Vou reproduzir algumas receitas de Patês Swift que foram publicadas em agosto de 1943 na revista Vida Doméstica.
Grafia e pontuação copiadas na íntegra.
4
Receitas para Descansar da Cozinha!
– com os 4 saborosos Pâtés Swift!
Não
se submeta ao castigo de passar todos os dias horas e horas na cozinha – chame em
seu auxílio os 4 gostosos Pâtés Swift! Deliciosos e finíssimos, oferecem, com
pouco preparo, ótimos pratos que agradarão aos paladares mais exigentes.
Barquinhas
de Pâté de Foie
Forrar
as fôrminhas com massa de empadas e levá-las ao forno quente por 10 minutos. Tirar
a massa da forminha, deixá-la esfriar e enchê-la com Paté de Foie misturado com
maionese.
Canapés
de Pâté de Carne
Desfazer
o conteúdo de uma lata de Pâté de Carne Swift e adicionar-lhe uma colher de chá
de manteiga. Estender a mistura sôbre rodelas de pão preto e branco e decorar
os canapés com tiras de pimentões, azeitonas e pepinos.
Sanduiches
de Pâté de Presunto
Untar
fatias finas de pão com maionese. Colocar sôbre elas fôlhas de alface e uma
camada de delicioso Pâté de Presunto Swift. Cortar os sanduiches em forma de
triângulo.
Pasteis
de Pâté de Galinha
1
lata de Pâté de Galinha Swift. Massa. Desmancha-se o Pâté de Galinha,
colocando-se em seguida sôbre a massa cortada em rodelas. Dobram-se as rodelas,
apertando-se as pontas e levando-se ao forno durante 15 minutos.
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Swift do Brasil
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Há 116 anos, em 23 de abril de 1897, nascia Alfredo da Rocha Viana Junior, nosso querido PIXINGUINHA.
Selo do disco Odeon 10.122-A, com o samba Ai, eu queria, de A. Vianna (Pexinguinha) (sic). Gravado por Francisco Alves em 1928, com o acompanhamento da Orquestra Típica dos Oito Batutas.
Trouxe músicas para conhecermos um pouco de sua versatilidade e talento.
Além de compositor, ele também era arranjador e maestro, tendo dirigido vária grupos e orquestras e acompanhado quase todos (senão todos) os grandes nomes de nossa MPB dos anos 30.
Primeira gravação de Pixinguinha
O grupo Choro Carioca tinha Pixinguinha na flauta, além de seus irmãos Otávio (China) e Léo, nos violões. Também tinha um cavaquinista e era dirigido pelo compositor e músico Irineu de Almeida.
Nhonhô em sarilho
Polca de Guilherme Cantalice
Gravada pelo Choro Carioca
Disco Favorite Record 1-450.002, matriz 11129
Gravado em lançado em 1911
COMPOSIÇÕES E INTERPRETAÇÕES DE PIXINGUINHA E SEUS CONJUNTOS
Morro da Favela
Maxixe
Gravado pelo Grupo do Pixinguinha, acompanhado de flauta, violino e piano.
Disco Odeon Record 121.324
Gravado e lançado em 1917
Morro do Pinto
Maxixe
Gravado pelo Grupo do Pixinguinha, acompanhado de flauta, violino e piano.
Disco Odeon Record 121.325
Gravado e lançado em 1917
Sofres porque queres
Tango
Gravado pelo Choro Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.364
Gravado e lançado em 1917
Rosa
Valsa
Gravada pelo Choro Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.365
Gravado e lançado em 1917
Os Oito Batutas
Tango
Gravado pelo Grupo Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.610
Lançado em 1919
INTERPRETAÇÃO DE PIXINGUINHA NA FLAUTA
Tapa buraco
Choro
Acompanham: Grupo dos Ases
Disco Odeon Record 123.067
Gravado e lançado em 1926
Segura ele
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães, João Frazão e Nelson Alves
Disco Victor 33.243-B, matriz 50115-2
Gravado em 22 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930
O Urubu e Gavião
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães, João Frazão e Nelson Alves
Disco Victor 33.262-B, matriz 50216-2
Gravado em 26 de março de 1930 e lançado em maio de 1930
A vida é um buraco
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães e João Frazão, ao violão
Disco Victor 33.275-B, matriz 50187-2
Gravado em 26 de fevereiro de 1930 e lançado em junho desse mesmo ano
Lamentos
Choro
Acompanhamento de Conjunto
Disco Victor 34.742-A, matriz 52144
Gravado em 11 de março de 1941 e lançado em maio desse ano
Carinhoso
Choro estilizado
Acompanhamento de Conjunto
Disco Victor 34.742-B, matriz 52145
Gravado em 11 de março de 1941 e lançado em maio desse ano
Cinco companheiros
Choro
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 12.151-A, matriz 6409
Gravado em 21 de junho de 1940 e lançado em maio de 1942
Um a zero (1x0)
Choro em parceria com Benedito Lacerda
Acompanhamento de Garoto, ao bandolim, e Conjunto
Disco Odeon 12.966-A, matriz 8565
Gravado em 03 de outubro de 1949 e lançado em dezembro desse mesmo ano
ORQUESTRA VICTOR BRASILEIRA
ARRANJO E DIREÇÃO DE ALFREDO VIANA “PIXINGUINHA”
Eu arranjo tudo
Maxixe de Maurício Braga
Disco Victor 33.201-B, matriz 50017-1
Gravado em 05 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano
Não puxa, Maroca
Frevo canção de Nelson Ferreira
Disco Victor 33.203-B, matriz 50016-1
Gravado em 04 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano
Urubatan
Choro Orquestral de Alfredo Viana “Pixinguinha”
Disco Victor 33.204-B, matriz 50020-2
Gravado em 06 de julho de 1929 e lançado em novembro
Suspiros
Choro Orquestral de Desmond Gerald
Disco Victor 33.209-A, matriz 50015-3
Gravado em 04 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano
Carinhos
Choro Orquestral de Alfredo Viana “Pixinguinha”
Disco Victor 33.209-B, matriz 50035-3
Gravado em 11 de setembro de 1929 e lançado em novembro desse ano
Discos cantados
Voz Solitária
Valsa de João Martins
Gravada por Sílvio Salema
Disco Victor 33.221-A, matriz 50036-2
Gravado em 11 de setembro de 1929 e lançado em dezembro desse ano
Cismando
Valsa de Rogério Guimarães
Gravada por Jesy Barbosa
Disco Victor 33.221-B, matriz 50050-4
Gravado em 18 de setembro de 1929 e lançado em dezembro desse ano
Ingratidão de mulher
Samba de André Filho
Gravado por Arthur Costa
Disco Victor 33.251-B, matriz 50121-2
Gravado em 25 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930
Loiras e morenas
Foxtrot de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Gravado por Jaime Vogeler
Disco Victor 33.250-A, matriz 50130-3
Gravado em 29 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930
Meu gavião
Samba de Benar
Gravado por Breno Ferreira
Disco Victor 33.250-B, matriz 50140-2
Gravado em 09 de dezembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930
Pra você gostar de mim
Marcha canção de Joubert de Carvalho
Gravada por Carmen Miranda
Disco Victor 33.263-B, matriz 50169-3
Gravado em 27 de janeiro de 1930 e lançado em fevereiro de 1930
Doce enlevo
Tango canção de Euzébio P. Lico e Lalico
Gravado por Albênzio Perrone
Disco Victor 33.268-B, matriz 50185-2
Gravado em 22 de fevereiro de 1930 e lançado em março desse mesmo ano
ORQUESTRA DIABOS DO CÉU
ARRANJO E DIREÇÃO DE PIXINGUINHA
Meus Orixás
Macumba de Gastão Viana
Gravado por Francisco Sena e Yolanda Osório
Disco Victor 33.953-A, matriz 65750-1
Gravado em 25 de maio de 1933, lançado em julho de 1935
Quem tá de ronda?
Macumba de Príncipe Pretinho
Gravada por Francisco Sena e Yolanda Osório
Disco Victor 33.953-B, matriz 65751-1
Gravado em 25 de maio de 1933, lançado em julho de 1935
Chegou a hora da fogueira
Marcha de Lamartine Babo
Gravada por Carmen Miranda e Mário Reis
Disco Victor 33.671-A, matriz 65766-1
Gravado em 05 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano
Perdão
Samba de Ary Barroso
Gravado por Sílvio Caldas
Disco Victor 33.767-B, matriz 65949-1
Gravado em 06 de março de 1934 e lançado em abril desse ano
Vivo deste amor
Samba de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal
Gravado por Francisco Alves
Disco Victor 33.777-A, matriz 65968-1
Gravado em 27 de março de 1934 e lançado em maio de 1935
COMPOSIÇÕES DE PIXINGUINHA INTERPRETADAS POR ELE E VÁRIOS INTÉRPRETES
Ai eu queria
Samba em parceria com Vidraça
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Típica dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.122-A, matriz 1494
Lançado em fevereiro de 1928
Teus ciúmes
Samba de amor
Gravado por Benício Barbosa e Henrique Chaves
Acompanhamento da Orquestra dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.248-A, matriz 1868
Gravado em 10 de agosto de 1928 e lançado em setembro desse
mesmo ano
Pé de Mulata
Samba
Gravado por Patrício Teixeira
Acompanhamento da Orquestra dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.293-B, matriz 2060
Lançado em dezembro de 1928
Samba na areia
Samba
Gravado por Mário Pessoa e a Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.247-A, matriz 50123-2
Gravado em 27 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de
1930
Os home implica comigo
Samba em parceria com Carmen Miranda
Gravação de Carmen Miranda
Acompanhamento de clarineta e violões
Disco Victor 33.331-A, matriz 50344-2
Gravado em 21 de junho de 1930 e lançado em setembro desse
ano
Já andei
Batucada em parceria com Donga e João da Baiana
Gravada por Zaíra de Oliveira e Francisco Sena
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.509-A, matriz 653000-2
Gravado em 24 de novembro de 1931 e lançado em janeiro de
1932
Carnavá tá aí
Marcha carnavalesca em parceria com Josué de Barros
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Victor 33.399-A, marcha 65054-3
Gravado em 11 de dezembro de 1930 e lançado em janeiro de 1931
Você é bamba
Samba em parceria com Cícero de Almeida (Bahiano)
Gravado por Carmen Barbosa
Acompanhamento do Conjunto Regional da PRD-2
Disco Columbia 8.154-B, matriz 1104
Gravado e lançado em 1935
Yaô
Lundu africano em parceria com gastão Viana
Gravado por Pixinguinha (canto) e Coro
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Regional, com
Pixinguinha no Sax
Disco RCA Victor 80-0692-A, matriz S-092797
Gravado em 07 de julho de 1950 e lançado em setembro desse
ano
Hoje, a cantora AURORA MIRANDA completaria 98 anos.
Aurora nasceu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1915, vindo a falecer nessa mesma cidade em 22 de dezembro de 2005.
Vamos conferir alguns de seus sucessos.
Caboco dos Zóio Grande
Canção de João Evangelista
Acompanhamento da Orquestra Odeon de Salão
Disco Odeon 11.036-A, matriz 4689
Gravado em 16 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano
Mamãe Isabé
Macumba de Alfredo Viana (Pixinguinha) e João da Baiana
Acompanhamento da Orquestra Gongoun
Disco Odeon 11.036-B, matriz 4690
Gravado em 16 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano
Coração Camarada
Marcha de J. Cortez, J. Milton e Custódio Mesquita
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.199-A, matriz 4985
Gravado em 29 de dezembro de 1934 e lançado em fevereiro de 1935
Não Tem Rival
Samba de Amaro Silva
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.199-B, matriz 4984
Gravado em 29 de dezembro de 1934 e lançado em fevereiro de 1935
Vem pro barracão
Samba de Nelson Petersen e Oliveira Freitas
Acompanhamento de Conjunto Regional
Disco Odeon 11.588-B, matriz 5776
Gravado em 09 de março de 1938 e lançado em abril desse ano
Não olhes pra trás
Samba de Alberto Ribeiro
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.641-B, matriz 5824
Gravado em 04 de maio de 1938 e lançado em setembro desse ano
Hoje,
17 de abril de 2013, a soprano e atriz MÁRTHA EGGERTH está completando 101
anos. Ela ainda vive e reside em Nova York.
Mártha Eggerth (ou Marta Eggerth) nasceu em Budapeste (antigo Império Austro-Húngaro), atual Hungria, em 17 de
abril de 1912. Sua mãe, Tilly (nascida
Herezegh), era uma soprano dramático de coloratura e seu pai, Paul Eggerth,
diretor do Reichsbank local( o Banco
Central da Alemanha). Tilly se dedicou à filha, que era considerada um
prodígio. Já aos 11 anos, Mártha fez sua estreia teatral em uma opereta. Nesse período, e nos anos seguintes, ela
começou a cantar os repertórios de coloratura mais exigentes de compositores
como: Rossini, Meyebeer, Offenbach e Johann Strauss II.
Ainda
adolescente, ela fez uma turnê pela Dinamarca, Holanda e Suécia. Depois, foi à
Viena, convidada por Emmerich de Kalman para substituir a famosa soprano da
Ópera Estatal de Viena, Adele Kern, em sua opereta Das Veilchen vom Montmartre
(A Violeta de Montmartre).
1932
No
início da década de 1930, Mártha foi descoberta pela indústria cinematográfica,
decolando sua carreira e tornando-se conhecida internacionalmente.
Fez
mais de quarenta filmes em cinco idiomas: Húngaro, Inglês, Alemão, Francês e
Italiano.
No
set de Mein Herz ruft immer nach dir (Meu coração está chamando você), de 1934,
ela conheceu o tenor polonês Jan Kiepura. Apaixonaram-se e se casaram em 1936.
Juntos, ficariam conhecidos como o Liebespaar (o Par Romântico) da Europa,
atraindo a atenção por onde passavam.
Com Jan Kiepura
No
início de 1938, Kiepura fazia uma bem sucedida estreia no Metropolitan Opera de
Nova York. Enquanto isso, Mártha assinava um contrato com o Shubert Theatre, na
Broadway (do mesmo empresário que levou Carmen Miranda aos EUA). Pouco temo
depois, Hollywood a procurava e ela passou a ser contratada da
Metro-Goldwyn-Mayer. No começo da década de 1940, fez dois filmes com Judy
Garland: For Me and My Gal (Idílio em Dó-Ré-Mi), de 1942, onde Gene Kelly teve
seu primeiro papel de destaque; e Presenting Lily Mars (Lilly, a teimosa), de
1943.
Apresentando-se
sozinha e ao lado do esposo, Mártha Eggerth seguiu uma vitoriosa carreira,
mesmo após a Segunda Guerra Mundial, fazendo filmes, cantando óperas, operetas,
excursionando pelo mundo.
Um
de seus grandes êxitos foi a opereta de Franz Lehar, A Viúva Alegre. Há quem
diga que representaram mais de duas mil vezes, em quase duas décadas e pelo
mundo todo.
Com
a morte de Jan Kiepura, em 1966, Mártha parou de cantar por um período. Sua mãe
foi quem a convenceu a retomar sua carreira. Na década de 1970 ela conquistaria
um novo veículo, a Televisão.
Mártha
Eggerth não parou mais. Em 2001 retornou à Londres no espetáculo An
Interview-in-Concert, no Wigmore Hall, esgotando todos os ingressos. Ela tinha
89 anos.
Entre
2006 e 2007, quando estava com 94 e 95 anos, ela apresentou dois concertos com
entrevista no Metropolitan Museum of Art; também teve shows esgotados no Café
Sabarsky na Neue Galerie e ainda apareceu no Fórum Cultural Austríaco, e em
outros eventos importantes, como na Associação Judaica de Serviços para Idosos
(sua mãe era judia).
Hoje,
aos 101 anos, Mártha Eggerth mora em Nova York. Do seu casamento com Jan
Kiepura, ela teve dois filhos.
Mártha
Eggerth encontra Linda Batista no Brasil
Linda Batista e Martha Eggerth
Em
1940, Mártha Eggerth veio ao Brasil.
Aqui,
ficaram amigas e se comunicavam em inglês. Cada uma com seu estilo de música,
em uma admiração mútua.
Dessa
amizade, nasceu o interesse de Mártha pelo samba. Mesmo com a dificuldade
inicial, mas, com a prestimosa ajuda de Linda, a estrela húngara já sabia o
sucesso da estrela brasileira, o samba Lesco-Lesco.
-
E ela canta com uma graça que até espanta. Martha é um amor! – dizia Linda.
Aquarela
do Brasil também tinha novas e diferentes tonalidades na voz do Rouxinol do
Danúbio, Mártha Eggerth.
Fotos e vídeos de Martha Eggerth, sozinha ou com seu esposo Jan Kiepura:
A Viúva Alegre, 1943.
Aqui, você pode conferir 52 vídeos de Martha Eggerth em um só canal: