi uma das mulheres pioneiras como cineastas, sendo também compositora e escritora, escrevendo em 1933 um dos atos da opereta A Princesa Maltrapilha.

Como atriz, estrearia no cinema em 1935 no filme Bonequinha de Seda, de Oduvaldo Viana, um grande sucesso de sua carreira e do cinema brasileiro. Ela também compôs e gravou a valsa tema do filme, também intitulada Bonequinha de Seda. Nesse mesmo ano, compôs a opereta Aleluia, que foi à cena quatro anos depois, no Theatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro.


Gilda de Abreu em Bonequinha de Seda, 1936.
A Scena Muda, 1936.
http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/

Em 1935, gravou ao lado de Vicente Celestino o tango canção Ouvindo-te, de Vicente Celestino e dela própria, que fez a letra.

Estreou como diretora no filme Alegria, de 1937.


O Cruzeiro, 1933.
http://memoria.bn.br


Nação Brasileira, 1934.
http://memoria.bn.br


O Malho, 1937.
http://memoria.bn.br

Walkyrias, 1938.
http://memoria.bn.br


Em 1942, ao lado de Ary Barroso, compôs (letra dela) a canção Mestiça.

Em 1946, Gilda de Abreu escreveu o roteiro e dirigiu o filme O Ébrio, inspirado na canção de mesmo nome gravada em 1937 por Vicente Celestino, autor da canção. O filme trazia Vicente Celestino, que não bebia, no papel título e tornou-se um dos clássicos de nosso cinema, sendo recorde de bilheteria na época. Em 1948, Gilda escreveu o roteiro e dirigiu o filme Pinguinho de Gente. Em 1951, lançou mais um filme inspirado em uma música de sucesso de Vicente Celestino, Coração Materno. O filme, assim como O Ébrio, obteve muito sucesso, sendo estrelado pelo casal.


Vicente Celestino e Gilda de Abreu
Arquivo Osmar Frazão


Gilda de Abreu
Arquivo Nirez


Ela escreveu muitos livros infantis e romances, tendo escrito também a biografia de Vicente Celestino: “A Vida de Vicente Celestino”.

Lançaria alguns LPs e escreveria o livro Minha Vida com Vicente Celestino.

Enviuvou de Vicente Celestino em 1968.

Gilda de Abreu faleceu no Rio de Janeiro em 04 de junho de 1979, aos 75 anos de idade.


GILDA DE ABREU
"À Phono-Arte, com toda a sympathia, Gilda de Abreu. 5-8-930"
Arquivo Nirez



Vamos conferir suas gravações solo e ao lado de Vicente Celestino, seu esposo, e de Francisco Alves. São registros feitos entre 1930 e 1954.




A BAIANA TEM COCADAToada de Ary Kerner Veiga de Castro

Gravada por Gilda de Abreu
Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.651-A, matriz 3713
Lançado em agosto de 1930



TENHA MEDO DO BICHO
Toada de José Luís da Costa e Osvaldo Santiago

Gravada por Gilda de Abreu
Disco Odeon 10.651-B, matriz 3712
Lançado em agosto de 1930



SE ESTOU SONHANDO
Valsa Canção de Joe Burke e Owvaldo Santiago
Gravada por Gilda de Abreu e Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.673-A, matriz 3850

Gravado em 26 de julho de 1930 e lançado em setembro de 1930



O KINKAJOU
Fox trot de H. Tierney e Osvaldo Santiago


Gravado por Gilda de Abreu
Disco Odeon 10.653-A, matriz 3724
Lançado em agosto de 1930



YOU´RE ALWAYS IN MY ARMS
Valsa de H. Tierney e Osvaldo Santiago


Gravada por Gilda de Abreu
Disco Odeon 10.653-B, matriz 3723
Lançado em agosto de 1930



BONEQUINHA DE SEDA
Valsa de Gilda de Abreu e Narbal Fontes


Gravada por Gilda de Abreu
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.112-A, matriz 80239-3
Gravado em 10 de novembro de 1936 e lançado em dezembro



I LOVE YOU
Fox trot de Leslie Evans, Gilda de Abreu e Francisco Araújo

Gravado por Gilda de Abreu
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.112-B, matriz 80240-3
Gravado em 10 de novembro de 1936 e lançado em dezembro



IRAPURU
Tango de Gilda de Abreu e Vicente Celestino
Gravado por Gilda de Abreu e Vicente Celestino
Acompanhamento da orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.320-A, matriz 80754-1
Gravado em 19 de abril de 1938 e lançado em junho



OUVINDO-TE
Tango canção de Vicente Celestino
Gravado por Gilda de Abreu ao contracanto, em parceria com Vicente Celestino
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira, sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.969-A, matriz 79977-1
Gravado em 12 de julho de 1935 e lançado em setembro



OUVINDO-TE
Tango canção de Vicente Celestino
Gravado por Gilda de Abreu ao contracanto, em parceria com Vicente Celestino
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 33.969-A, matriz 79977-A
Gravado em 1951 e lançado nesse mesmo ano



MOLEQUE DA RUACanção de Luís Iglezias e Vicente Celestino
Gravado por Gilda de Abreu
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-1005-A, matriz CB-093400
Gravado em 14 de agosto de 1952 e lançado em novembro



A GIGOLETE
Canção de Franz Lehar e Vicente Celestino
Gravada por Gilda de Abreu e Vicente Celestino
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-1342-A, matriz BE4-VB-0495
Gravado em 02 de julho de 1954 e lançado em setembro



VIÚVA ALEGRE EM TRÊS MINUTOS
Canção de Franz Lehar e Vicente Celestino
Gravada por Gilda de Abreu e Vicente Celestino
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-1342-B, matriz BE4-VB-0496
Gravado em 02 de julho de 1954 e lançado em setembro










Agradecimento ao Arquivo Nirez

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