sexta-feira, 5 de junho de 2020

EFEMÉRIDES DE 05 DE JUNHO: AUGUSTO CALHEIROS, JORGE FERNANDES, ALDO CABRAL E IVON CURI






A data de hoje, 05 de junho, marca o nascimento e falecimento dos seguintes artistas: AUGUSTO CALHEIROS, JORGE FERNANDES, ALDO CABRAL e IVON CURI.






AUGUSTO CALHEIROS


AUGUSTO CALHEIROS
Arquivo Nirez


Augusto Calheiros nasceu em Maceió, Alagoas, em 05 de junho de 1891.

Ainda muito jovem, ele se transferiu para Recife, onde esteve em contato com a família do bandolinista Luperce Miranda, que era toda formada por músicos.

Em Recife, começou a cantar e pelo fato de ter a voz afinada, com um estilo peculiar, ficou conhecido como A Patativa do Norte, uma vez que nessa época o Nordeste era ainda designado como Norte. 

Augusto Calheiros foi convidado para ser o cantor em um grupo formado pelos irmãos Luperce (bandolim), João (bandolim), Romualdo Miranda (violão), Manoel de Lima (violão) e João Frazão (violão). Quem batizou o grupo foi o historiador Mário melo, que evocando os tempos do domínio holandês, no governo de Maurício de Nassau, passou a se chamar Turunas da Mauricéia (na grafia original: Turunas da Mauricéa).

O grupo chegou ao Rio de Janeiro em 1927, sem Luperce Miranda, que iria só meses depois. Cantavam suas emboladas e cocos, ritmos que até então eram desconhecidos na cidade, trajando roupas sertanejas e usando chapéus de abas largas erguidas na frente, onde se liam Guajurema, Riachão, Periquito e Patativa do Norte. O grupo fez grande sucesso, gravando vários discos, inclusive a embolada Pinião, de Augusto Calheiros e Luperce Miranda, sucesso no carnaval de 1928.

A partir de 1930 passou a gravar sozinho, também se apresentando na Casa de Caboclo, de Duque. Por volta de 1945 era um dos campeões de vendagens de discos.

Teve papel importante no início da carreira do violonista Dinho Sete Cordas, que convidava para participar dos espetáculos em circos onde se apresentava.

Seu repertório era vasto, tendo deixado gravadas várias valsas, sambas-canções e canções. 

Seu último disco saiu em 1956, pouco antes de sua morte, em 11 de janeiro desse mesmo ano.



PINIÃO
Samba de Augusto Calheiros e Luperce Miranda
Gravado por Augusto Calheiros
Acompanhamento dos Turunas da Mauricéia
Disco Odeon 10.067-A, matriz 1322
Lançado em novembro de 1927



SOMBRAS DO PASSADO
Canção de Ernesto dos Santos (Donga)
Gravada por Augusto Calheiros
Disco Parlophon 13.333-A, matriz 131148
Lançado em 1931



REVENDO O PASSADO
Valsa de Freire Jr.
Gravada por Augusto Calheiros
Acompanhamento de Conjunto
Disco Odeon 11.021-A, matriz 4662-1
Gravado em 30 de maio de 1933 e lançado em agosto




MOCAMBO DA SERRA
Canção de J. Aymberê e J. L. Calazans (Jararaca)
Gravada por Augusto Calheiros
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 11.110-A, matriz 4782
Gravado em 20 de fevereiro de 1934 e lançado em abril



RESTOS DE VENTURA
Valsa Canção de Gastão Lamounier e Mário Rossi
Gravada por Augusto Calheiros
Acompanhamento da orquestra Copacabana
Disco Odeon 11.599-A, matriz 5785
Gravado em 27 de março de 1938 e lançado em maio



AVE MARIA

Valsa de Erotides Campos e Jonas Neves
Gravada por Augusto Calheiros
Acompanhamento de Antenógenes Silva ao Acordeon, Rogério e Laurindo
Disco Odeon 11.775-A, matriz 6188
Gravado em 30 de agosto de 1939 e lançado em outubro





JORGE FERNANDES


JORGE FERNANDES
Carioca, 1937
Arquivo Nirez


Jorge de Oliveira Fernandes nasceu no Rio de Janeiro em 05 de junho de 1907. Era de família tradicional e desde cedo conviveu em um ambiente artístico, aprendendo a cantar em francês e a tocar piano e violão.

Formou-se em Arquitetura no ano de 1930, trabalhando como funcionário até conseguir abrir um escritório com um amigo.

Com uma apurada e cuidadosa dicção, no início de sua carreira, Jorge Fernandes se especializou em interpretar composições de motivos folclóricos.

Passou a atuar na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1926 e em 1930 lançou seu primeiro disco pela Odeon, com a toada de Pachequinho, A Cabocla do Arraiá, e a canção de Edith Lacerda e Celeste Gomes da Silva, Amô de Cabôco, sendo acompanhado ao violão por Tute e Luperce Miranda.

Casou-se em 1933 com Beatriz Pereira de Souza Vallim.

Em 1935 gravou a canção Minha Terra, de Waldemar Henrique, pela Odeon. Foi mais um sucesso, que deixou famosa a expressão de que “Deus é Brasileiro”.

Jorge Fernandes era irmão da cantora Helena Fernandes, que faleceu muito jovem em 05 de abril de 1937.

Jorge Fernandes gravou bastante nos anos 30, 40 e durante os anos 50. Interpretou com sucesso composições de Joubert de Carvalho, Hekel Tavares e, em especial, Waldemar Henrique.

Ele faleceria no Rio de Janeiro em 19 de março de 1989, aos 81 anos de idade.



A CABOCLA DO ARRAIÁ
Toada de Pachequinho
Gravada por Jorge Fernandes
Disco Odeon 10.547-A, matriz 3195
Lançado em janeiro de 1930



AMÔ DE CABOCO
Canção de Edith Lacerda e Celeste Gomes da Silva
Gravada por Jorge Fernandes
Disco Odeon 10.547-B, matriz 3194
Lançado em janeiro de 1930


O QUE EU QUERIA DIZER AO SEU OUVIDO
Canção de Hekel Tavares e Mendonça Jr.
Gravada por Jorge Fernandes
Acompanhamento da Orquestra Odeon de Salão
Disco Odeon 11.032-A, matriz 4640
Gravado em 15 de abril de 1933 e lançado em julho de 1933



LEILÃO
Cena Colonial de Hekel Tavares e Joracy Camargo
Gravada por Jorge Fernandes
Acompanhamento da Orquestra Odeon de Salão
Disco Odeon 11.032-B, matriz 4641
Gravado em 15 de abril de 1933 e lançado em julho de 1933


MINHA TERRA
Canção de Waldemar Henrique
Gravada por Jorge Fernandes
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 11.231-A, matriz 5036
Gravado em 08 de maio de 1935 e lançado em junho



AMOR – BRINQUEDO DE CRIANÇA
Valsa Canção de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Gravada por Jorge Fernandes
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 11.231-B, matriz 5037
Gravado em 08 de maio de 1935 e lançado em junho




ALDO CABRAL


ALDO CABRAL
Rádio Visão, 1947
http://memoria.bn.br/


Antônio Guimarães Cabral foi um compositor e teatrólogo brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 03 de fevereiro de 1912 e falecido também nesta cidade, em 05 de junho de 1994.

Foi um de nossos grandes letristas, autor de clássicos como a valsa Boneca, gravada por Sílvio Caldas em 1935, em parceria com Benedito Lacerda.

Teve composições gravadas por Carmen Miranda, como a marcha Pra fazer você chorar, em parceria com Benedito Lacerda, e por Sônia Carvalho, com a marcha Abel e Caim.

Seu maior sucesso foi o samba exaltação Brasil, ao lado de Benedito Lacerda, gravado em 1939 por Francisco Alves e Dalva de Oliveira.

Francisco Alves ainda lançaria da autoria de Aldo Cabral outro sucesso, Despedida de Mangueira, êxito no Carnaval de 1940.

Outro clássico composto por Aldo Cabral e por Herivelto Martins é o samba Bom Dia, gravado por Linda Batista e As Três Marias em 1942.


BONECA
Valsa de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Conjunto
Disco Odeon 11.251-A, matriz 5072
Gravado em 15 de junho de 1935 e lançado em agosto de 1935




PRA FAZER VOCÊ CHORAR
Samba de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.297-B, matriz 5166
Gravado em 26 de setembro de 1935 e lançado em janeiro de 1936




ABEL E CAIM
Marcha de Aldo Cabral
Gravada por Sônia Carvalho
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.017-B, matriz 80034-1
Gravado em 06 de dezembro de 1935 e lançado em janeiro de 1936



BRASIL
Samba de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Gravado por Francisco Alves e Dalva de Oliveira
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Grande Regional
Disco Columbia 55.159-A, matriz 193-2
Gravado em 16 de agosto de 1939 e lançado em setembro de 1939




DESPEDIDA DE MANGUEIRA
Samba de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento de Radamés Gnatali e Sua Orquestra
Disco Columbia 55.196-B, matriz 233-2
Gravado em 21 de novembro de 1939 e lançado em janeiro de 1940



BOM DIA
Samba de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Gravado por Linda Batista e As Três Marias
Acompanhamento de Passos e Sua Orquestra
Disco Victor 34.962-A, matriz S-052569

Gravado em 02 de julho de 1942 e lançado em setembro de 1942




IVON CURI


IVON CURI
http://palacehotel.com.br/


Ivo José Curi nasceu em Caxambu (MG), em 05 de junho de 1928, falecendo no Rio de Janeiro em 24 de junho de 1995.

Foi um importante cantor e ator brasileiro, sendo também compositor.

Era irmão do locutor esportivo Jorge Curi.

Iniciou sua carreira como cantor em 1947, cantando com a orquestra do maestro Zaccarias no Hotel Copacabana Palace.

Gravou seu primeiro disco em 1948, convidado por João de Barro (Braguinha), então diretor da Continental, registrando o fox trot Nature Boy, de Eden Ahbez e o samba de Dorival Caymmi, Adeus.

Ao longo da década de 1950, apareceu em vários filmes da Atlântica como ator e cantor.



NATURE BOY
Fox Trot de Eden Ahbez
Gravado por Ivon Curi
Acompanhamento de Scarambone ao Órgão
Disco Continental 15.950-A, matriz 1952
Gravado em 22 de setembro de 1948 e lançado em outubro/dezembro de 1948



ADEUS
Samba de Dorival Caymmi
Gravado por Ivon Curi
Acompanhamento de Scarambone ao Órgão
Disco Continental 15.950-B, matriz 1953
Gravado em 22 de setembro de 1948 e lançado em outubro/dezembro de 1948



PIGALLE
Valsa de Georges Ulmer e Geo Koger
Gravada por Ivon Curi
Acompanhamento de Cópia e Seu Naipe de Cordas
Disco Continental 15.968-A, matriz 1989-1
Gravado em 25 de outubro de 1948 e lançado em outubro/dezembro de 1948



LA VIE EN ROSA
Fox Trot de Edith Piaf e Louiguy
Gravado por Ivon Curi
Acompanhamento de Cópia e Seu Naipe de Cordas
Disco Continental 15.968-B, matriz 1990-1
Gravado em 25 de outubro de 1948 e lançado em outubro/dezembro de 1948



OBRIGADO
Samba de Ivon Curi
Gravado por Ivon Curi
Acompanhamento da Orquestra Continental
Disco Continental 16.365-A, matriz 2555
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março/abril de 1951



PINHO SOFREDOR
Toada de Fego Camargo e Ariovaldo Pires (Capitão Furtado)
Gravada por Ivon Curi
Acompanhamento da Orquestra Continental
Disco Continental 16.365-B, matriz 2556
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março/abril de 1951














Agradecimento ao Arquivo Nirez









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