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sexta-feira, 20 de março de 2020

EFEMÉRIDES DE 20 DE MARÇO: JOAQUIM CALLADO, ERNESTO NAZARETH, NOZINHO, EROTIDES DE CAMPOS E NORA NEY


A data de hoje, 20 de março, marca o nascimento ou falecimento dos seguintes artistas: JOAQUIM CALLADO, ERNESTO NAZARETH, NOZINHO, EROTIDES DE CAMPOS e NORA NEY.






JOAQUIM CALLADO
(1848 – 1880)

JOAQUIM CALLADO


Joaquim Antônio da Silva Callado Jr. nasceu no Rio de Janeiro em 11 de julho de 1848, sendo filho de Matilde Joaquina de Sousa Callado e Joaquim Antônio da Silva Callado. Seu pai tocava cornetim e era professor de música e mestre da banda Sociedade União de Artistas, sendo também pintor da Sociedade Carnavalesca Zuavos.

Joaquim Callado casou-se com Feliciana Adelaide Callado. O casal teve cinco filhos, Leonor, Alice, Luísa, Elvira e Artur. Viviam em uma casa modesta situada à Rua Visconde de Itaúna, nº40, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Todos os estudiosos da música popular brasileira consideram Joaquim Callado como a figura de proa na implementação e fixação do Choro, nos últimos vinte anos do Império no Brasil, segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Callado foi pioneiro, e pode ser considerado o criador do Choro, ao incorporar violões e cavaquinhos, instrumentos comuns aos conjuntos da época.

Ele criou O Choro de Callado, grupo que era constituído por um instrumento solista, a flauta, dois violões e um cavaquinho.

Logo após o Carnaval de 1880, o Rio de Janeiro sofreu uma epidemia de meningite. Joaquim Callado contraiu a doença, vindo a falecer em 20 de março de 1880, no Rio de Janeiro, meses antes de completar 32 anos. Ele foi sepultado no dia 21, em uma cova rasa, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. Em 27 de julho de 1885, alguns músicos organizaram um recital no Teatro D. Pedro II, para angariar fundos visando comprar uma modesta casa na Rua do Conde, para a família do compositor e também uma sepultura junto à de seu amigo Viriato, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

Um mês após sua morte, foi publicada sua última composição, a polca Flor Amorosa, que se tornou um clássico da música popular brasileira e sua obra mais conhecida, recebendo versos de Catullo da Paixão Cearense.

Saibam mais sobre Joaquim Callado: http://bit.ly/2L4vCEj


LINGUAGEM DO CORAÇÃO
Polca de Joaquim Callado
Gravada por Pedro de Alcântara ao flautim
Acompanhamento de Ernesto Nazareth ao piano
Disco Odeon Record 108.789, matriz XR-1462
Lançado em 1913



SAMBA CARACTERÍSTICO
De Joaquim Callado
Gravado por Artur Camilo ao piano
Disco Odeon Record 120.525
Lançado em 1913



CRUZES MINHA PRIMA
Polca de Joaquim Calado
Gravada por Agenor Bens na flauta
Acompanhamento de Artur Camilo ao piano
Disco Odeon Record 120.672
Lançado em 1913



FLOR AMOROSA


Polca de Joaquim Callado
Gravada pelos Irmãos Eymard
Disco Odeon Record 10.027, matriz R-3
Lançado em 1904



FLOR AMOROSA
Modinha de Joaquim Callado com versos de Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Aristarco Dias Brandão
Disco Odeon Record 120.255, matriz XR-1812
Lançado em março de 1913



FLOR AMOROSA
De Joaquim Callado com versos de Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Abigail Alessio Parecis
Acompanhamento de violão
Disco Columbia 5.003-B, matriz 380023
Lançado em fevereiro de 1929



FLOR AMOROSA
Choro Canção de Joaquim Callado com versos de Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Francisco Carlos
Acompanhamento de Bandinha
Disco RCA Victor 80-1967-A, matriz 13-J2PB-0403
Gravado em 06 de maio de 1958 e lançado em agosto





ERNESTO NAZARETH
(1863 – 1934)


ERNESTO NAZARETH


Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1863, falecendo nessa mesma cidade em 04 de fevereiro de 1934.

Assim como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth foi de uma importância fundamental para a formação de nossa música. Foi considerado um dos grandes nomes do Tango Brasileiro, gênero hoje visto como uma vertente do choro. Sua obra, quase toda voltada ao piano, muitas vezes retrataram o ambiente das serestas e choros. Mozart de Araújo escreveria sobre ele:  "As características da música nacional foram de tal forma fixadas por ele e de tal modo ele se identificou com o jeito brasileiro de sentir a música, que a sua obra, perdendo embora a sua funcionalidade coreográfica imediata, se revalorizou, transformando-se hoje no mais rico repositório de fórmulas e constâncias rítmico-melódicas, jamais devidas, em qualquer tempo, a qualquer compositor de sua categoria".

Sua vida e obra são riquíssimas e vocês podem conferir em uma postagem dedicada em sua homenagem: http://bit.ly/2JrhntK


Ernesto Nazareth Intérprete


CHORO E POESIA
Polca de Pedro de Alcântara
Gravada por Pedro de Alcântara ao flautim e Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon Record 108.788, matriz XR-1461
Lançado em 1912



FAVORITO
Tango de Ernesto Nazareth
Gravado por Pedro de Alcântara ao flautim e Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon Record 108.790, matriz XR-1463
Lançado em 1912



ODEON
Tango de Ernesto Nazareth
Gravado por Pedro de Alcântara na flauta e Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon Record 108.791, matriz XR-1464
Lançado em 1913



APANHEI-TE CAVAQUINHO
Choro de Ernesto Nazareth
Gravado por Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon 10.718-A, matriz 3941
Gravado em 10 de setembro de 1930 e lançado em dezembro



ESCOVADO
Tango Brasileiro de Ernesto Nazareth
Gravado por Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon 10.718-B, matriz 3939
Gravado em 10 de setembro de 1930 e lançado em dezembro



TURUNA
Tango de Ernesto Nazareth
Gravado por Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon, matriz 3942
Gravado em 10 de setembro de 1930 e lançado em 1930



NENÊ
Tango de Ernesto Nazareth
Gravado por Ernesto Nazareth ao Piano
Disco Odeon, matriz 3940
Gravado em 10 de setembro de 1930 e lançado em 1930





NOZINHO
(1887 – 1962)



Carlos Vasques nasceu em Macau (RN) em 04 de novembro de 1887, falecendo no Rio de Janeiro em 20 de março de 1962.

Foi cantor e locutor, sendo um dos pioneiros na gravação de discos no Brasil e também locutor da antiga Casa Edison. Seu repertório era eclético, composto de modinhas, lundus, cançonetas, duetos, canções. Também gravou em outras gravadoras, como Columbia Record e Favorite Record.


EM NOITES DE SERESTA
Modinha
Gravada por Nozinho
Disco Odeon Record 10.207
Lançado provavelmente entre 1907 e 1909



NOITE SONOROSA
Modinha
Gravada por Nozinho
Disco Odeon Record 108.138
Lançado em 1910



SE FORES AO PORTO
Canção
Gravada por Nozinho
Disco Odeon Record 108.139
Lançado por volta de 1910



OLHAR DE SANTA
Lundu
Gravado por Nozinho
Disco Odeon Record 108.264
Lançado em 1910



UMA FESTA NA PENHA
Arranjo Cômico
Gravado por Nozinho, Nina Teixeira, Eduardo das Neves e Mário Pinheiro
Acompanhamento de banda
Disco Odeon Record 108.362, matriz (52W) XR-928
Lançado em 1910






EROTIDES DE CAMPOS
(1896 – 1945)



Erotides de Campos nasceu em Cabreúva (SP) em 15 de outubro de 1896. Era filho de Francisca da Silveira Neves.

Deu início aos estudos de piano com a poetisa e pianista Júlia da Silva aos 08 anos de idade. Aos 12 anos passou a fazer parte de uma das bandas musicais da cidade. Foi nessa época que começou a fazer suas primeiras composições.

Compôs, em 1907, o dobrado Porto Arthur, ganhando notoriedade.

Sua primeira composição editada para piano e orquestra foi a valsa Mariinha, em 1918, em parceria com Melo Aires.

Um de seus primeiros sucessos foi a marcha Casinha Onde Nasci, gravada em 1926 por Pedro Celestino.

Em 1926 teve sua música Ave Maria, valsa lenta em parceria com Jonas Neves, gravada pelo tenor Pedro Celestino, irmão de Vicente Celestino, que fez muito sucesso, recebendo várias regravações, como a de Augusto Calheiros em 1939 e a de Francisco Alves, em 1947.

Também teve suas músicas gravadas por Francisco Alves, Yolanda Osório, Albênzio Perrone, Arthur Castro, entre outros intérpretes.

Erotides de Campos faleceu em Piracicaba (SP), vítima de um ataque cardíaco, em 20 de março de 1945, aos 48 anos.

Saibam mais sobre Erotides de Campos: http://bit.ly/2BcXKi3



CASINHA ONDE NASCÍ


Marcha de Erotides de Campos
Gravada por Pedro Celestino
Acompanhamento do Grupo dos Ases
Disco Odeon Record 123.055
Gravado e lançado em 1926




AVE MARIA


Valsa Lenta de Erotides de Campos e Jonas Neves
Gravada por Pedro Celestino
Disco Odeon Record 123.085
Lançado em 1926



POMBINHOS
Sambinha de Erotides de Campos
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Jazz Band Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon Record 123.279, matriz 1130
Lançado em 1927



MÁGOA SERTANEJA
Samba de Erotides de Campos
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento do Grupo Odeon
Disco Odeon 10.056-B, matriz 1342
Lançado em novembro de 1927



AVE MARIA
Valsa de Erotides de Campos e Jonas Neves
Gravada por Augusto Calheiros
Acompanhamento de Antenógenes Silva ao Acordeon, Rogério e Laurindo
Disco Odeon 11.775-A, matriz 6188
Gravado em 20 de agosto de 1939 e lançado em outubro de 1939




NORA NEY
(1922 – 2003)




Iracema de Souza Ferreira nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1922, falecendo também no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2003.
Cantora de sucesso a partir dos anos 50, foi ela quem gravou o primeiro rock no Brasil, Rock Around the Clock.
Porém, tinha um repertório romântico de sucesso, com clássicos como Ninguém Me Ama.


MENINO GRANDE
Samba Acalanto de Antônio Maria
Gravado por Nora Ney
Acompanhamento de Cópia e Sua Orquestra
Disco Continental 16.573-A, matriz C-2833
Gravado em 10 de abril de 1952 e lançado em maio/junho de 1952



NINGUÉM ME AMA
Samba Canção de Fernando Lobo e Antônio Maria
Gravado por Nora Ney
Acompanhamento de Cópia e Sua Orquestra
Disco Continental 16.636-B, matriz C-2913
Gravado em 1952 e lançado em setembro/dezembro



DE CIGARRO EM CIGARRO
Samba de Luís Bonfá
Gravado por Nora Ney
Acompanhamento de Cópia e Sua Orquestra
Disco Continental 16.726-A, matriz C-3043
Gravado em 23 de outubro de 1953 e lançado em março/abril



AVES DANINHAS
Samba de Lupicínio Rodrigues
Gravado por Nora Ney
Acompanhamento de Alexandre Gnattali e Sua Orquestra
Disco Continental 16.942-A, matriz C-3318
Gravado em 1954 e lançado em abril



RONDA DAS HORAS (ROCK AROUND THE CLOCK)
Fox de Max C. Freedman, Jimmy De Knight, em versão de Júlio Nagib
Gravado por Nora Ney
Acompanhamento do Sexteto Continental
Disco Continental 17.217-A, matriz C-3730
Gravado em 24 de outubro de 1955 e lançado em novembro/dezembro de 1955















Agradecimento ao Arquivo Nirez










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