sexta-feira, 30 de setembro de 2016

LEOPOLDO FRÓES E A CANÇÃO MIMOSA

LEOPOLDO FRÓES
A Noite Illustrada, 1932
Arquivo Nirez


Atuando em Portugal e no Brasil, no começo do século XX, LEOPOLDO FRÓES se destacou como um dos maiores atores de sua geração.

Leopoldo Constantino Fróes da Cruz nasceu em Niterói (RJ), em 30 de setembro de 1882, falecendo em Davos, Suíça, em 02 de março de 1932, aos 49 anos de idade.

Foi o primeiro presidente da Casa dos Artistas, o atual Retiro dos Artistas do Rio de Janeiro.

Escreveu peças, entre elas A Mimosa, da qual gravaria alguns versos de sua autoria em uma canção intitulada Mimosa. Foi, nessa canção, uma das primeiras vezes em que apareceu a palavra Melindrosa.


Jornal de Theatro & Sport, 1921
http://memoria.bn.br



Vamos conferir as várias gravações de Mimosa, inclusive uma paródia feita para ela, intitulada Cachaça.



MIMOSA

Selo do disco Mimosa
Acervo Gilberto Inácio Gonçalves



MIMOSA
Canção
Gravada por Leopoldo Fróes
Disco Odeon Record 122.028
Gravado em 1921 e lançado em 1922



MIMOSA
Fox trot
Gravado pela Orquestra Odeon
Disco Odeon Record 122.030
Lançado em 1922



MIMOSA
Canção
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 122.045
Lançado em 1922



MIMOSA
Fox
Gravado pelo Grupo Campista
Disco Odeon Record 122.056
Lançado em 1922




PARÓDIA DE MIMOSA

CACHAÇA
Paródia adaptada por Bahiano
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 122.044
Lançado em 1922









Agradecimento a Gilberto Inácio Gonçalves e ao Arquivo Nirez










quinta-feira, 29 de setembro de 2016

LINDA BATISTA INTERPRETA CHIQUINHO SALES

CHIQUINHO SALES
Revista Fon Fon, 1940
http://memoria.bn.br


Vamos relembrar o compositor CHIQUINHO SALES.

Francisco Sales nasceu em 29 de setembro de 1909.


Hoje, trago as gravações feitas por Linda Batista entre 1941 e 1943.



LINDA BATISTA
Revista O Malho, 1940
http://memoria.bn.br





EU FUI À EUROPA
Samba Choro
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.785-A, matriz S-052241
Gravado em 10 de junho de 1941 e lançado em agosto



MEU BAMBA
Samba Choro em parceria com Luís Peixoto
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.785-B, matriz S-052242
Gravado em 10 de junho de 1941 e lançado em agosto



A VIDA É ISTO
Choro
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.939-A, matriz S-052513
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



SALVE A BATUCADA
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.939-B, matriz S-052514
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



MAU COSTUME
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Disco Victor 34.954-A, matriz S-052554
Gravado em 15 de junho de 1942 e lançado em agosto



DA CENTRAL A BELÉM
Samba
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Regional
Disco Victor 80-0092-B, matriz S-052745-1
Gravado em 02 de abril de 1943 e lançado em julho







Agradecimento ao Arquivo Nirez















terça-feira, 27 de setembro de 2016

FRANCISCO ALVES - 64 ANOS DE SAUDADE


FRANCISCO ALVES
Arquivo Nirez




Há 64 anos falecia o cantor e compositor FRANCISCO ALVES, O REI DA VOZ.


Nascido em 19 de agosto de 1898, no Rio de Janeiro, Francisco de Moraes Alves iniciou sua carreira no final da década de 1910, no teatro de revista, onde sua irmã Nair Alves já era atriz conhecida. Em 1919 fez suas primeiras gravações em disco, na gravadora Popular, de propriedade de João Gonzaga, esposo de Chiquinha Gonzaga. Francisco Alves registrou em cera três músicas de Sinhô (José Barbosa da Silva): Pé de Anjo (marcha), Papagaio Louro - Fala, meu louro (samba) e Alivia esses olhos (samba).

Durante a primeira metade da década de 1920 ele faria poucas gravações, voltando sua atenção para o teatro. Por volta de 1926/1927 gravou várias músicas ainda no processo mecânico.

Ainda em 1927, ele seria o primeiro cantor a gravar no processo elétrico. A partir de então, não parou mais de gravar, lançando dezenas de discos em curtos intervalos de tempo. Sua potente voz fez com que o público passasse a admirá-lo cada vez mais. Seu sucesso era tanto que, ainda nos anos 20, ele gravava em dois locais diferentes. Em um deles assinava Chico Viola e no outro, Francisco Alves.
Pois ele chegava a concorrer consigo mesmo...

Ao longo das décadas de 30 e 40, passou a reinar absoluto na MPB, ajudando amigos e descobrindo novos talentos, como Orlando Silva. Chico participou ativamente do rádio, em programas que faziam o deleite dos ouvintes. Também atuava em cassinos, aparecia em filmes, excursionava pelo Brasil e pelos países vizinhos. 

Sua grande companheira foi a atriz Célia Zenatti, com quem ele conviveu por 28 anos. Célia o acompanhava nas excursões e era uma esposa dedicada.

Coube a Francisco Alves lançar vários clássicos de nosso cancioneiro, bem como ser o cantor que mais gravou discos no período da cera. Ele gravou praticamente todos os ritmos de seu tempo, se saindo bem em todos os estilos. Também era compositor.

Em 27 de setembro de 1952, ao voltar de São Paulo, onde no dia anterior havia feito uma apresentação no Largo da Concórdia, Francisco Alves faleceu vitima de um acidente automobilístico, na Via Dutra, na altura da cidade de Pindamonhangaba. Seu velório e enterro foi um dos mais concorridos do Brasil, se igualando somente aos de Getúlio Vargas e Carmen Miranda.




Trecho do último show de Francisco Alves







Gravações feitas entre 1950, 1951 e 1952



LARGO DO ESTÁCIO
Samba de David Nasser, Haroldo Lobo e P. Fonseca Almeida
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.078-B, matriz 8824
Gravado em 16 de outubro de 1950 e lançado em janeiro de 1951



SAUDADE DO PASSADO
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.100-A, matriz 8900
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março


  
NÃO SEI
Canção de Francisco Alves e Orestes barbosa
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.100-B, matriz 8901
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março



SÃO PAULO CORAÇÃO DO BRASIL
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.121-A, matriz 8942
Gravado em 05 de abril de 1951 e lançado em maio



SEM PROTOCOLO
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.121-B, matriz 8940
Gravado em 05 de abril de 1951 e lançado em maio



ESTRANHA MELODIA
Bolero de Francisco Alves e David Nasser
Acompanhamento de Sílvio Mazzuca e Sua Orquestra
Disco Odeon 13.153-A, matriz 9012
Gravado em 16 de junho de 1951 e lançado em agosto

  

BAÍA DE GUANABARA
Samba de Joubert de Carvalho
Acompanhamento de Sílvio Mazzuca e Sua Orquestra
Disco Odeon 13.153-B, matriz 9013
Gravado em 16 de junho de 1951 e lançado em agosto



LONGA CAMINHADA
Samba de Fernando Lobo e Paulo Soledade
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.174-A, matriz 9035
Gravado em 25 de junho de 1951 e lançado em outubro



CONFETE
Marcha de David Nasser e Jota Jr.
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.211-A, matriz 9187
Gravado em 9=09 de novembro de 1951 e lançado em janeiro de 1952



PRA QUE SOFRER
Samba de Francisco Alves e José Roy
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.224-B, matriz 9161
Gravado em 19 de outubro de 1951 e lançado em janeiro de 1952



ELA
Samba de Herivelto Martins
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.232-A, matriz 9182
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em março de 1952



QUE SAUDADE
Toada baião de Francisco Alves e David Nasser
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.232-B, matriz 9180
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em março de 1952



MILAGRE IMPOSSÍVEL
Samba canção de Francisco Alves e René Bittencourt
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.259-A, matriz 9260
Gravado em 01 de março de 1952 e lançado em maio



FELICIDADE
Samba de René Bittencourt e Noel Rosa
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.259-B, matriz 9261
Gravado em 01 de março de 1952 e lançado em maio



FALANDO A VERDADE
Samba canção de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.304-B, matriz 9183
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em agosto de 1952









Agradecimento ao Arquivo Nirez







sexta-feira, 23 de setembro de 2016

RELEMBRANDO GILDA DE ABREU

GILDA DE ABREU
"À Phono-Arte, Gilda de Abreu. 5-8-930"
Arquivo Nirez




Vamos relembrar a cantora, compositora, cineasta, atriz e escritora GILDA DE ABREU.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ESTELA (STELA) - MODINHA DE 1909

ABDON LYRA, 1914.
Jornal das Moças
http://memoria.bn.br/



Há 54 anos falecia o compositor e maestro ABDON LYRA.

Abdon Lyra Nasceuem També (PE) em 23 de setembro de 1887 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de setembro de 1962, um dia antes de completar 75 anos. 

Para homenageá-lo, trouxe uma modinha feita por ele em parceria com Adelmar Tavares, que fez muito sucesso, Estela (Stela).

Essa música foi gravada várias vezes e eu apresento alguns desses intérpretes e seus registros.





MÁRIO PINHEIRO
Gravou como serenata com acompanhamento de piano.
Disco Odeon Record 108.281, matriz XR-841
Lançado em 1909



Regravou em 1910
Disco Victor Record 99.730
Lançado em 1910



ORESTES DE MATOS
Gravou como modinha
Disco Brazil Record 70.312
Lançado em 1910



ARTHUR CASTRO
Gravou como modinha
Disco Favorite Record 1-455.089
Lançado em 1911



Regravou em 1913 como modinha
Disco Phoenix Record 278, matriz 1501



EDUARDO DAS NEVES
Gravou como modinha com acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.678
Gravado em lançado em 1912



STEFANA DE MACEDO
Gravou como canção popular, em arranjo da própria Stefana de Macedo
Acompanhamento de violões
Disco Columbia 5.067-B, matriz 380237
Lançado em fevereiro de 1929



PARAGUASSU
Gravou como modinha
Acompanhamento de Rago e Seu Conjunto
Disco Continental 15.419-A, matriz 10445-1
Gravado em 12 de julho de 1945 e lançado em setembro




ESTELA
(letra 1)

Que noite!
O plenilúnio é como um sonho
Assim tristonho
Boiando pelo céu
Beijando o mar
As estrelas, lá no azul, estão luzindo
Estás dormindo
E eu venho,
Meu amor,
Te despertar
Ai, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto, o céu sorrindo, lindo
Acorda, abre a janela,
Estela

 Desperta!
Dorme toda a natureza, que beleza!
Gemia à tua voz, a minha voz
Entre lírios, violetas, crisântemos, cantaremos
Como dois infelizes rouxinóis.
Ai, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto, o céu sorrindo, lindo
Acorda, abre a janela,
Estela

Canto, embora, amanhã
Encontres morta à sua porta
A visão que te amava no abandono
Irás ao ver, Estela, que sou eu
Quando morreu
O rouxinol que te embalava o sono
Ai, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto, o céu sorrindo, lindo
Não abras a janela
Estela



ESTELA
(letra 2)

Que noite!
O plenilúnio é como um sonho
Assim tristonho
Boiando pelo céu
Beijando o mar
As estrelas, lá no azul, estão luzindo
Estás dormindo
E eu venho,
Meu amor,
Te despertar
Ah, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto, o céu sorrindo, lindo
Acorda, abre a janela,
Estela

Em teu leito de seda
Dormes quieta
E teu poeta
Canta para teu sono suavizar
Dorme, eu mostrarei como é suave
Um canto d´ave gorjeando
De amor fitando o mar
Ah, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto, o céu sorrindo, lindo
Acorda, abre a janela,
Estela

Se algum dia encontrares
Quase morta em tua porta
A visão que te amava em abandono
Irás ao ver, Estela, quem fui eu
Como morreu o rouxinol que te embalava o sono
Ah, como beija o mar, o luar
E o mar suspira, geme e treme
No alto o céu sorrindo, lindo

E acorda, abra a janela Estela







Agradecimento ao Arquivo Nirez











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