quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO, suas cantoras (parte II)

Continuando a postagem sobre as cantoras do folclore, vamos conferir o talento de importantes intérpretes e compositoras que pesquisaram nossas tradições, levando aos discos seus achados.


HELENA DE MAGALHÃES CASTRO

    

A volta do Bambalelê

Coco de motivo popular em arranjo de Helena de Magalhães Castro
Gravado por Helena de Magalhães Castro com violões
Disco Victor 33.341-B, matriz 50386-1
Gravado em 10 de julho de 1930 e lançado em setembro desse ano





JESY BARBOSA



Lenda Sertaneja

Canção sertaneja de Cândido das Neves (Índio)
Gravada por Jesy Barbosa, com Rogério Guimarães ao violão e coro
Disco Victor 33.284-A, matriz 50225-1
Gravado em 03 de abril de 1930 e lançado em julho desse ano




ELISA COELHO


Capelinha de melão
Samba de Amélia Brandão Nery
Gravado por Elisa Coelho e violões
Disco Victor 33.322-A, matriz 50341-1
Gravado em 21 de junho de 1930 e lançado em dezembro desse ano




DILÚ MELO



Engenho d´água
Cena brasileira de Dilú Melo e Santos Meira
Gravado por Dilú Melo e Santos Meira e grupo típico
Disco Columbia 8.345-B, matriz 3608-1
Lançado em 1938




Sapo cururu
Coco de Dilú Melo
Gravado por Dilú Melo
Disco Continental 15.126-B, matriz 725-2
Lançado em abril de 1944





STELLINHA EGG


Prenda Minha
Folclore gaucho
Arranjo de Stellinha Egg em ritmo de baião
Gravado por Stellinha Egg e orquestra
Disco RCA Victor 80-0821-B, matriz S-093000
Gravado em 27 de julho de 1951 e lançado em outubro desse ano




O Canto da Iara
Baião de Lindolfo Gaya e Eme de Assis
Gravado por Stellinha Egg com coro e orquestra
Disco RCA Victor 80-0821-A, matriz S-092999
Gravado em 27 de julho de 1951 e lançado em outubro desse ano




A Lenda do Abaeté
Batuque de Dorival Caymmi
Gravado por Stellinha Egg e conjunto
Disco RCA Victor 80-1294-B, matriz BE4-VB-0410
Gravado em 12 de abril de 1954 e lançado em junho desse ano





INEZITA BARROSO


Dança de caboclo
Dança de Hekel Tavares e Olegário Mariano
Gravada por Inezita Barroso e regional
Disco RCA-Victor 80-1430-A, matriz BE4-VB-0609
Gravado em 13 de outubro de 1954 e lançado em maio de 1955




Nhapopé
Canção popular a partir de uma lenda indígena amazonense
Gravação de Inezita Barroso e conjunto
Disco RCA Victor 80-1408-B, Matriz BE4-VB-0606
Gravado em 13 de outubro de 1954 e lançado em maio de 1955














Agradecimento ao Arquivo Nirez

Fontes:
Arquivo Nirez
Foto de Inezita Barroso: www.inezitabarroso.com.br






terça-feira, 28 de agosto de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO, suas cantoras (parte I)

Seguindo nossa postagem sobre o folclore e seus intérpretes, trazemos agora algumas cantoras que gravaram peças folclóricas e lendas, que pesquisaram e adaptaram, divulgando nossa cultura.
Desde o século XIX, como é de maior conhecimento, algumas mulheres já se encarregavam de escrever poemas e compor melodias. É o caso das brasileiras Francisca Gonzaga e Cinira Polônio e da francesa, que teve uma bela carreira no Brasil, Rose Méryss. Já na década de 1920, as mulheres já estudavam violão e, várias, se encarregavam de pesquisar nossas tradições e adaptar cantos e melodias para apresentarem em recitais. Com o sucesso da indústria fonográfica brasileira nas duas primeiras décadas do século XX, essas moças eram convidadas a gravar suas pesquisas, cantando aquilo que haviam recolhido, composto ou adaptado. O rádio também seria um bom veículo de divulgação que, agora, passariam a ser recitais irradiados para todo o Brasil. A tradição das cantoras-pesquisadoras de folclore continuou através das décadas, revelando ótimos talentos e mantendo viva nossa tradição oral.
Vamos conferir!



ELSIE HOUSTON


























Morena cor de canela
Samba de motivo popular em adaptação de Ary Kerner Veiga de Castro
Gravado por Elsie Houston, acompanhada de Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.217-B, matriz 380649
Lançado em junho de 1930




Cade minha pomba rola?
Batuque de motivo popular em arranjo de Elsie Houston
Gravado por Elsie Houston, acompanhada de Gaó, Jonas, Zeinho e Petit
Disco Columbia 7.014-B, matriz 380832
Lançado em setembro de 1930




Aribu
Coco do Norte de motivo popular em arranjo de Elsie Houston
Gravado por Elsie Houston, acompanhada Gaó, Zezinho e Chaves
Disco Columbia 7.053-B, matriz 380886
Lançado em 1930




Puxa o melão sabiá
Canção pernambucana de motivo popular em arranjo de Elsie Houston Peret
Gravada por Elsie Houston, acompanhada Gaó, Zezinho e Petit
Disco Columbia 7.050-B, matriz 380831-1
Lançado em 1930




Coco dendê trapiá - Ai sabiá da mata
Cocos do Norte de motivo popular em arranjo de Elsie Houston Peret
Gravado por Elsie Houston, acompanhada Gaó, Zezinho, Jonas e Chaves
Disco Columbia 7.050-B, matriz 380885-1
Lançado em 1930




Eh Jurupanã
Coco do Norte de motivo popular em arranjo de Elsie Houston
Gravado por Elsie Houston, acompanhada Hekel Tavares, João Pernambuco e Jararaca
Disco Columbia 7.053-B, matriz 380587
Gravado em dezembro de 1929 e lançado em 1930






STEFANA DE MACEDO


























Como se dobra o sino
Toada de motivo popular do Rio Grande do Norte
Arranjo de Stefana de Macedo
Gravada por Stefana de Macedo com violão
Disco Columbia 5.189-B, matriz 380439-2
Lançado em março de 1930




Bixo Caxinguelê
Cateretê de motivo popular em arranjo de Stefana de Macedo
Gravado por Stefana de Macedo com violões
Disco Columbia 5.092-B, matriz 380231-2
Lançado em outubro de 1929

Bicho Cachinguelê -
Uma espécie brasileira  de esquilo florestal.
É encontrado na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica.





O homem e o relógio
Corta jaca de Stefana de Macedo
Gravado por Stefana de Macedo com violões
Disco Columbia 5.068-B, matriz 380230
Lançado em setembro de 1929




A mulher e o trem
Corta jaca de motivo popular em arranjo de Stefana de Macedo
Gravado por Stefana de Macedo com violões
Disco Columbia 5.067-B, matriz 380229-2
Lançado em julho de 1929




Bambalelê
Samba choro de motivo popular em arranjo de Stefana de Macedo
Gravado por Stefana de Macedo com violões
Disco Columbia 5.067-B, matriz 380227-2
Lançado em julho de 1929




Toré
Canto indígena da autoria de Stefana de Macedo e Ascenço Ferreira
Gravado por Stefana de Macedo, Gaó, Chaves e Zezinho
Disco Columbia 7.010-B, matriz 380820-1
Lançado em setembro de 1930





OLGA PRAGUER COELHO



























Puntinho branco
Domínio popular em arranjo de Olegário Mariano
Gravado por Olga Praguer Coelho com violões
Disco Odeon 10.586-A, matriz 3064
Lançado em abril de 1930




Virgem do Rosário
Lundu de domínio popular em adaptação de Olga Praguer Coelho
Gravação de Olga Praguer Coelho, com Rogério Guimarães e João Nogueira aos violões
Disco Victor 34.042-B, matriz 80025-1
Gravado em 29 de novembro de 1935 e lançado em abril de 1936




Murucututu
Canção de embalo
De domínio popular em arranjo de Olga Praguer Coelho e Gaspar Coelho
Gravada por Olga Praguer Coelho, com Pereira Filho ao violão
Disco Victor 34.105-A, matriz 80130-1
Gravado em 17 de abril de 1936 e lançado em novembro desse ano




Boi boi boi
Acalanto baiano de domínio popular
Adaptação de Georgina Erisman
Gravação de Olga Praguer Coelho e Pedro Vargas
Acompanhamento de dois violões
Disco Victor 34.060-A, matriz 80149-1
Gravado em 28 de abril de 1936 e lançado em julho desse ano




Estrela do Céu
Macumba do Norte
Domínio porpular em adaptação de Olga Praguer Coelho
Gravada por Olga Praguer Coelho com Conjunto Típico RCA Victor
Disco Victor 34.325-B, matriz 80182-1
Gravado em 30 de julho de 1936 e lançado em junho de 1938














Agradecimento ao Arquivo Nirez

Fontes:
Arquivo Nirez
Foto do bicho caxinguelê: http://is.gd/tNF8gq






domingo, 26 de agosto de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

TÔNIA CARRERO, 90 anos



Hoje, a bela e talentosa atriz Tônia Carrero completa 90 anos.

Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1922.
Graduada na França em Educação Física, foi como atriz que ela encontrou sua vocação, estreando em 1947 no filme Querida Suzana, de Alberto Pieralisi, onde foi a protagonista. O filme foi produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, de São Bernardo do Campo (SP), onde ela foi estrela e protagonizaria outros filmes.

No teatro, Tônia Carrero estreou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, no ano de 1949, com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, da autoria de Guilherme Figueiredo e direção de Adolfo Celi, contracenando com Paulo Autran,  que se tornaria um grande amigo da atriz.




Um Deus Dormiu Lá em Casa

Logo, o inevitável aconteceu, sua extraordinária beleza aliada ao seu talento dramático, transformaria a atriz em uma das mulheres mais fascinantes do Brasil. No teatro daria vida à personagens de Bernard Shaw, Jean-Paul Sartre, Noel Coward, Tennessee Williams, entre outros. Sendo uma mulher elegante, mostrou seu talento e versatilidade ao dar vida à prostituta Neusa Sueli, de Navalha na Carne, de Plínio Marcos, na versão carioca da peça feita em 1967, dirigida por Fauzi Arap. Essa montagem teve mais repercussão que a original, feita em São Paulo.

O cinema mostrou Tônia Carrero em boas atuações, como na cine-biografia do músico paulista Zequinha de Abreu, Tico-Tico no Fubá (1952), direção de Adolfo Celi, e filmado na Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Ela contracena com Anselmo Duarte, que vive Zequinha, enquanto ela é sua musa, Branca.
Também em 1952 e no mesmo estúdio, ela filmou Appassionata, dirigido por Fernando de Barros.
Tônia vivia uma pianista consagrada que prefere a carreira ao casamento. Contracenou com Paulo Autran e, novamente, Anselmo Duarte.


Tico-Tico no Fubá

Com a carreira em alta, foi notada por um veículo que cada vez crescia mais, e um estilo de dramaturgia que conquistava a população: a televisão, com sua teledramaturgia.
Em 1969, estreou na TV Excelsior (SP) na novela Sangue do Meu Sangue, vivendo Pola Renon. Era escrita por Vicente Sesso e dirigida por Sérgio Britto.

No ano seguinte, em 1970, deu vida à protagonista Cristina Melo de Guimarães Cerdeira, uma rica e jovem viúva que transformava a vida de um rapaz simples, vivido por Sérgio Cardoso. A novela era Pigmalião 70, também escrita por Vicente Sesso e dirigida por  Régis Cardoso. Era a estréia de Tônia e Vicente na Rede Globo e inaugurou o estilo de comédia no horário das 19h. O corte de cabelo da personagem de Tônia seria imitado pelas mulheres no País inteiro e tinha o nome homônimo ao da novela, corte Pigmalião 70.


Pigmalião 70

Vale lembrar a milionária Stella Fraga Simpson, de Água Viva (1980), novela escrita por Gilberto Braga com a colaboração de Manoel Carlos e dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. Tônia havia sido escalada para viver uma megera, mas, sua excêntrica personagem personagem acabaria por conquistar o público.

Kananga do Japão (Rede Manchete-1989), foi escrita por Wilson Aguiar Filho com a colaboração de Leila Míccolis, com sinopse de Carlos Heitor Cony a partir de idéia original de Adolpho Bloch (presidente da Manchete); foi dirigida por Tizuka Yamazaki, Carlos Magalhães, Wilson Sólon.
Tônia Carrero deu vida à Letícia Viana. Milionária carioca casada com o empresário Chico Viana (Carlos Alberto) que, na década de 1930, se apaixonava pelo malandro da Praça Onze, Alex Ferreira (vivido por Raul Gazolla), e era a antagonista da personagem principal, Dora (vivida por Cristiane Torlloni).

Kananga do Japão, ao lado de Carlos Alberto.

Atualmente, Tônia Carreiro mora no Rio de Janeiro e está afastada da carreira, tendo feito seu último trabalho em 2008. Ela é mãe do também ator Cecil Thiré e seus netos seguiram a tradição de atuar da família, Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré.







Parabéns à nossa Estrela!








































Fontes:


http://is.gd/6uNz5G
http://is.gd/Z0vYj9
http://is.gd/VtIFUo
http://is.gd/vs1qqk
http://is.gd/anmXnX
http://is.gd/8741va
http://is.gd/gyAN31

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO, seus cantores

Dia 22 de agosto, dia do Folclore Brasileiro. A data foi firmada em 1965 através de um decreto federal.
O folclore engloba as tradições, lendas e crenças de um país. Ele pode ser manifestado de várias formas, como artesanato, alimentação, vestimentas, religião e linguagem de uma nação.

No Brasil, várias lendas vêm sendo contadas há várias gerações; algumas, trazidas do exterior e adaptadas à nossa realidade; outras, nascidas aqui. Muitas foram contadas em versos, romances, ou, até, cantadas em composições de domínio público ou de autoria de compositores que se preocuparam e divulgar as lendas de suas regiões.

Estudiosos e intelectuais se dedicaram a estudar e catalogar o nosso folclore, como Luis Câmara Cascudo e Mário de Andrade. 

Nos anos 20, várias mulheres começaram a se dedicar à pesquisa do folclore brasileiro e às adaptações do mesmo para o canto; Elsie Houston, Stefana de Macedo, Helena de Magalhães Castro, Olga Praguer Coelho, Amélia Brandão Nery e Celeste Leal Borges, são cantoras e compositoras que, a exemplo de seus colegas, foram catalogando, pesquisando e divulgando o nosso folclore. Sua iniciativa abriram portas para futuros talentos, como Sylvinha Melo, Elisa Coelho, Dilú Mello, Stelinha Egg, Inezita Barroso, para citar algumas.

Vamos conferir algumas músicas de nosso folclore. Trouxemos gravações diversas de composições como: Sacy Pererê e Sapo Cururu.


Minha Terra
Modinha do folclore cearense
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de piano e violão
Disco Odeon Record 40.687
Lançado em 1906




O meu boi morreu
Cantiga nortista
Gravada por Bahiano e Eduardo das Neves
Acompanhamento de coro, cavaquinho e violão
Disco Odeon Record 121.054
Lançado em 1916
Obs. Era do repertório da atriz Abigail Maia, como se anuncia na gravação.
A atriz Júlia Martins participa do coro.






Bahiano














Bumba meu boi
Samba carnavalesco de Freire Jr.
Gravado por Bahiano
Disco Odeon Record 121.975
Lançado em 1921




Dança do urubu
Canção carnavalesca
Do folclore, arranjo de Lourival de Carvalho (Louro)
Gravada por Bahiano com coro e conjunto
Disco Odeon Record 121.321
Gravado e lançado em 1917





Gastão Formenti





















Sacy Pererê
Toada de Joubert de Carvalho
Gravada por Gastão Formenti, acompanhado por violões
Disco Odeon 10.216-A, matriz 1744
Lançado em agosto de 1928




Sacy Pererê
Canção de J. Aymberê e Alcebíades Barcelos
Gravada por Gastão Frmenti
Acompanhamento do maestro Henrique Vogeler ao piano
Disco Parlophon 12.938-B, matriz 2411-1
Lançado em abril de 1929




Saci Pererê
Batuque de J. B. de Carvalho
Gravado pelo Conjunto Tupy
Disco Victor 33.556-B, 65421-2
Gravado em 18 de março de 1932 e lançado em junho desse ano




Sapo Cururu
Canção de Hekel Tavares e Olegário Mariano
Gravada por Sérgio da Rocha Miranda
Acompanhamento de Hekel Tavares ao piano
Disco Odeon 10.206-A, matriz 1705
Lançado em 1928




Francisco Alves





















Sapo Cururu
Acalanto de Hekel Tavares e Olegário Mariano
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento de Hekel Tavares ao piano
Disco Odeon 10.365-A, matriz 2470
Lançado em abril de 1929




Engenho Novo
Tema popular em arranjo de Hekel Tavares
Gravado por Januário de Oliveira
Acompanhamento de Hekel, Zezinho e Petit
Disco Columbia 5.141-B, matriz 380488-2
Lançado em fevereiro de 1930




Foi boto, sinhá
Toada amazônica
Da autoria de Waldemar Henrique e Antônio Tavernard
Gravada por Gastão Formenti com a Orquestra Victor Brasileira sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.807-B, matriz 79625-1
Gravado em 02 de maio de 1934 e lançado em agosto desse ano




Cobra grande
Lenda Amazônica
Da autoria de Waldemar Henrique
Gravada por Gastão Formenti com a Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.939-A, matriz 79850-3
Gravado em 14 de março de 1935 e lançado em junho desse ano





Jorge Fernandes





















Rolete de cana
Canção do folclore
Arranjo de Osvaldo Santiago e Dilu Melo
Gravada por Jorge Fernandes e o conjunto de Benedito Lacerda
Disco Columbia 55.373-B, matriz 549-1
Lançado em setembro de 1942














Agradecimento ao Arquivo Nirez






terça-feira, 21 de agosto de 2012

Imersão na Belle Époque

A próxima novela das 18h da Globo vai se passar no ano de 1903. Lado a Lado é o título. 
Esse período faz parte de minhas pesquisas, então, vou aproveitar para mostrar quem eram os artistas dessa época, as músicas e compositores... 


E, já entrando no clima da Belle Époque...

Alice Roosevelt em 1903.

Alice Roosevelt Longworth (1884-1980), foi a única filha do ex-presidente norte americano 
Theodore Roosevelt com sua primeira mulher, Alice Hathaway Lee. 
Alice era conhecida como Princesa da Casa Branca.

domingo, 19 de agosto de 2012

ARACY DE ALMEIDA E CHICO ALVES, aniversariantes de 19/08

Hoje, 19 de agosto, marca o aniversário de duas lendas da nossa música: Aracy de Almeida e Francisco Alves.
Vamos ouvir algumas músicas desses dois grandes talentos.



ARACY DE ALMEIDA, 98 anos


























Aracy Telles de Almeida nasceu em 19 de agosto de 1914, no Rio de Janeiro, no bairro Encantado, onde também se criou. Seu pai, Baltasar Telles de Almeida era chefe de trens na Central do Brasil, e sua mãe, dona Hermogênea, era dona de casa. A menina Aracy cantava no coro da Igreja Batista da qual seu irmão, Alcides, era pastor. Fazendo parte de uma família protestante, e tendo apenas irmãos homens, Aracy também cantava, escondida, músicas de entidades em terreiros de umbanda e também no bloco carnavalesco Somos de pouco falar. Tendo uma infância pobre, desde criança sonhava em ser cantora de rádio. Em 1933, ao conhecer o compositor Custódio Mesquita através de um amigo, cantou para ele Bom Dia, meu amor, de Olegário Mariano e Joubert de Carvalho, que fazia parte do repertório de Carmen Miranda. Logo, conseguiu um contrato com a Rádio Educadora (depois Tamoio). Nessa rádio, ela conheceu o compositor Noel Rosa, que viria a ser seu grande amigo, logo a levando para tomar umas cervejas Cascatinha e conhecer a boêmia carioca.
Como várias cantoras iniciantes em meados dos anos 30, Aracy de Almeida imitava o estilo de Carmen Miranda, já considerada a mais famosa intérprete da música popular brasileira. Noel Rosa a ajudou a encontrar seu próprio estilo e, quando ela o fez, começou a deixar sua marca em nossa música.

Em 1934 gravou sua primeira música, a marcha carnavalesca de Julieta de Oliveira, Em plena folia. No ano seguinte, gravou Riso de criança, samba de Noel Rosa. Com enorme popularidade, atuou em várias rádios, gravando sucessos dos melhores compositores. Ao lado de Marília Batista, é considerada até hoje, a melhor intérprete de Noel Rosa, de quem divulgaria a carreira anos depois de sua morte. No final de sua vida, Aracy de Almeida, mesmo morando no Rio de Janeiro, estava toda semana em São Paulo, onde era jurada do programa Show de Calouros, comandado pelo apresentador Sílvio Santos, que era fã da cantora.


Tenho uma rival
Samba de Valfrido Silva
Aracy de Almeida gravou com o Conjunto Regional de Benedito Lacerda
Disco Victor 33927-B, matriz 79867-1
Gravado em 10 de abril de 1935 e lançado em maio desse ano




Eu por você
Samba de Kid Pepe e Orestes Barbosa
Aracy de Almeida gravou com o Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 33981-B, matriz 80006-1
Gravado em 26 de agosto de 1935 e lançado em outubro desse ano




Que baixo
Marcha de Noel Rosa e Antônio Nássara
Aracy de Almeida gravou com o Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34007-B, matriz 80051-1
Gravado em 17 de dezembro de 1935 e lançado em janeiro de 1936




Ótima ocasião
Marcha de Luís Vassalo
Aracy de Almeida gravou com o conjunto Diabos do Céu
Disco Odeon 34027-B, matriz 80066-1
Gravado em 30 de dezembro de 1935 e lançado em janeiro de 1936




Lua indiscreta
Marcha de Antônio Nássara e Cristóvão de Alencar
Aracy de Almeida gravou com os Reis do Ritmo
Disco Odeon 34134-B, matriz 80290-1
Gravado em 07 de dezembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937




Mandei Carimbar
Batucada de motivo popular, adaptada por Kid Pepe e Germano Augusto
Aracy de Almeida gravou com os Reis do Ritmo
Disco Odeon 34138-A, matriz 80296-1
Gravado em 14 de dezembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937








FRANCISCO ALVES, 114 anos


























Francisco de Moraes Alves nasceu em 19 de agosto de 1898, no Rio de Janeiro, no bairro da Saúde.
Era filho de portugueses e trabalhou em vários empregos, como chofer de praça, até ingressar no teatro de revista, em meados dos anos 10. Por volta de 1916, atuando em uma companhia da qual fazia parte a famosa atriz Zazá Soares, também conhecida como a Bela Zazá, ele sempre era chamado pela estrela para cantar modinhas ao violão, já que possuía uma bela voz. Como nessa companhia havia outro Francisco, o Chico que era contra-regra, ela sempre chamava pelo Chico da viola. Assim, surgiu um de seus mais conhecidos pseudônimos, Chico Viola. No teatro musicado, ao lado de sua irmã, Nair Alves, obteve sucesso, sempre atuando em peças e fazendo parcerias com estrelas como Otília Amorim. Em 1919, a convite do compositor Sinhô (José Barbosa da Silva), gravou seus primeiros discos na gravadora A Popular, de propriedade de João Gonzaga, esposo da compositora Chiquinha Gonzaga (a gravadora ficava no quintal da residência do casal). Chico, ao lado de duas sobrinhas e acompanhado do Grupo dos Africanos, gravou Pé de Anjo, marcha; Fala, meu louro (Papagaio louro), samba; e Alivia esses olhos, samba.
Todas de Sinhô.
Faria algumas gravações por volta de 1923, 1924, mas, somente a partir de 1927, ainda no processo mecânico, passou a gravar com regularidade.
Nessa época, seu prestígio começou a subir e ele foi se tornando o mais famoso e requisitado intérprete de nossa música. Já na fase elétrica, no qual foi o primeiro a gravar, se consolidou absoluto como Rei da Voz. Nos rádios, cinema, cassinos, show, Francisco Alves era sempre querido e aplaudido pelo público e crítica. Foi o cantor que mais gravou na fase de 78 rpm e sua carreira nunca conheceu o declínio, estando sempre em alta.
Faleceu aos 54 anos, em um acidente automobilístico, na Via Dutra (SP), em 27 de setembro de 1952.


Dengosa
Toada sertaneja de Francisco Alves
Gravada por ele, tendo Américo Jacomino (Canhoto) ao violão
Disco Odeon 10019-A, matriz 1259
Lançado em agosto de 1927




Pleninúnio
Foxtrot de Erotides de Campos
Gravado por Francisco Alves e a Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10031-A, matriz 1264
Lançado em setembro de 1929




Guardo no coração
Valsa de Kid Pepe e Jessé Nascimento
Francisco Alves gravou com o Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34104-A, matriz 80016-1
Gravado em 28 de agosto de 1935 e lançado em novembro de 1936




Numa noite assim
Marcha rancho de Alberto Ribeiro e Mário Lago
Francisco Alves gravou com Luciano Perrone e sua Orquestra
Disco Columbia 55259-B, 365-2
Gravado em 06 de janeiro de 1941 e lançado em fevereiro desse ano




Acorda Estela
Samba de Herivelto Martins e Benedito Lacerda
Francisco Alves gravou com Dalva de Oliveira e ambos são acompanhados
por Benedito Lacerda e seu Grande Regional
Disco Columbia 55159-B, matriz 192-1
Gravado em 16 de agosto de 1939 e lançado em setembro desse ano




Vem meu amor
Samba de Klécius Caldas e Francisco Alves
Francisco Alves é acompanhado por Orquestra
Disco Odeon 12.986-B, matriz 8610
Gravado em 27 de dezembro de 1949 e lançado em março de 1950










Agradecimento ao Arquivo Nirez






quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ZEZÉ FONSECA, 50 anos de saudade




Há 50 anos, também em uma quinta-feira, dia 16 de agosto de 1962, falecia a cantora e rádio-atriz
Zezé Fonseca.
Maria José González Fonseca nasceu em 1915, no dia 05 de agosto. Estudou canto no Instituto de Música do Rio de Janeiro e foi uma das pioneiras dos programas de auditório no rádio, participando do Programa Casé (o primeiro programa de auditório do rádio brasileiro), desde o seu surgimento em 1932, onde era colega de Sônia Barreto, Noel Rosa e Pixinguinha.




Também foi atriz de teatro, atuando em peças como Uyara, de 1933, ao lado de Laura Suarez e Roberto Vilmar. Com Procópio Ferreira, atuou na peça Deus lhe pague, de Joracy Camargo.
Atuou também ao lado de Elza Gomes.

Nos anos 30 ainda gravou vários discos, inclusive em dupla com Breno Ferreira.
Com o surgimento da Rádio Nacional, ela passou a integrar o cast de rádio-atriz, sendo considerada a melhor por vários anos.

Um de seus maiores sucessos no rádio foi a novela Em busca da felicidade, de 1941, a primeira transmitida no Brasil. Ela deu vida à personagem Anita de Montemar, que sofria por ter que dividir seu marido, Alfredo Medina, com Carlota. O drama de Anita comoveu milhares de rádio-ouvintes, que choravam com os infortúnios da heroína.




Dona de uma bela e aveludada voz, Zezé Fonseca viveu um intenso romance com o cantor Orando Silva durante a década de 1940. Ela ainda viria a ser locutora e jornalista, produzindo reportagens e também programas femininos.

Em 1962, em seu aniversário no dia 05 de agosto, faleceu a atriz Marilyn Monroe. Nesse mesmo dia, porém, em 1955, Carmen Miranda falecia. Nessa época, Zezé morava sozinha, em Copacabana. Na noite do dia 16 de agosto, também uma quinta-feira, os vizinhos notaram fumaça saindo de seu apartamento. Quando os bombeiros arrombaram a porta, o local estava tomado pelo fogo e o corpo de Zezé, carbonizado, estava no chão. Por incrível que possa parecer, seus três cachorros se salvaram. O apartamento estava cheio de jornais e revistas. Foram levantadas hipóteses de suicídio, porém, a causa mais provável tenha sido acidente, com o gás do fogão.



Com seu falecimento, como bem descreveu um jornal da época, se encerrava o período do rádio-teatro, da rádio-novela, da magia que o rádio proporcionava com suas intérpretes e histórias envolventes.
Zezé Fonseca foi a mais bela e fiel representante desse tempo.





Algumas gravações de Zezé Fonseca:

Põe a Chave Embaixo...
Marcha de Assis Valente
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.179-B, matriz 381.392
Lançado em janeiro de 1933




Mulato Cheio de Bossa
Samba de Sílvio Pinto e Milton Musco
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.179-B, matriz 381.393
Lançado em janeiro de 1933




Êta Caboclo Mau
Marcha carnavalesca de Joubert de Carvalho e Luís Martins
Zezé Fonseca canta com Breno Ferreira
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.184-B, matriz 381.432
Lançado em janeiro de 1933








Agradecimento ao Arquivo Nirez






quarta-feira, 15 de agosto de 2012

NAS HORAS MORTAS DA NOITE, canção 1906

Nas horas mortas da noite é uma canção gravada e lançada em 1906 por Mário Pinheiro.
Disco Odeon Record 40 688, acompanhamento de piano.





Nas horas mortas da noite
como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
nas ondas quietas do mar
Quando a lua mais ditosa
surgindo linda e formosa
Com donzela vaidosa
nas águas que vai mirar
Nessas horas de silêncio
de tristes ais e de amor
que eu gosto de ouvir ao longe
cheio de magoa e de dor
O sino do campanário
que fala tao solitário
com esse tom mortuário
que nos enche de pavor

Então, proscrito e sozinho
eu solto os ecos da terra
Sou filho dessa saudade
que no meu peito se encerra
Esses prantos de amargores
são prantos cheios de dores
Saudades dos meus amores
Saudade da minha terra

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Quadro "Samba" de Di Cavalcanti é destruído em incêndio

Samba, de Di Cavalcanti, 1925.

O quadro Samba, de Di Cavalcanti, pintado em 1925, foi destruído nessa segunda-feira, 13 de agosto, em um incêndio ocorrido no apartamento do marchand e colecionador Jean Boghici, no bairro de Copacabana (RJ).
A obra era uma das mais importantes na história da arte brasileira, e Di Cavalcanti, um de nossos maiores pintores.

Saiba mais:
http://oglobo.globo.com/rio/samba-de-di-cavalcanti-destruida-em-incendio-em-copacabana-5779731

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1136957-pintura-samba-de-di-cavalcanti-foi-destruida-em-incendio-no-rio.shtml

Biografia de Di Cavalcanti:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Di_Cavalcanti



Foto:
Do blog Cibercultura e Democracia Online: http://cyberdemocracia.blogspot.com.br/2010/09/di-cavalcanti-samba-1925.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

JORGE E NORMA

O dia 10 de agosto marca o nascimento de duas figuras importantes no mundo da cultura JORGE AMADO e NORMA SHEARER.


domingo, 5 de agosto de 2012

ZEZÉ FONSECA - 97 anos!

Zezé Fonseca, capa da revista Carioca em 1941,

Há 97 anos, no dia 05 de agosto de 1915, nascia Maria José González, que ficaria conhecida em nosso País como Zezé Fonseca.

Ela foi a maior rádio-atriz da Rádio Nacional no final dos anos 30 e início dos anos 40.
Mas, não era só isso. Zezé iniciou carreira de cantora no início dos anos 30, tendo aulas no Instituto de Música do Rio de Janeiro. Nessa mesma época lançou-se como atriz, fazendo dramas e comédias no teatro. Gravou alguns discos e também foi jornalista, locutora e escritora.

Dona de um incrível talento e de uma beleza não menos incrível, ela conquistou fãs e sucessos ao longo de sua vida. Seu fã número um, por alguns anos, foi o cantor Orlando Silva, que viveu um intenso romance com Zezé.

Sua gloriosa vida foi interrompida em 16 de agosto de 1962, quando faleceu tragicamente em um incêndio, em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Voltaremos a falar de Zezé Fonseca e sua gloriosa vida.

CARMEN MIRANDA - 57 ANOS DE SAUDADE

Toda a beleza e graça de Carmen Miranda, ano 30.
Arquivo Nirez




Há 57 anos falecia Carmen Miranda, a Pequena Notável, que durante os anos de 1930 foi a mais famosa cantora brasileira e sambista de primeira linha.
 
 
 
Confiram nos seguintes links, algumas matérias que escrevi sobre ela:

RÁDIO DAS ESTRELAS: CARMEN MIRANDA: http://bit.ly/3aBdzAq

UMA RARA FOTO DE CARMEN MIRANDA: http://bit.ly/2MWbc31

A INFÂNCIA DE CARMEN MIRANDA: http://bit.ly/3pOvo5g

A OUTRA CARMEN MIRANDA: http://bit.ly/3rD0763

A PEQUENA CENTENÁRIA NOTÁVEL: http://bit.ly/3rqjRJL





Alguns sambas com a bossa única de Carmen Miranda:

1938: Um recital organizado por D. Darcy Vargas, a Primeira Dama.
Carmen era uma das atrações.






SAMBA
Samba de Hervé Cordovil
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.289-B, matriz 5171
Gravado em 16 de outubro de 1935 e lançado em dezembro



FALA MEU PANDEIRO
Samba de Assis Valente
Acompanhamento do Grupo Odeon
Disco Odeon 11.318-B, matriz 5226
Gravado em 26 de dezembro de 1935 e lançado em fevereiro de 1936



ESQUECI DE SORRIR
Samba de Russo do Pandeiro
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.330-B, matriz 5252
Gravado em 24 de janeiro de 1936 e lançado em fevereiro



COMO EU CHOREI
Samba de Benedito Lacerda e Herivelto Martins
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.440-B, matriz 5466
Gravado em 25 de novembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937



POIS SIM, POIS NÃO
Samba de Ary Barroso
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.569-B, matriz 5737
Gravado em 14 de dezembro de 1937 e lançado em fevereiro de 1938











Agradecimento ao Arquivo Nirez











sábado, 4 de agosto de 2012

SEVERINO ARAÚJO - Adeus ao Maestro



Faleceu nessa sexta feira, dia 03 de agosto, no Rio de Janeiro, o maestro Severino Araújo que durante 70 anos comandou a Orquestra Tabajara, uma das mais famosas de nosso País.
Severino Araújo estava com 95 anos e faleceu vítima de infecção urinária e consequente falência múltipla dos órgãos  Ele era diabético e estava internado desde 20 de julho no Hospital Ipanema Plus.


Nascido em Limoeiro (PE), em 23 de abril de 1917, Severino Araújo fundou a Orquestra Tabajara em 1933 e ficou à sua frente até 2007. Sendo a mais antiga orquestra de baile em atividade no Brasil, ela continua em atividade sob a direção do maestro Jayme Araújo que, há cinco anos, substitui o irmão Severino.

No Rio de Janeiro, a orquestra animou vários bailes nos anos de 1940, gravando vários discos solo ou acompanhando artistas, como Nuno Roland na gravação da célebre Tem Gato na Tuba, da autoria de João de Barro e Alberto Ribeiro, em 1947.



Entre seus crooners estiveram Elizeth Cardoso e Jamelão.
Tocando para presidentes (Getúlio Vargas e Jucelino Kubitschek) e lançando talentos como o clarinetista Paulo Moura, a Orquestra Tabajara atravessaria as décadas acompanhando novos artistas que surgiam, como Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tim Maia.


Confiram algumas gravações da Orquestra Tabajara, sob a direção do Maestro Severino Araújo.







Onde o céu azul é mais azul

Samba de João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho
Disco Continental 15.313-B, matriz 1066-1
Lançado em abril de 1945




Espinha de bacalhau
Choro de Severino Araújo
Disco Continental 15.340-A, matriz 1067-1
Lançado em maio de 1945




Guriatã de coqueiro
Canção da autoria de Ratinho (Severino Rangel)
Severino Araújo fez um arranjo de samba
Disco Continental 15.340-B, matriz 1068-1
Lançado em maio de 1945




Sonoroso
Choro de K-Ximbinho (Sebastião de Barros)
Disco Continental 15.588-B matriz 1375-1
Lançado em março de 1946




Poeira de estrelas (Stardust)
Canção de H. Carmichael e M. Parish
Arranjo de Severino Araújo em ritmo de samba
Disco Continental 15.700-A, matriz 1468-1
Lançado em setembro de 1946




Sonhando
Choro de K-Ximbinho (Sebastião de Barros)
Disco Continental 15.700-B, matriz 1466-1
Lançado em setembro de 1946




Begin the Beguine
Beguine de Cole Porter
Arranjo de Severino Araújo em ritmo de samba
Disco Continental 15.951-B matriz 1897-1
Gravado em 30 de junho de 1948 e lançado em outubro e dezembro desse mesmo ano











Agradecimento ao Arquivo Nirez

Fonte das fotos:

http://outrasbossas.blogspot.com.br/2009/11/livro-conta-historia-da-orquestra.html


http://radionainternetbrasil.blogspot.com.br/2012/08/morre-aos-95-anos-o-maestro-severino.html


http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Severino+Ara%C3%BAjo+da+Orquestra+Tabajara&ltr=s&id_perso=218


http://radiocampinarte.blogspot.com.br/2012/02/especial-orquestra-tabajara.html






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