sexta-feira, 29 de maio de 2020

RELEMBRANDO TRÊS GRANDES COMPOSITORES: PAURILLO BARROSO, MARCELO TUPYNAMBÁ E RUBENS SOARES




A data de hoje, 29 de maio, marca o nascimento dos seguintes compositores: PAURILLO BARROSO, MARCELO TUPINAMBÁ e RUBENS SOARES.






PAURILLO BARROSO


PAURILLO BARROSO
projetopaurillobarroso.blogspot.com


Francisco Paurillo Barroso nasceu em Fortaleza (CE), no dia 29 de maio de 1894; falecendo também em Fortaleza (CE), em 19 de agosto de 1968.

Chegou a viver no Rio de Janeiro entre 1920 e 1928, onde conviveu com personalidade como Ernesto Nazareth. Nesta cidade, em 1941, chegou a ser o diretor artístico do Cassino Atlântico.

Paurillo Barroso era compositor e em 1919 compôs as valsas Flor de Lis e Zingaresca, conseguindo seus primeiros sucessos. Compondo várias peças musicais, em 1939 Bidu Sayão gravaria sua canção Para Ninar, que seria regravada em 1953 por Nadir de Melo Couto e, em 1955, por Alma Cunha de Miranda (Marialma).

Seu maior sucesso foi a opereta A Valsa Proibida, exibida pela primeira vez em 1941, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza. Em 1946, a opereta seria exibida no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A Valsa Proibida é um sucesso que vem conquistando público e crítica há 77 anos. Nos último 60 anos, vez ou outra, tem sido encenada pela Comédia Cearense, sob a direção de Haroldo Serra, que sempre alcança sucesso, em antológicas montagens. A opereta e sua música tema marcariam também a carreira da cantora cearense Ayla Maria, uma das principais intérpretes da opereta.

Paurillo Barroso retornou definitivamente a Fortaleza em 1952, onde passou a ser diretor do Theatro José de Alencar até sua morte.




PARA NINAR

Canção de Paurillo Barroso
Gravada por Bidu Sayão
Acompanhamento de piano
Disco Victor 1.917-A, matriz 31136
Gravado e lançado em 1939



PARA NINAR
Canção de Paurillo Barroso
Gravada por Nadir de Melo Couto
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 20.001-A, matriz M-502
Lançado em 1953



PARA NINAR
Canção de Paurillo Barroso
Gravada por Alma Cunha de Miranda (Marialma)
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.990-B, matriz RIO-10799
Gravado em 25 de outubro de 1955 e lançado em março de 1956



A VALSA PROIBIDA
Com Ayla Maria







MARCELO TUPINAMBÁ


MARCELO TUPYNAMBÁ
http://www.concerto.com.br


Fernandes Álvares Lobo nasceu em Tietê (SP), no dia 29 de maio de 1889; falecendo em São Paulo, em 04 de julho de 1953.

Era compositor, pianista e violonista, assinando como Marcelo Tupynambá.

Iniciou sua carreira no começo dos anos 10, quando musicou (em 1914) a revista de Danton Vampré, São Paulo Futuro. Em 1916, Bahiano gravaria a canção homônima, de sucesso na época. Durante os anos 20 e 30 teve suas músicas gravadas por nomes como Francisco Alves, Roberto Vilmar, Jesy Barbosa, entre outros.


Destacou-se como um dos mais inspirados compositores de sua época.



SÃO PAULO FUTURO
Maxixe de Marcelo Tupynambá
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon Record 120.986, matriz R-16
Lançado em 1916





CABOCLA APAIXONADA
Toada Sertaneja de Marcelo Tupinambá
Gravada por Fernando
Acompanhamento de Coro
Disco Odeon Record 122.816

Lançado em 1925



CANÇÃO DA GUITARRA
Canção de Marcelo Tupynambá
Gravada por Roberto Vilmar
Disco Odeon 10.142-A, matriz 1431
Lançado em março de 1928



PIÃO
Canção Maxixe de Marcelo Tupinambá e F. M. A.
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.155-A, matriz 1577
Lançado em abril de 1928





CAFUNÉ
Toada de Marcelo Tupinambá
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Parlophon
Disco Parlophon 12.825-B, matriz 1657
Lançado em setembro de 1928



BALAIO
Maxixe de Marcelo Tupinambá
Gravado por Jesy Barbosa e Mário Pessoa
Acompanhamento da Orquestra Victor
Disco Victor 33.219-A, matriz 50065-2
Gravado em 28 de setembro de 1929 e lançado em novembro de 1929





RUBENS SOARES


RUBENS SOARES
Arquivo Nirez


Rubens Soares nasceu no Rio de Janeiro em 29 de maio de 1911. Foi lutador de boxe na categoria peso-médio, sendo campeão em alguns jogos e sendo conhecido por Mão de Gato. Após as lutas, reunia-se com amigos e compunha sambas.

Desde 1929, Rubens Soares era um nome conhecido no pugilismo carioca. Porém, em 1936, destacou-se também como compositor ao lançar o samba É Bom Parar, em parceria com Noel Rosa (cujo nome não aparece no selo do disco), que foi gravado na Victor por Francisco Alves. A música foi um sucesso. Francisco Alves gravaria outros sucessos de Rubens Soares, como Poleiro de Pato é no Chão, em parceria com Ewaldo Ruy, em gravação de 1941.

Outros nomes de destaque, como Nelson Gonçalves, Aracy de Almeida, Déo, entre outros, gravaram músicas de Rubens Soares.

Ele faleceria no Rio de Janeiro em 13 de junho de 1998, pouco depois de completar 87 anos.


É BOM PARAR
Samba de Rubens Soares e Noel Rosa
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34.038-B, matriz 80101-1
Gravado em 28 de janeiro de 1936 e lançado em fevereiro de 1936



JÁ NÃO ÉS MAIS AQUELA
Samba de Rubens Soares e Antônio Almeida
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.059-B, matriz 80147-1
Gravado em 27 de abril de 1936 e lançado em junho de 1936



YAYÁ DO BALACUCHÊ
Samba do Partido Alto de Rubens Soares
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento dos Reis do Ritmo
Disco Victor 34.113-B, matriz 80245-1
Gravado em 17 de novembro de 1936 e lançado em dezembro de 1936



LÁ VEM ELA CHORANDO
Samba de Rubens Soares e Demazinho
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento dos Reis do Ritmo
Disco Victor 34.123-A, matriz 80265-1
Gravado em 20 de novembro de 1936 e lançado em dezembro de 1936



ELA FEZ UMA COMIGO
Samba de Rubens Soares
Gravado por Arnaldo Amaral
Acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais
Disco Columbia 55.017-B, matriz 130-1
Lançado em fevereiro de 1939



SOLTEIRO É MELHOR
Samba de Rubens Soares e Felisberto Silva
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento de Fon Fon e Sua Orquestra
Disco Columbia 55.198-B, matriz 245-1
Gravado em 11 de dezembro de 1939 e lançado em janeiro de 1940

















Agradecimento ao Arquivo Nirez









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