sexta-feira, 19 de junho de 2020

EFEMÉRIDES DE 19 DE JUNHO: HELOÍSA HELENA, JONJOCA E SALOMÉ PARÍSIO





A data de hoje, 19 de junho, marca o falecimento dos seguintes artistas: HELOÍSA HELENA, JONJOCA e SALOMÉ PARÍSIO.




HELOÍSA HELENA





Filha do casal Almeida Gama, Heloísa Helena de Almeida Lima nasceu no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1917. Seu pai era um alto funcionário do Distrito Federal (Rio de Janeiro).

Ela estudou no colégio Bennet, no bairro do Flamengo e desde criança gostou de cantar e aprendeu a tocar violão ainda cedo.

Começou a cantar de forma amadora na Rádio Roquete Pinto, onde foi ouvida pelo locutor César Ladeira, que a levou para a Rádio Mayrink Veiga, onde começou sua carreira artística profissional, cantando em inglês, idioma que dominava.

Foi uma das atrizes a se fantasiar de baiana e, assim, aparecer em um filme, antes de Carmen Miranda. No caso, o filme foi Alô, Alô Carnaval, no qual Heloísa aparecia vestida de baiana e cantando Tempo Bom, samba de sua autoria em parceria com João de Barro (Braguinha). Ela era acompanhada pelo conjunto Os Bêbados. Nesse filme, produção da Cinédia, Carmen e Aurora Miranda interpretaram a marcha Cantores do Rádio, de João de barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo.

Em 1937, gravou um disco com músicas de sua autoria, Samba da Vida, samba em parceria com Valfrido Silva e Numa Roda de Samba, samba-fox somente de sua autoria. Foi acompanhada por Pixinguinha e os Diabos do Céu. Essas músicas foram utilizadas no filme Samba da Vida, estrelado por Heloísa e dirigido pelo ator Jayme Costa, na Cinédia, em 1937.

Seu segundo disco seria gravado em 1940, na Odeon, com as marchas Sarong, de Osvaldo Santiago e Jorge Murad e Marinheiro, de Alvarenga e Ranchinho, onde foi acompanhada pela Orquestra Odeon.

Heloísa Helena foi a primeira cantora a interpretar a música Carinhoso, de Pixinguinha, na versão feita por João de Barro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Essa música havia recebido versos anteriores feitos pela cantora Aracy Côrtes, e interpretada, com sucesso, por ela nos palcos. Pixinguinha, que cresceu ao lado de Aracy, ofertou a partitura original desse clássico para que sua amiga guardasse.

Era casada com o teatrólogo Paulo Magalhães.

Mesmo atuando no Cassino da Urca e Cassino Atlântico, foi aos EUA no começo da década de 1940 para um intercâmbio cultural da Embaixada norte-americana no Brasil. Em 1951 retornou ao brasil, convidada pelo produtor Chianca de Garcia, que a levou à TV Tupi.

Em 1955 participou do filme Chico Viola não morreu.

Atuou no teatro, com sucesso, em peças como Rosa Tatuada e Um Bonde Chamado Desejo.

Também apresentou programas de televisão, entrevistando personalidades e presidentes da República.

Nos anos 60 passou a trabalhar na Rede Globo, em novelas como Verão VermelhoAssim na Terra como no CéuSelva de PedraEu Prometo e Roque Santeiro. Também dirigiu alguns programas.

Ainda no cinema atuou em Céu Azul (1941), Mãos Sangrentas (1955), Leonora dos Sete Mares (1955), O Homem do Sputinik (1959) e Independência ou Morte (1972), onde interpretou Carlota Joaquina.

Ao longo de sua carreira recebeu vários prêmios por sua atuação no teatro, cinema e televisão.

Em 1998, prestou depoimento ao Museu da televisão Brasileira.

Heloísa Helena faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1999.


SAMBA DA VIDA
Samba de Walfrido Silva
Gravado por Heloísa Helena
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.199-A, matriz 80499-1
Gravado em 25 de junho de 1937 e lançado em setembro de 1937



NUMA RODA DE SAMBA
Samba Fox de Heloísa Helena
Gravado por Heloísa Helena
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.199-B, matriz 80500-1
Gravado em 25 de junho de 1937 e lançado em setembro de 1937




SARONG
Marcha de Osvaldo Santiago e Jorge Murad
Gravada por Heloísa Helena
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.963-A, matriz 6551
Gravado em 09 de dezembro de 1940 e lançado em fevereiro de 1941



MARINHEIRO
Marcha de Alvarenga e Ranchinho
Gravada por Heloísa Helena
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.963-B, matriz 6552
Gravado em 09 de dezembro de 1940 e lançado em fevereiro de 1941




JONJOCA





João de Freitas Ferreira nasceu no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 1911. Era filho de portugueses e nasceu no bairro de Botafogo.

Quando cursava o ginasial, formou um conjunto com dois violonistas, sendo um deles irmão do cantor Jorge Fernandes.

Iniciou sua carreira artística aos 18 anos de idade, indo à gravadora Odeon e conseguindo que Eduardo Souto, o diretor, se interessasse em gravar um disco onde ele fosse cantor. Nessa primeira experiência, cujo disco foi lançado em fevereiro de 1930, gravou os sambas Não te dou perdão, de Ismael Silva, e Não fui eu, de Caninha.  

Ainda em fevereiro de 1930, Jonjoca gravaria alguns discos pela Parlophon, gravando novamente na Odeon, na Victor e na Columbia.

Em 1931 conheceu o cantor Castro Barbosa e iniciou com ele a dupla Jonjoca e Castro Barbosa, gravando vários discos. A dupla “competia” com Francisco Alves e Mário Reis, que também cantavam juntos por essa época. A voz de Castro Barbosa se assemelhava com a de Francisco Alves e a de Jonjoca, com a de Mário Reis.

Atuou também como locutor, trabalhando na Rádio Mayrink Veiga, Rádio Nacional e Rádio Clube, onde ficou até 1953.


Em 1950 se elegeu vereador no Rio de Janeiro, pelo partido PTN.

Entre 1955 e 2002, apareceu esporadicamente na televisão dando entrevistas.

Jonjoca faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 2006, três meses antes de completar 95 anos de idade.



NÃO TE DOU PERDÃO
Samba de Ismael Silva
Gravado por Jonjoca
Disco Odeon 10.579-A, matriz 3366
Lançado em fevereiro de 1930





NÃO FUI EU!
Samba de José Luís de Moraes (Caninha)
Gravado por Jonjoca
Disco Odeon 10.579-B, matriz 3367
Lançado em fevereiro de 1930




ROSALINA
Samba de J. Thomaz e Orestes Barbosa
Gravado por Jonjoca
Acompanhamento da Orquestra J. Thomaz
Disco Victor 33.493-B, matriz 65240-2
Gravado em 16 de setembro de 1931 e lançado em dezembro de 1931





SINTO FALTA DE VOCÊ
Samba de João Freitas Ferreira (Jonjoca)
Gravado por Jonjoca e Castro Barbosa
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.447-A, 65162-2
Gravado em 12 de junho de 1931 e lançado em julho de 1931





A CANA ESTÁ DURA
Samba de João Freitas Ferreira (Jonjoca)
Gravado por Jonjoca e Castro Barbosa
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.447-B, 65163-2
Gravado em 12 de junho de 1931 e lançado em julho de 1931





AZUL E BRANCO
Samba de Benedito Lacerda e Osvaldo Silva
Gravado por Jonjoca
Disco Odeon 10.948-A, matriz 131453
Gravado em 14 de outubro de 1932 e lançado em janeiro/fevereiro de 1933









SALOMÉ PARÍSIO





Dulce de Jesus Parísio de Lira, nasceu em Bonito (Pernambuco), em 03 de junho de 1921.

Iniciou sua carreira como cantora em Recife (PE), na Rádio Clube de Pernambuco, sendo eleita a melhor cantora da cidade e recebendo o título de O Rouxinol do Norte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Salomé Parísio cantou para os soldados americanos que estavam nas bases fixadas no Brasil.

Como Salomé Parísio, foi uma das grandes estrelas da MPB e do Teatro de Revista nos anos 40 e 50.

Em 2012, Thais Matarazzo, Diego Nunes e Fábio Siqueira, publicaram a biografia Salomé Parísio - O Rouxinol do Norte, onde contam sua vitoriosa carreira no rádio, teatro e televisão.

Salomé Parísio faleceu em 19 de junho de 2013, em São Paulo, aos 92 anos de idade.

RAINHA DO MAR
Samba de Walfrido Silva e A. Amaral
Gravado por Salomé Parísio
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.349-A, matriz 9419
Gravado em 05 de setembro de 1952 e lançado em dezembro de 1952



SINHÁ DA BAHIA
Samba de Vicente Paiva e Luís Iglezias
Gravado por Salomé Parísio
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.349-B, matriz 9417
Gravado em 05 de setembro de 1952 e lançado em dezembro de 1952



MULHERES DA RUA
Bolero Beguine de Paulo Marques e Sávio Barcelos
Gravado por Salomé Parísio
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 6.294, matriz M-3075
Lançado em 1961



A CANÇÃO DO MEU AMOR
Rock Balada de C. A. Bixio, em versão de Teixeira Filho
Gravado por Salomé Parísio
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 6.294, matriz M-3076
Lançado em 1961














Agradecimento ao Arquivo Nirez












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