quarta-feira, 23 de setembro de 2020

EFEMÉRIDES DE 23 DE SETEMBRO: ABDON LYRA, HEITOR DOS PRAZERES, GILDA DE ABREU, HUMBERTO PORTO E DÉO




A data de hoje, 23 de setembro, marca o nascimento e falecimento dos seguintes artistas: ABDON LYRA, HEITOR DOS PRAZERES, GILDA DE ABREU e DÉO.


ABDON LYRA
(1870 - 1950)


ABDON LYRA
Jornal das Moças, 1914
http://memoria.bn.br/


 
Abdon Lyra Nasceuem També (PE) em 23 de setembro de 1887 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de setembro de 1962, um dia antes de completar 75 anos. 
 
Compositor de várias obras, entre elas, a mais conhecida é a modinha Stella (Estela), gravada por vários intérpretes entre 1905 e 1945. Recebeu letra de Adelmar Tavares.
 
Em 1931, ao lado de Oscar Arruda, compôs a toada Nois Somu du Ceará, gravada na Odeon pelo próprio Oscar Arruda.
 
Em 1945, Orlando Silva e Carmen Dulce, gravaram de Abdon Lyra e Léa Lyra, a Canção do Trabalhador Brasileiro.
 
Ao lado do poeta e letrista Olegário Mariano, Abdon Lyra ganhou um concurso para a escolha do Hino da Música, em 1948.



STELLA
Serenata de Abdon Lyra, com versos de Adelmar Tavares
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Piano
Disco Odeon Record 108.281, matriz XR-841
Lançado em 1909



STELLA
Canção de Abdon Lyra, em arranjo de Stefana de Macedo
Gravada por Stefana de Macedo
Acompanhamento de violões
Disco Columbia 5.067-B, matriz 380237
Lançado em fevereiro de 1929


AMOR E ORGULHO
Valsa Canção de Abdon Lyra e Eustórgio Wanderley
Gravada por Edgard Velloso
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.703-A, matriz 3908
Lançado em novembro de 1930



CANÇÃO DO TRABALHADOR BRASILEIRO
Canção Marcha de Abdon Lyra e Léa Lyra
Gravada por Orlando Silva
Acompanhamento da Orquestra da Rádio Nacional, sob a Direção de Romeu Ghipsma
Disco 12.569-A, matriz 7765
Gravado em 21 de fevereiro de 1945 e lançado em abril de 1945
 


CANÇÃO DO TRABALHADOR BRASILEIRO
Canção Marcha de Abdon Lyra e Léa Lyra
Gravada por Carmen Dulce
Acompanhamento da Orquestra da Rádio Nacional, sob a Direção de Romeu Ghipsma
Disco 12.569-B, matriz 7764
Gravado em 21 de fevereiro de 1945 e lançado em abril de 1945






HEITOR DOS PRAZERES
(1898 - 1966) 


HEITOR DOS PRAZERES
A Noite Illustrada, 1931
Arquivo Nirez


Heitor dos Prazeres nasceu no Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1898, na lendária região da Cidade Nova, na Praça Onze, que foi o berço do samba carioca, segundo vários pesquisadores. Seu pai era marceneiro e músico militar, já tendo atuado nas bandas da Polícia Militar e Guarda Nacional. 

Se casou em 1931 com Glória dos Prazeres, que faleceu cinco anos depois. Seu filho, Heitorzinho dos Prazeres, também seria pintor, cantor e compositor, como o pai. 

Heitor dos Prazeres teve uma fundamental participação na criação das escolas-de-samba do Rio de Janeiro. Em 1928, ao lado de Nilton Bastos, Alcebíades Barcelos e Rubens Barcelos, fundou a União do Estácio. Nesse mesmo ano, participou da fundação das escolas-de-samba Portela e Estação Primeira de Mangueira. 

Sua primeira composição gravada foi a marcha Margarida, registrada por Alfredo Albuquerque na Odeon em 1929. Neste mesmo ano, ainda pela Odeon, Mário Reis gravaria da autoria de Heitor dos Prazeres os sambas Vai Mesmo e Deixaste Meu Lar. Em 1930, o famoso Paulo da Portela lançaria em março na Brunswick o samba de Heitor, Trapaiada. 

Francisco Alves gravaria em 1931 o samba Mulher de Malandro, da autoria de Heitor dos Prazeres, pela Odeon. 

Mesmo compondo sambas de sucesso, um de seus grandes êxitos foi a marcha em parceria com Noel Rosa, Pierrô Apaixonado, em que ele fez o estribilho e Noel a segunda parte. Joel e Gaúcho gravaram em final de 1935, sendo um grande sucesso no Carnaval de 1936 e sendo cantada pela dupla no filme Alô, Alô Carnaval, de 1936, dirigido por Adhemar Gonzaga para a Cinédia. 

Heitor dos Prazeres além de ser um de nossos mais importantes compositores também foi pintor, reconhecido nacional e internacionalmente. Ele começou a pintar em 1936/1937, incentivado por amigos, usando como tema samba, malandros e mulatas.

 Heitor dos Prazeres faleceu no Rio de Janeiro em 04 de outubro de 1966, quase uma semana depois de ter completado 68 anos de idade.




MARGARIDA
Marcha Carnavalesca de Heitor dos Prazeres
Gravada por Alfredo Albuquerque
Acompanhamento da Rio Dance Orquestra
Disco Odeon 10.348-B, matriz 2356
Lançado em março de 1929



VAI MESMO
Samba de Heitor dos Prazeres
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.387-A, matriz 2517
Lançado em maio de 1929


TRAPAIADA
Samba de Heitor dos Prazeres
Gravado por Paulo da Portela
Acompanhamento do Grupo Prazeres
Disco Brunswick 10.038-A, matriz 260
Lançado em março de 1930



MULHER DE MALANDRO
Samba de Heitor dos Prazeres
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.870-B, matriz 4314
Gravado em 24 de setembro de 1931 e lançado em 1932



MULATA COR DE JAMBO
Samba de Heitor dos Prazeres
Gravado por Heitor dos Prazeres
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.531-B, matriz 5663
Gravado em 13 de setembro de 1937 e lançado em novembro de 1937





GILDA DE ABREU
(1904 - 1979)


GILDA DE ABREU
1930
Arquivo Nirez


 
Gilda de Abreu nasceu em Paris, França, em 23 de setembro de 1904. Era filha da cantora lírica Nícia Silva de Abreu, que estava na Europa por ocasião do nascimento da filha. Aos quatro anos de idade, Gilda veio ao Brasil, sendo batizada no Rio de Janeiro.

Também era cantora, compositora, cineasta, atriz e escritora.
 
Gravou seu primeiro disco em 1930 na Odeon, cantando as toadas A Baiana tem Cocada, de Ary Kerner Veiga de Castro, e Tenha medo do bicho, de José Luiz da Costa e Oswaldo Santiago.
 
Gilda de Abreu estreou no teatro musicado em 1933, através da opereta A Canção Brasileira, de Luís Iglezias, Miguel Santos e Henrique Vogeler, cantando ao lado de Vicente Celestino. Cinco meses após a estreia da opereta, ela e Vicente se casaram, tendo a cerimônia sido realizada no palco do teatro e em cena aberta para o público, com grande repercussão entre a população. A partir de então, ela e Vicente passaram a trabalhar juntos, inclusive gravando discos.
 
Gilda de Abreu foi uma das mulheres pioneiras como cineastas, sendo também compositora e escritora, escrevendo em 1933 um dos atos da opereta A Princesa Maltrapilha.
 
Como atriz, estrearia no cinema em 1935 no filme Bonequinha de Seda, de Oduvaldo Viana, um grande sucesso de sua carreira e do cinema brasileiro.
 
Em 1946, Gilda de Abreu escreveu o roteiro e dirigiu o filme O Ébrio, inspirado na canção de mesmo nome gravada em 1937 por Vicente Celestino, autor da canção.
 

Gilda de Abreu faleceu no Rio de Janeiro em 04 de junho de 1979, aos 75 anos de idade.



A BAIANA TEM COCADA
Toada de Ary Kerner Veiga de Castro
Gravada por Gilda de Abreu
Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.651-A, matriz 3713
Lançado em agosto de 1930



TENHA MEDO DO BICHO
Toada de José Luís da Costa e Osvaldo Santiago
Gravada por Gilda de Abreu
Disco Odeon 10.651-B, matriz 3712
Lançado em agosto de 1930


BONEQUINHA DE SEDA
Valsa de Gilda de Abreu e Narbal Fontes
Gravada por Gilda de Abreu
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.112-A, matriz 80239-3
Gravado em 10 de novembro de 1936 e lançado em dezembro



OUVINDO-TE
Tango canção de Vicente Celestino
Gravado por Gilda de Abreu ao contracanto, em parceria com Vicente Celestino
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira, sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.969-A, matriz 79977-1
Gravado em 12 de julho de 1935 e lançado em setembro



A GIGOLETE
Canção de Franz Lehar e Vicente Celestino
Gravada por Gilda de Abreu e Vicente Celestino
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-1342-A, matriz BE4-VB-0495
Gravado em 02 de julho de 1954 e lançado em setembro





HUMBERTO PORTO
(1908 – 1943)


HUMBERTO PORTO
Fon Fon, 1940
http://memoria.bn.br/


 
Humberto Porto nasceu em Salvador (BA), em 19 de janeiro de 1908.
Também foi acadêmico de medicina.
 
Já no Rio de Janeiro, atuando como compositor, teve sua primeira música gravada em 1935, o samba Este Samba foi feito pra Você, ao lado de Assis Valente, que Mário Reis registrou na cera pela gravadora Victor.
 
Seu maior sucesso, lembrado até hoje, é a marcha em parceria com Benedito Lacerda A Jardineira, que Orlando Silva gravou na Victor (no final de 1938) e cantou no filme Banana da Terra, em 1939. Foi um dos maiores sucessos do Carnaval de 1939.
 
Humberto Porto compôs músicas que seriam gravadas por Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Odete Amaral, Francisco Alves, Cyro Monteiro, Gastão Formenti, Gilberto Alves, Orlando Silva, Trio de Ouro, entre outros.
 

Compositor de grande talento e carreira promissora, ele deu fim à sua vida 35 anos de idade, no Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1943.




ROGAVA A DEUS
Samba de Humberto Porto
Gravado pelas Irmãs Pagãs (Elvira e Rosina)
Acompanhamento do Conjunto Odeon
Disco Odeon 11.325-B, matriz 5238
Gravado em 04 de janeiro de 1936 e lançado em janeiro



CANTO DE EXPATRIAÇÃO
Lamento Negro de Humberto Porto
Gravado por Olga Praguer Coelho e Pedro Vargas
Acompanhamento de Conjunto Típico
Disco Victor 34.060-A, matriz 80148-1
Gravado em 28 de abril de 1936 e lançado em julho



POR QUE NÃO MANDA ESTA MULHER EMBORA
Samba de Humberto Porto
Gravado pelos Irmãos Petra de Barros (Mário e João)
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.395-A, matriz 5361
Gravado em 20 de maio de 1936 e lançado em outubro



MORENO TRISTE
Samba Canção de Humberto Porto
Gravado por Gastão Formenti
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.097-A, matriz 80218-1
Gravado em 16 de setembro de 1936 e lançado em outubro



BONECA TRISTE
Samba Canção de Humberto Porto
Gravado por Gastão Formenti
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.107-A, matriz 80220-1
Gravado em 16 de setembro de 1936 e lançado em novembro



NA BAHIA
Samba de Herivelto Martins e Humberto Porto
Gravado por Carmen Miranda e o Trio de Ouro
Acompanhamento de Conjunto Regional
Disco Odeon 11.625-A, matriz 5820
Gravado em 02 de maio de 1938 e lançado em agosto







DÉO
(1914 – 1971)


DÉO
Carioca, 1936
Arquivo Nirez


 
Ferjalla Rizkalla nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de janeiro de 1914. Era filho dos libaneses Edelvira e João Rizkalla. Em 1933, transferiu-se com a família para São Paulo. Ferjalla gostava muito de cantar tangos em festas e serenatas.
 
Certa vez, procurou o maestro Gaó, então diretor artístico da Rádio Cruzeiro do Sul, pedindo-lhe para fazer um teste. Sendo bem sucedido, começou a interpretar tangos nessa emissora. Porém, seu nome de batismo era um tanto complicado para um artista brasileiro. A emissora promoveu um concurso entre seus ouvintes para escolher seu nome artístico. O futuro célebre locutor Celso Guimarães venceu o concurso, sugerindo um nome simples, Déo.
 
Em 1936 gravou seu primeiro disco pela Columbia, com as músicas Vendedora de Flores, samba canção de José Marcílio, e o samba choro Cantando, de João Pacífico. Gravou também algumas músicas de Adoniran Barbosa, quando ambos iniciavam suas carreiras.
 
Em 1943, no auge de sua carreira, gravou o belo samba de Ary Barroso, Pra Machucar Meu Coração. Gravou também composições de Ataulfo Alves, Lauro Maia, Alberto Ribeiro, Wilson Batista, entre outros.
 
Em 1942, Déo se casou com Belmira Gonçalves, tendo uma filha.
 
Sua carreira durou até o início da década de 1960, atuando no disco e no rádio. Ao todo, gravou 136 discos em 78 rpm, sendo considerado um de nossos grandes intérpretes.
 

Déo faleceu no Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1971, aos 57 anos de idade.



CANTANDO
Samba Choro de João Pacífico
Gravado por Déo
Acompanhamento de Grany e Seu Grupo Regional
Disco Columbia 8.185-B, matriz 3228
Lançado em março de 1936



VENDEDORA DE FLORES
Samba Canção de Ari Machado
Gravado por Déo
Acompanhamento de Grany e Seu Grupo Regional
Disco Columbia 8.185-B, matriz 3229
Lançado em março de 1936



A CASTA SUZANA
Marcha de Ary Barroso e Alcyr Pires Vermelho
Gravada por Déo
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.690-B, matriz 5981
Gravado em 02 de dezembro de 1938 e lançado em janeiro de 1939



PRA MACHUCAR MEU CORAÇÃO
Samba de Ary Barroso
Gravado por Déo
Acompanhamento de Chiquinho e Seu Ritmo
Disco Columbia 55.445-A, matriz 645-1
Gravado em 29 de maio de 1943 e lançado em junho



ORGULHOSA
Samba de Valdemar de Abreu (Dunga)
Gravado por Déo e as Estrelas do Ritmo
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Conjunto
Disco Continental 15.356-A, matriz 1128-1
Gravado em 1945 e lançado em junho










Agradecimento ao Arquivo Nirez









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