sexta-feira, 30 de outubro de 2020

EFEMÉRIDES DE 30 DE OUTUBRO

 



A data de hoje, 30 de outubro, marca o nascimento e falecimento dos seguintes artistas: XISTO BAHIA, ROBERTO X. CASTRO, SYLVIO SALEMA, ANTENÓGENES SILVA, LOURDINHA BITTENCOURT e BILL FARR.
 
 
XISTO BAHIA


XISTO BAHIA
Arquivo Nirez


 
Xisto de Paula Bahia nasceu em Salvador, na Freguesia de Além do Carmo, em 06 de agosto de 1841 (algumas fontes apontam o dia 05 de setembro). Era filho do major do Exército Francisco de Paula Bahia e de D. Tereza de Jesus Maria do Sacramento Bahia. Era o caçula dos irmãos Soter, Francisco bento, Horácio e Eulália.
 
Como Xisto Bahia, ele entraria para a história da MPB como o autor da primeira música lançada em disco no Brasil, o lundu Isto é Bom, também conhecida como Yayá você quer morrer?, composta por volta de 1857 e que foi levada à cera em 1902 pelo cantor Bahiano (Manuel Pedro dos Santos), que também era baiano.
 
Porém, o legado de Xisto Bahia foi bem maior. Além, de ator, compositor e cantor, ele também era violinista, violonista e dramaturgo.
 
Em 1861, excursionou pelo norte e nordeste do Brasil, cantando modinhas, e lundus, tocando violão.
O dramaturgo Arthur Azevedo o considerava o ator mais nacional que tivemos. Aliás, foi em uma peça de Arthur, Uma Véspera de Reis, que Xisto obteve um de seus maiores êxitos como ator.
 
Em 1880, D. Pedro II o aplaudiu na peça Os perigos do coronel.
 
 
Durante o ano de 1881, foi escrevente penitenciário em Niterói (RJ).
 
Foi casado com a atriz portuguesa Maria Vitorina de Lacerda Bahia, com quem teve quatro filhos.
 
Durante o Segundo Reinado, suas modinhas e lundus se tornaram célebres. Podemos destacar o poema de Plínio de Lima, Ainda e Sempre (Quis debalde varrer-te da memória), que ele musicou; bem como o excelente lundu A Mulata (Mulata Vaidosa), Preta Mina. 

Xisto Bahia faleceu em Caxambu, em uma terça-feira, a 30 de outubro de 1894.



ISTO É BOM
Lundu cantado por Bahiano
Acompanhamento de piano
Gravação de 1903
Disco Zon-O-Phone X-1.031
Gravado em 1902 e lançado em 1903



ISTO É BOM
Lundu gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.076, matriz XR-607
Lançado em 1907
Eduardo chega a comentar na gravação: Ah, isso me lembra do tempo do Xisto Bahia!
E depois: Meu Deus, que festa no tempo do seu Xisto!



QUE VALEM FLORE?
Modinha de Xisto Bahia em interpretação de Geraldo Magalhães.
Disco Odeon Record 40.567
Acompanhamento de Piano
Lançado em 1905



AINDA E SEMPRE (QUIS DEBALDE VARRER-TE DA MEMÓRIA)
Canção de Xisto Bahia e Plínio de Lima
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Piano
Disco Odeon Record 108.222, matriz XR-759
Lançado em 1909



MULATA VAIDOSA
Tango (Lundu) de Xisto Bahia
Gravado por Mário Pinheiro
Acompanhamento de violão
Disco Victor Record 98.971
Lançado em 1910



O PESCADOR
Lundu de Xisto Bahia
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 108.710, matriz XR-1353
Gravado em 1912 e lançado em 1913



PRETA MINA
Tango de Xisto Bahia
Gravado por Luís de Oliveira
Acompanhamento de violão
Disco Victor Record 98.799Lançado em 1909



QUE SORTE, QUE SINA
Gravado por Barros (João Barros)
Disco Odeon Record 40.193, matriz RX-204
Lançado em 1906




ROBERTO XAVIER DE CASTRO
 
 
Pouco sabemos sobre o poeta Roberto Xavier de Castro. Possivelmente cearense, filho de José Xavier de Castro e Silva e que tinha 21 anos em 1883, segundo o jornal O Libertado, de Fortaleza (CE), edição de 18 de outubro de 1883. Porém, algumas fontes dão como seu nascimento ocorrido em Itapajé (CE), em 16 de maio de 1890.
 
Uma de suas melodias mais famosas é A Pequenina Cruz do Teu Rosário, que recebeu letra de Fernando Wayne.
 
Em 1925, o cantor Paraguassú modificou o poema, mantendo a melodia, e gravou com o título de Cruz do Rosário, atribuindo a si a autoria. Isso rendeu uma batalha judicial, tendo a família Wayne vencido a causa. Na gravação, o acompanhamento ficou a cargo do célebre Américo Jacomino, o Canhoto.
 
Em 1948, o cantor Moacyr Wayne, sobrinho de Fernando Wayne, gravou em acetato A Pequenina Cruz do teu Rosário, na antiga Ceará Rádio Clube (PRE-9).
 
O cantor Carlos Galhardo também gravaria A Pequenina Cruz do Teu Rosário em 1947, tornando-a um clássico de nosso canceioneiro.
 

Roberto Xavier de Castro faleceu em 30 de outubro de 1952.


CRUZ DO ROSÁRIO
Modinha de Fernando Weyne e Roberto Xavier de Castro
Gravada por Paraguassú
Disco Odeon Record 122.936
Gravado em 1925 e lançado em 1926


 
A PEQUENINA CRUZ DO TEU ROSÁRIO
Valsa Canção de Fernando Weyne e Roberto Xavier de Castro
Gravada por Carlos Galhardo
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0505-B, matriz S-078705-1
Gravado em 14 de janeiro de 1947 e lançado em março de 1947


 
A PEQUENINA CRUZ DO TEU ROSÁRIO
Modinha de Fernando Weyne e Roberto Xavier de Castro
Gravada por Moacyr Weyne
Acompanhamento de José Rodrigues ao Violão
Disco Acetato PRE-9
Gravado e lançado em 1948




SYLVIO SALEMA
 

SYLVIO SALEMA
Arquivo Nirez



Sylvio Salema Garção Ribeiro nasceu em 30 de outubro de 1901, no Rio de Janeiro. Nessa mesma cidade, faleceu em 29 de outubro de 1976, um dia antes de seu aniversário de 75 anos. Também era compositor e professor de música e canto orfeônico.

Em 1923, começou a cantar na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, interpretando músicas de câmara e ópera, tendo iniciado programas de
música brasileira.

Seu primeiro disco, nº 12.852, foi lançado em outubro de 1928 pela Parlophon. Trazia os tangos Quando me Beijas e Benzinho do Coração.
 
Sylvio Salema foi um popular cantor nas décadas de 1910 e 1920.


QUANDO ME BEIJAS
Tango de Pedro Cabral
Gravado por Sylvio Salema
Acompanhamento do Hotel Itajubá Orquestra
Disco Parlophon 12.852-A, matriz 1970
Lançado em outubro de 1928



BENZINHO DO CORAÇÃO
Tango de Ary Kerner Veiga de Castro
Gravado por Sylvio Salema
Acompanhamento do Hotel Itajubá Orquestra
Disco Parlophon 12.852-B, matriz 1971
Lançado em outubro de 1928



ALMA DE BOÊMIO
Tango de Pedro Cabral
Gravado por Sylvio Salema
Acompanhamento do Hotel Itajubá Orquestra
Disco Parlophon 12.918-A, matriz 2343
Disco lançado em março de 1929


 
VELHO PINHO
Toada de P. Nimac
Gravado por Sylvio Salema
Acompanhamento do Hotel Itajubá Orquestra
Disco Parlophon 12.940-A, matriz 2306
Lançado em abril de 192
9



MORRER DE AMOR
Valsa de Pedro Cabral
Gravado por Sylvio Salema
Acompanhamento do Hotel Itajubá Orquestra
Disco Parlophon 12.940-B, matriz 2344
Lançado em abril de 1929





ANTENÓGENES SILVA
 

ANTENÓGENES SILVA
Arquivo Nirez



Antenógenes Honório da Silva nasceu em Uberaba (MG), em 30 de outubro de 1906.
 
Era filho de Maria Brasilina (descendente do Barão da Ponte Alta) e de Olímpio Jacinto da Silva, serralheiro, ferrador de cavalos e grande sanfoneiro.
 
Atuou na Rádio Educadora Paulista e em 1929 gravou seu primeiro disco na Victor, com as músicas Gostei da tua caída, choro; Saudade de Uberaba, maxixe e as valsas Norma e Feliz de quem ama, músicas de sua autoria.
 
Em 1934 gravou as valsas de Zequinha de Abreu, Súplica de Amor Elza. Nesse mesmo ano, atuou em Buenos Aires.
 
No início da carreira das Irmãs Pagãs (Rosina e Elvira), acompanhou-as em algumas gravações.
 
Mestre do acordeon, Antenógenes Silva sempre buscou se aperfeiçoar, sendo um dos poucos a acompanhar músicas do repertório lírico, o que fez quando se apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
 
Em 1931, Antenógenes Silva se casou com Marcília Marinari, que era violinista e locutora que usava o nome artístico de Léa Silva, excelente profissional, que tinha programas de rádio voltados para cuidados da beleza, que após atuar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi para os EUA trabalhar na C. B. S. e na N. B. C.
 
Era conhecido como O Mago do Acordeon.
 
Impulsionou a carreira de vários artistas, como Jamelão, Dilu Melo, Gilberto Alves e Irmãs Pagãs (Rosina e Elvira).
 
Na Alemanha, recebeu o prêmio de maior sanfoneiro de outo baixos do mundo.
 

Antenógenes Silva faleceu no Rio de Janeiro em 09 de março de 2001, aos 94 anos de idade.



SAUDADE DE UBERABA


Maxixe de Antenógenes Silva
Gravado por Antenógenes Silva ao Acordeon
Disco Victor 33.240-A, matriz 50095-2
Gravado em 04 de novembro de 1929 e lançado em maio de 1930



FELIZ DE QUEM AMA


Valsa de Antenógenes Silva
Gravada por Antenógenes Silva ao Acordeon
Disco Victor 33.240-B, matriz 50097-1
Gravado em 04 de novembro de 1929 e lançado em maio de 1930



CAMÉLIA


Valsa de Antenógenes Silva
Gravada por Antenógenes Silva ao Acordeon
Acompanhamento de Pereira Filho ao Violão
Disco Victor 33.702-A, matriz 65829-1
Gravado em 08 de agosto de 1933 e lançado em setembro de 1933



RODA MORENA


Marcha de Antenógenes Silva
Gravada por Antenógenes Silva ao Acordeon
Acompanhamento de Pereira Filho ao Violão
Disco Victor 33.702-B, matriz 65830-1
Gravado em 08 de agosto de 1933 e lançado em setembro de 1933



SAUDADES DE UM VELHO AMOR


Valsa de Antenógenes Silva
Gravada por Antenógenes Silva ao Acordeon
Acompanhamento de Pereira Filho ao Violão
Disco Victor 33.824-A, matriz 65831-1
Gravado em 08 de agosto de 1933 e lançado em setembro de 1933





LOURDINHA BITTENCOURT
 

LOURDINHA BITTENCOURT
Arquivo Luciano Hortencio



Maria de Lourdes Bittencourt nasceu em Campinas (SP), em 30 de outubro de 1923, falecendo no Rio de Janeiro em 19 de agosto de 1979.
 
Iniciou sua carreira ainda criança, na década de 1930, destacando-se como cantora infantil. Na década de 1940, atingiu o estrelato com sua bela voz, talento e beleza física, atuando em filmes como Poeira de Estrelas, de 1949, ao lado de Emilinha Borba.
 
No começo da década de 1950, casou-se com o cantor Nelson Gonçalves. 

Também na década de 1950, participou do Trio De Ouro, ao lado de Herivelto Martins e Raul Sampaio.


NÃO VALE RECORDAR
Valsa de José Conde e Mário Rossi
Gravada por Lourdinha Bittencourt
Acompanhamento de Abel e Conjunto Star
Disco Star 137-A, matriz 137-1
Lançado em junho de 1949
 


LENÇO BRANCO
Choro de Oscar Belandi
Gravado por Lourdinha Bittencourt
Acompanhamento de Abel e Conjunto Star
Disco Star 137-B, matriz 137-2
Lançado em junho de 1949





BILL FARR


BILL FARR
http://memoria.bn.br


 
Antônio Medeiros Francisco nasceu em Sapucaia (RJ), em 30 de outubro de 1925. Passou a infância em Petrópolis (RJ). Ao terminar seu curso científico, ingressou na carreira artística.
 
Iniciou como crooner no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, onde interpretava músicas brasileiras e internacionais. Logo depois, por intermédio de César de Alencar, passou a atuar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde participou dos programas Gente Nova, de Celso Guimarães, Programa César de AlencarUm Milhão de Melodias e Orquestra Melódica. Também integrou a orquestra de Ferreira Filho, atuando como crooner.
 
Gravou seu primeiro disco em 1952, pela Sinter, com as músicas Abraça-me, samba de Luís Bittencourt, e Depois do Amor, bolero de José Maria de Abreu e Oswaldo Santiago.
 
Ainda em 1952, atuou nos filmes Barnabé, tu és meu e Carnaval Atlântida, ambos dirigidos por José Carlos Burle, que o lançou como galã do cinema nacional.
 
Em 2006, por ocasião dos 70 anos da inauguração da Rádio Nacional, ele estava com quase 81 anos e participou das comemorações ao lado de colegas como Marlene, Jorge Goulart, Ademilde Fonseca e dos radialistas Daisy Lúcidi e Gerdal dos Santos.
 
Bill Farr faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de setembro de 2010, pouco antes de completar 85 anos de idade.
 
 
 
FOI VOCÊ
Samba Canção de G. Bianchi e Fernando César
Gravado por Bill Farr
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.967-B, matriz C-3375
Gravado em 21 de maio de 1954 e lançado em junho/julho de 1954
 

 
SONHO DESFEITO
Armando Cavalcânti, Antônio C. Jobim e Paulo Soledade
Gravado por Bill Farr
Acompanhamento de Severino Filho e Sua Orquestra
Disco Continental 17.330-B, matriz C-3853
Gravado em 13 de julho de 1956 e lançado em agosto/setembro de 1956















Agradecimento ao Arquivo Nirez









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