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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

EFEMÉRIDES DE 10 DE JANEIRO: MÁRIO PINHEIRO, DUQUE, DÉO E LAMARTINE BABO


A data de hoje, 10 de janeiro, marca o nascimento e falecimento dos seguintes artistas: MÁRIO PINHEIRO, DUQUE (ANTÔNIO AMORIM DINIZ), DÉO e LAMARTINE BABO.




MÁRIO PINHEIRO

Mário Pinheiro
Arquivo Nirez


Mário Pinheiro tem ligação com Fortaleza (CE) através de sua mãe, que trabalhou na Santa Casa de Misericórdia, localizada nessa capital. Porém, Mário nasceu na cidade de Campos, Rio de Janeiro, em 03 de outubro de 1883 (segundo um jornal da época. Há fontes que dão, aproximadamente, o ano de 1880), falecendo no Rio de Janeiro, em 10 de janeiro de 1923.

Começou a trabalhar como palhaço em um circo localizado no bairro carioca de Piedade, já fazendo sucesso. Depois, passou a cantar cançonetas e modinhas no palco do teatrinho que havia no Passeio Público, no Rio de Janeiro, acompanhando-se ao violão. 

Sua popularidade fez com que fosse contratado por Fred Figner para gravar discos na Casa Edison. A partir de 1904, os discos de Mário Pinheiro eram gravados e lançados ao mercado, aumentando seu prestígio. Logo, estava ao lado dos grandes intérpretes da primeira década do século XX, como Bahiano, Cadete, Lino, Campos, Eduardo das Neves, Geraldo Magalhães, Nozinho, Neco, entre outros.

Seu repertório é bem variado e ele se destacava em todos os estilos. Seja nas serenatas, modinhas ou canções, como nas cançonetas, lundus e maxixes.

Seus discos e modinhas faziam tanto sucesso que seu repertório era ouvido e conhecido no Brasil inteiro. Em uma época onde a divulgação das músicas ainda era muito precária, suas modinhas faziam sucesso até no interior do Ceará, como Yara (Rasga o Coração).

Os trovadores do Norte e Nordeste conheciam e respeitavam o nome e repertório de Mário Pinheiro.

Em 14 de julho de 1909, Mário estava no elenco da ópera Moema, de Delgado de Carvalho, que inaugurou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


SENTIMENTO OCULTO
Modinha de Anacleto de Medeiros e Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Mário Pinheiro
Disco Odeon Record 40.044
Lançado em 1904



NAIR
Schottisch de Eduardo das Neves
Gravado por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 40. 046
Lançado em 1904



A VACINA OBRIGATÓRIA
Cançoneta
Gravada por Mário Pinheiro
Disco Odeon Record 40.169, matriz RX-17
Lançado em 1904



POR UM BEIJO
Valsa de Anacleto de Medeiros e Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Mário Pinheiro
Disco Odeon Record 40.433
Lançado em 1905



CASINHA PEQUENINA
Cançoneta popular
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 40.472
Lançado em 1905
Obs. Trata-se de uma canção de motivo popular.




CLÉLIA (AO DESFRALDAR DA VELA)

Modinha de Luís de Souza e Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon 40.490
Lançado e 1905



DUQUE

Duque
http://memoria.bn.br/


Antônio Lopes de Amorim Diniz nasceu em Salvador (BA), em 10 de janeiro de 1884, falecendo no Rio de Janeiro em 28 de setembro de 1953.

Foi um famoso bailarino, teatrólogo, jornalista, compositor, letrista, tendo formando-se dentista. Morando no Rio de Janeiro a partir de 1906, foi um dos grandes divulgadores de nossa música no exterior, levando o Maxixe para a Europa, com grande sucesso. Apresentava-se dançando com uma parceira, tendo feito dupla com a atriz Maria Lino, Gaby e Arlette Dorgère.


Duque e Gaby
http://memoria.bn.br/

Em 1926, compôs ao lado do maestro Sebastião Cirino, para a revista Tudo Preto, da Companhia Negra de Revistas, o maxixe Cristo Nasceu Na Bahia, lançado pela atriz Dalva Espíndola, irmã de Aracy Côrtes. Porém, coube ao tenor Arthur Castro gravar em disco Odeon Record, lançado em 1926 ainda no processo mecânico de gravação, um sucesso nesse Carnaval.

Em 1927, a Odeon passava a fazer gravações elétricas no Brasil e o primeiro disco gravado nessa nova tecnologia, na voz de Francisco Alves, trazia duas composições de Duque, Albertina, marcha, e Passarinho do Má, samba.

Também se dedicou ao teatro de revista, escrevendo peças.

O primeiro disco da gravadora Brunswick no Brasil trazia um samba de sua autoria em parceria com o maestro J. Thomaz, que o gravou, chamado Sarambá, lançado em dezembro de 1929.




CRISTO NASCEU NA BAHIA

Maxixe de Sebastião Cirino E Amorim Diniz (Duque)
Gravado por Arthur Castro
Acompanhamento do American Jazz Ban Sílvio de Souza e Coro
Disco Odeon Record 123.124
Lançado em 1926




ALBERTINA

Marcha de Antônio Amorim Diniz (Duque)
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.001-A, matriz 1162
Lançado em julho de 1927



PASSARINHO DO MÁ
Samba de Antônio Amorim Diniz (Duque)
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.001-B, matriz 1163
Lançado em julho de 1927



GOSTO DE APANHÁ
Samba de Antônio Amorim Diniz (Duque)
Gravado por Pedro Celestino
Acompanhamento do Grupo Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.095-A, matriz 1467
Lançado em fevereiro de 1928



VOU TE BUSCAR
Samba de Antônio Amorim Diniz (Duque)
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.179-B, matriz 1642
Gravado em 29 de março de 1928 e lançado em junho



SARAMBÁ
Samba de J. Thomaz e Antônio de Amorim Diniz (Duque)
Gravado por J. Thomaz
Acompanhamento da Orquestra Brunswick e Coro
Disco Brunswick 10.000-A, matriz 23
Lançado em dezembro de 1929




DÉO

Déo
Arquivo Nirez


Ferjalla Rizkalla nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de janeiro de 1914. Era filho dos libaneses Edelvira e João Rizkalla. Em 1933, transferiu-se com a família para São Paulo. Ferjalla gostava muito de cantar tangos em festas e serenatas.

Certa vez, procurou o maestro Gaó, então diretor artístico da Rádio Cruzeiro do Sul, pedindo-lhe para fazer um teste. Sendo bem sucedido, começou a interpretar tangos nessa emissora. Porém, seu nome de batismo era um tanto complicado para um artista brasileiro. A emissora promoveu um concurso entre seus ouvintes para escolher seu nome artístico. O futuro célebre locutor Celso Guimarães venceu o concurso, sugerindo um nome simples, Déo.

Também foi contratado pela Rádio Record, começando a cantar músicas brasileiras, em especial o repertório de Sílvio Caldas.

Em 1936 gravou seu primeiro disco pela Columbia, com as músicas Vendedora de Flores, samba canção de José Marcílio, e o samba choro Cantando, de João Pacífico. Gravou também algumas músicas de Adoniran Barbosa, quando ambos iniciavam suas carreiras.

Conheceu Ary Barroso em 1937 que, gostando de sua voz, o levou para gravar na Odeon, no Rio de Janeiro. De Ary Barroso, Déo gravaria alguns sucessos, sendo o primeiro a marcha A Casta Suzana, em parceria com Alcyr Pires Vermelho, sucesso no Carnaval de 1939, que o tornou conhecido no Rio de Janeiro.

Gravando bastante e fazendo apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo, Déo ficou conhecido como O Ditador de Sucessos.



Em 1943, no auge de sua carreira, gravou o belo samba de Ary Barroso, Pra Machucar Meu Coração. Gravou também composições de Ataulfo Alves, Lauro Maia, Alberto Ribeiro, Wilson Batista, entre outros.


Em 1942, Déo se casou com Belmira Gonçalves, tendo uma filha.

Sua carreira durou até o início da década de 1960, atuando no disco e no rádio. Ao todo, gravou 136 discos em 78 rpm, sendo considerado um de nossos grandes intérpretes.

Déo faleceu no Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1971, aos 57 anos de idade.


VENDEDORA DE FLORES
Samba Canção de Ari Machado
Gravado por Déo
Acompanhamento de Grany e Seu Grupo Regional
Disco Columbia 8.185-B, matriz 3229
Lançado em março de 1936



SOFRI
Samba de Francisco Malfitano e Walfrido Silva
Gravado por Déo
Acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34.276-B, matriz 80657-1
Gravado em 27 de dezembro de 1937 e lançado em janeiro de 1938



A CASTA SUZANA
Marcha de Ary Barroso e Alcyr Pires Vermelho
Gravada por Déo
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.690-B, matriz 5981
Gravado em 02 de dezembro de 1938 e lançado em janeiro de 1939




TU ÉS ESTA CANÇÃO

Valsa Canção de Ataulfo Alves
Gravada por Déo
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.885-B, matriz 6352
Gravado em 29 de abril de 1940 e lançado em agosto


  
PRA MACHUCAR MEU CORAÇÃO
Samba de Ary Barroso
Gravado por Déo
Acompanhamento de Chiquinho e Seu Ritmo
Disco Columbia 55.445-A, matriz 645-1
Gravado em 29 de maio de 1943 e lançado em junho



ORGULHOSA
Samba de Valdemar de Abreu (Dunga)

Gravado por Déo e as Estrelas do Ritmo

Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Conjunto
Disco Continental 15.356-A, matriz 1128-1
Gravado em 1945 e lançado em junho




LAMARTINE BABO

Lamartine Babo
Arquivo Nirez

  
Lamartine de Azeredo Babo nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de janeiro de 1904, sendo filho de Bernardina Gonçalves Babo e Leopoldo de Azeredo Babo. Sua família era muito musical. Sua mãe e irmãs tocavam piano e sua casa era frequentada por músicos como Ernesto Nazareth e Catullo da Paixão Cearense.


Estreou profissionalmente como compositor em 1922, aos 18 anos de idade, quando uma composição de sua autoria fez parte da revista musical Aguenta Felipe, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Menezes.

Em 1926, estreou em São Paulo, participando da peça Na Penumbra, em parceria com De Chocolat, encenada pela Companhia Negra de Revistas, cujo diretor de orquestra era Pixinguinha.

Teve sua primeira música gravada em 1927 por Frederico Rocha, na Odeon Record. A música se chamava Os Calças Largas, sendo uma marcha que satirizava o uso de calças boca de sino. Nesse mesmo ano, Francisco Alves gravou, também pelo selo Odeon Record, o tango canção Sonhei Contigo, em parceria com Gáudio Viotti.

Em 1929, a frequência com que suas músicas eram gravadas aumentou. Compondo também para o teatro de revistas, teve algumas composições gravadas por estrelas como Aracy Côrtes e Margarida Max, bem como cantoras que iniciavam suas carreiras, a exemplo de Laura Suarez, Yolanda Osório e Elisa Coelho.

Carmen Miranda gravaria várias composições de Lamartine Babo, inclusive cantando com o próprio compositor em algumas, como na marcha Moleque Indigesto.

Lamartine Babo, fora compositor, também era revistógrafo, cantor, humorista, radialista e produtor. Gravou vários discos solo ou em parceria com Francisco Alves, Mário Reis, Carmen Miranda, Rosina Pagã, Aracy de Almeida, entre outros.

Considerado um de nossos maiores compositores, ele brilhou no carnaval e em músicas românticas, em uma longa carreira.

Lamartine Babo faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de junho de 1963, aos 59 anos de idade.


Lamartine Babo Cantor

CANÇÃO PARA INGLÊS VER
Fox Humorístico de Lamartine Babo
Gravado por Lamartine Babo
Acompanhamento de Mário Travassos de Araújo ao Piano
Disco Odeon 10.804-A, matriz 4233
Lançado em 1931



A E I O U
Marchinha Colegial de Lamartine Babo e Noel Rosa
Gravada por Lamartine Babo
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Victor 33.503-A, matriz 65295-2
Gravado em 18 de novembro de 1931 e lançado em janeiro de 1932



MENINA QUE TEM UMA POSE
Samba de Harold Daltro e Ary Barroso
Gravado por Lamartine Babo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.124-B, matriz 381266-2
Lançado em junho de 1932



LINDA MORENA
Marcha de Lamartine Babo
Gravada por Mário Reis e Lamartine Babo
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.614-A, matriz 65631-3
Gravado em 26 de dezembro de 1932 e lançado em fevereiro de 1933




MOLEQUE INDIGESTO

Marcha de Lamartine Babo
Gravada por Carmen Miranda e Lamartine Babo
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.620-A, matriz 65642-1
Gravado em 05 de janeiro de 1933 e lançado em fevereiro



GRAU DEZ (GRAU 10)
Marcha de Ary Barroso e Lamartine Babo
Gravada por Francisco Alves e Lamartine Babo
Acompanhamento dos Diabos do Céu, sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.880-B, matriz 79737-1
Gravado em 16 de outubro de 1934 e lançado em janeiro de 1935

  

Lamartine Babo Compositor

OS CALÇAS LARGAS
Marcha de Lamartine Babo
Gravada por Frederico Rocha
Disco Odeon Record 123.268, Matriz 1093
Lançado provavelmente em 1926/1927



SONHEI CONTIGO
Tango Canção de Lamartine Babo e Gáudio Viotti
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon Record 123.311, matriz 1142
Lançado em 1927



GEMER NO VIOLÃO
Samba de Lamartine Babo
Gravado por Aracy Côrtes
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.471-B, matriz 1.876
Lançado em outubro de 1929.
Obs. Na verdade trata-se de um fox trot.



NO RANCHO FUNDO
Samba Canção de Ary Barroso e Lamartine Babo
Gravado por Elisa Coelho
Acompanhamento de Piano e dois Violões
Disco Victor 33.444-A, matriz 65164-1
Gravado em 15 de junho de 1931 e lançado em agosto



SERRA DA BOA ESPERANÇA
Samba Canção de Lamartine Babo
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.174-A, matriz 80339-1
Gravado em 17 de 03 de 1937 e lançado em junho



ALMA DOS VIOLINOS
Valsa de Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho
Gravada por Moraes Neto
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Milton Calazans
Disco Odeon 12.161-B, matriz 6944
Gravado em 16 de abril de 1942 e lançado em junho











Agradecimento ao Arquivo Nirez










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