terça-feira, 15 de junho de 2010

Você Quer é Carinho - 1929

Samba de G. Cardoso e J. A. do Nascimento.
Gravado por Arthur Castro, sendo o disco lançado em janeiro de 1929.
Disco Parlophon 12896-B, Matriz 2164. Acompanhamento de Simão Nacional Orchestra.




Você Quer é Carinho

Vamos fazer um ninho
Você quer é carinho
Oh, minha tentação

Você quer é carinho
Eu também quero
Vamos benzinho
Que eu te espero

Vem, meu amorzinho
Oh, minha perdição
Você quer é carinho
Eu não digo que não




Agradecimento ao Arquivo Nirez.







quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Eixo da Avenida, por Pepa Delgado - 1904


Valsa de Assis Pacheco, cantada por Pepa Delgado na revista musical Avança, em 1904, e gravada por ela em 1904, disco Odeon Record 10065.

Pepa Delgado foi uma das mais queridas e prestigiadas artistas das primeiras décadas do Século XX. Foi uma das primeiras cantoras a gravar disco no Brasil, fazendo sucesso também no teatro de revista, em burletas, operetas, e atuando no cinema. Casou-se com um militar e abandonou a carreira um ano antes de seu único filho nascer. Mesmo depois de "aposentada", continuou a incentivar e ajudar as novas gerações de artistas, como Abigail Alessio Parecis (sua afilhada de batismo), Colé Santana, Vicente Celestino...

Tive o prazer e a honra de receber de sua neta um precioso material, parte de seu acervo particular, que está incorporado ao Acervo Marcelo Bonavides. Entre os ítens, temos o disco desta valsa, gravada por Pepa e que ela guardou em sua casa.  





Eixo da Avenida

Já não tenho prazer nesta vida
Infeliz, como eu sou, jamais vi!...
Pois por causa da tal avenida
O meu noivo querido perdi
Era um moço de louro cabelo
Olhos grandes, chamava-se Aleixo
Mas, fugiu! Nunca mais pude vê-lo...
Desde que houve...a abertura do eixo.

A princípio, era bom, amoroso
Sempre amável e sempre a sorrir...
Tão gentil, tão...tão...tão carinhoso!
E tão mau afinal me sair!
Enganou-me o tratante, o malvado!
Desse engano é que aflita me queixo
Percebi que me havia enganado
Só depois... da abertura do eixo!

Conheci-o num baile valsando...
Vê-lo e amá-lo foi quanto bastou!
Ai, Jesus! Chorarei até quando?...
Que infeliz! Que infeliz, ai que eu sou!
Enganou-me o vilão, foi esperto!...
E a culpada foi eu! É bem feito!
Mas agora que está o eixo aberto
Vou ter noivos a torto e a direito.








domingo, 6 de junho de 2010

O Protector das Creanças - 1917


EMULSÃO DE SCOTT
O Protector das Creanças
Agradavel ao paladar
Rico em Oleo de Figado de Bacalháo (sic)

Revista CARETA, 8 de setembro de 1917.
Arquivo Nirez, Fortaleza-Ce.



Ultimas Creações da Casa Ouvidor - 1927

Novidades da Casa Ouvidor para 1927.
Revista Vida Moderna - Revista do Lar e da Mulher, setembro de 1927.



Agradecimento ao Arquivo Nirez.

Nos Céus, Na Terra, Em Tudo! - 1906

Serenata, como vem no selo do disco, com letra de Catullo da Paixão Cearense e gravada por João Barros em 1906, disco Odeon Record 40.723, tendo o acompanhamento do Grupo do Novo Cordão.
A melodia é da valsa de Irineu de Almeida Bem Te Quero, gravada pelo Grupo do Novo Cordão em 1906, disco Odeon Record 40.720.

Em 1905, com o título Bem Te Quero, foi gravada por Mário Pinheiro em disco Odeon Record 40.424. No disco vem com a designação de modinha.

Em 1910, Mário Pinheiro faria uma nova gravação em disco Victor Record 99.735, gravado provavelmente nos Estados Unidos, na viagem que Mário fez para fazer gravações. Nesse período vemos uma diferença na qualidade de suas gravações.

Nesse mesmo ano de 1910, o grupo Luís de Souza gravaria em disco Columbia Record 11.974.

Letra tirada do livro Lyra dos Salões, de 1926, que apresenta poesias de Catullo. Grafia e pontuações originais.

Nos Céos, Na Terra, Em Tudo!

Sentir no peito uma dor
apremar
e ouvir do coração
o pranto a gottejar;
nas fibras d´alma
um só nome enxertar,
e orvalhar
de pranto...
o orvalhar;
ter uma imagem no estro
a luzir,
mesmo a dormir, a sonhar;
ter n´alma a flor da Agonia
é a poesia de meu penar!

Della o soffrer e o prazer,
della estes ais de agonia,
della a final melodia
de um ai, quando eu morrer!

nos céos, nos dardos crementes
do sol;
no íris do arrebol;
das aves no cantar;
na dolorosa luz crepuscular;
no carpir do mar,
ao luar,
nas ternas auras gementes
do sul;
lá no docel desse azul...
vejo-a n´um bouquet de estrellas,
que, de noite, diadema os céos!

Della os meus carmes serão,
della a canção,
desta lyra dolente!
Esta lagrima quente
de amor,
soffrente,
qual fibra de um´harpa gemente!
Dellas são
os meus ais,
meu coração,
onde guardo este amor!...
Della os meus hymnos de dor!...
Della a flor
deste insonte amor!

Sentir no peito uma dor
apremar,
e ouvir do coração,
o pranto a gottejar;
nos seios d´alma um só nome
enxertar...
e o orvalhar no pranto...
o orvalhar;
ter uma imagem na mente
a luzir,
mesmo a dormir, a sonhar,
ter n´alma a flor da Agonia...
é a poesia do meu penar.

(Walsa Bem te quero, de Irineu de Almeida)

Obs.
Apremar = Oprimir
Insonte = Inocente


No céu, na terra, em tudo - Por João Barros (1906)




Bem te quero - Por Mário Pinheiro (1905)




Bem te quero - Por Grupo do Novo Cordão (1906)



Bem te quero - Por Mário Pinheiro (1910)








Agradecimento ao Arquivo Nirez.





quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Angú do Barão - 1903

Cançoneta de Ernesto de Souza. Foi gravada por Bahiano em 1903, em disco Zon-O-Phone X-1.046, nesse mesmo ano encontramos o disco Zon-O-Phone X-670 (provavelmente uma reedição). O cantor João Barros também gravou em 1909, disco Victor Record 98.799.


Copiamos a letra com a grafia e pontuação originais, retirada do livro Lyra Theatral, 3º edição, publicado em 1920, que faz parte do Acervo Marcelo Bonavides. A gravação apresentada no blog é do disco Zon-O-Phone -670, pertencente ao Arquivo Nirez.






Convidado um dia,
Só por cortezia,
Fui a casa d´um Barão,
Um velhinho curvo,
De olhar já turvo,
Mas casado... com um peixão.
Para apreciar,
Com elle almoçar
Um angú de quitandeira;
Lá fui, não pelo angu,
Mas pelos olhos da Baroneza faceira!

Á medida que o angu descia:
Meu peito ardia.
Mas esse ardor,
Não era de pimenta
Que qualquer agüenta
Era só de amor.

Sobre a malagueta,
Credo! Não é peta,
Cálices de Paraty,
O velho entornava
E a língua estalava.
Com um prazer que nunca vi.
D´ahui a boccado
De olhar revirado,
Mette as ventas no meu prato,
Ah! Céos! Que carraspana:
Pobre velho... Já tinha amarrado o gato!

À medida que o angu descia, etc.

- Baroneza (eu digo),
Veja que perigo,
O barão embiragado...”
Ella então corando,
Os olhos baixando,
Sentar deixa-me ao seu lado!
Ai! que sobremeza,
Deu-me a Baroneza,
Na boquinha perfumada.
E o angu de quitandeira,
Só se acabou quando rompia a madrugada...

À medida que o angu descia, etc.




Obs. Amarrar o gato significa embriagar-se.






quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Maio de 1888

Há 122 anos a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, declarando extinta a Escravidão no Brasil.
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