Mostrando postagens com marcador Mário Pinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mário Pinheiro. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de janeiro de 2026

MÁRIO PINHEIRO INTERPRETA CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE

MÁRIO PINHEIRO E CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE

    

Catullo da Paixão Cearense foi um de nossos maiores poetas populares, sendo muito famoso no começo do século XX por suas poesias, muitas delas feitas para melodias de outros autores, como valsas e canções. 

Já Mário Pinheiro, um dos mais populares cantores da virada do século XIX para o século XX, foi também um dos que mais gravou discos no início da indústria fonográfica brasileira. Mário gravaria dezenas de composições de Catullo, deixando célebres várias de suas interpretações.                          
  


sábado, 10 de janeiro de 2026

RELEMBRANDO MÁRIO PINHEIRO, O TROVADOR

MÁRIO PINHEIRO
Jornal de Theatro & Sport, 1917
http://memoria.bn.br
 


Vamos relembrar o cantor célebre cantor MÁRIO PINHEIRO.      
 
Mário Pinheiro nasceu em 03 de outubro de 1883 (algumas fontes dão como 1880). O local de seu nascimento é envolto em controvérsias, pois, há que indique a cidade de Campos, porém, encontramos indicações de que ele havia nascido na cidade de Cachoeira (atual Solonópole), no Ceará, e, na seca de 1888 foi morar com a família em São Paulo, sendo adotado por um paulistano.         


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Canções de MÁRIO PINHEIRO




Como venho escrevendo, Mário Pinheiro gravou dezenas de músicas nas primeiras décadas do século XX.
Aqui estão cinco canções que ele gravou entre 1904 e 1910.


TER AMOR NÃO É DEFEITO
Talvez a primeira gravação de Mário Pinheiro e a quarta feita pela Odeon Record em 1904.
Modinha
Disco Odeon Record 40.003, matriz RX-279
Lançado em 1904





LÁGRIMAS DO PASSADO
Canção
Disco Odeon Record 40.058, matriz RX-46
Lançado em 1904





A CASA BRANCA DA SERRA
Modinha de Guimarães Passos e Miguel Emídio Pestana
Disco Odeon Record 40.139, matriz RX-2
Acompanhamento de violão
Lançado em 1904





CASINHA PEQUENINA
No selo do disco vem como cançoneta, mas, trata-se da famosa canção conhecida até hoje.
Disco Odeon Record 40.472
Acompanhamento de violão
Lançado em 1905





O GONDOLEIRO DO AMOR (Parte1)
Versos da autoria de Castro Alves, com música de Salvador Fábregas
Por ser o poema muito extenso, Mário Pinheiro gravou em duas chapas (discos)
Poesia feita em homenagem à atriz Eugênia Câmara, o grande amor de Castro Alves.
Barcarola
Disco Odeon Record 108.193
Acompanhamento de piano e violão
Gravado em 1908 ou 1909





O GONDOLEIRO DO AMOR (Parte2)
A segunda parte do poema.
Barcarola
Disco Odeon Record 108.194
Acompanhamento de piano e violão
Gravado em 1908 ou 1909















Agradecimento ao Arquivo Nirez







quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MÁRIO PINHEIRO - 90 ANOS DE SAUDADE


Mário Pinheiro



Há 90 anos falecia o cantor Mário Pinheiro, um dos mais importantes nomes de nossa cena lírica e popular no começo do século XX, sendo um dos pioneiros nas gravações de discos no Brasil.

Em setembro de 1922, o barítono Mário Pinheiro se afastara da cena artística. Isso causou apreensão no meio, uma vez que ele era um dos mais ativos artistas de então, atuando na companhia lírica da empresa Walter Mocchi.

A maior causa da preocupação foi, porém, o fato de Mário ter passado mal em sua casa e ser encontrado desmaiado. Ao acordar, foi acometido por soluços que resistiam a quaisquer medidas para combatê-los. Seu médico resolveu interná-lo imediatamente. Dia a dia, mesmo com várias intervenções cirúrgicas, seu estado se agravava de forma dolorosa.

Sem recursos, senão para as primeiras despesas da internação, Mário teve a ajuda de três amigos que fizeram subscrições, reunindo meios para o colega e o acompanhando nessa difícil fase.
Às três horas da tarde do dia 10 de janeiro de 1923, uma quarta-feira, Mário Pinheiro falecia na extrema pobreza, na Casa de Saúde Affonso Dias, à Rua Aristides Lobo, 115, Rio de Janeiro.
Estava cercado por sua irmã, filhos e alguns amigos.
Tinha 38 anos.
O que o vitimou foi uma fístula no estomago, de caráter sifilítico.

Seus amigos e familiares não tinham dinheiro sequer para um modestíssimo funeral, contrastando com a fama e prestígio do artista. Diante disso outros amigos, Rachel Bastos e Di Agostini, telegrafaram ao Presidente da República. Arthur Bernardes respondeu comunicando que já havia expedido ordens para se realizarem os funerais de Mário Pinheiro, à custa da União. A Fazenda  Nacional amparava o grande artista nessa última etapa na terra.

Em seu velório havia várias coroas, onde se liam:
“Ao meu querido Mário, toda saudade e lágrimas de tua Lenita”.
“Ao amigo Mário Pinheiro, profunda saudade da amiga Rachel Bastos”.
“Sincera saudade de De Agostini Braga e filha”.
“Ao Mário, saudade de Chocolate”.
“Saudade da Empresa Mocchi, do Theatro Municipal”.
“Homenagem da Casa dos Artistas”.
“Homenagem de Leopoldo Fróes”.

Entre os que visitaram a câmara ardente e acompanharam o enterro, estavam:
Bahiano, Catullo da Paixão Cearense, Asdrúbal Miranda, entre dezenas de artistas, empresários e representantes de empresas ligadas ao meio artístico. 




O Paiz, terça-feira,
16 de janeiro de 1923.











Fonte:
Biblioteca Nacional

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

NAS HORAS MORTAS DA NOITE, canção 1906

Nas horas mortas da noite é uma canção gravada e lançada em 1906 por Mário Pinheiro.
Disco Odeon Record 40 688, acompanhamento de piano.





Nas horas mortas da noite
como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
nas ondas quietas do mar
Quando a lua mais ditosa
surgindo linda e formosa
Com donzela vaidosa
nas águas que vai mirar
Nessas horas de silêncio
de tristes ais e de amor
que eu gosto de ouvir ao longe
cheio de magoa e de dor
O sino do campanário
que fala tao solitário
com esse tom mortuário
que nos enche de pavor

Então, proscrito e sozinho
eu solto os ecos da terra
Sou filho dessa saudade
que no meu peito se encerra
Esses prantos de amargores
são prantos cheios de dores
Saudades dos meus amores
Saudade da minha terra



sexta-feira, 1 de maio de 2009

A Abelha e a Flor - canção de 1904

Canção de W. H. Penn e letra de Catullo da Paixão Cearense, gravado pela Inimitável Risoleta na Colúmbia Record, em 1912.

Mário Pinheiro fez duas gravações dessa canção, em 1904(Odeon Record) e 1910(Victor Record).

Em 1910, Orestes de Mattos faria uma gravação na Brazil Record.

Risoleta era uma das grandes cantoras do início do século XX. Em vários de seus discos vinha gravado no selo: "Pela Inimitável Risoleta".


Letra com um leve duplo sentido, comum entre algumas composições da época.

Junto a um belo jasmineiro
dois felizes namorados
se sentaram bem cuidados
E o cupido traiçoeiro
numa abelha transformado
quer o mel, tirar da flor
que dá o amor
Vendo um lírio perfumado
se introduz, rapidamente
e o amante de repente
faz beber o mel da flor
que embriaga o coração
e, do amante, ouve o amor
esta canção:

Porque não sou eu
a abelha e tu a flor
a flor
Provo os lábios teus
gozar o mel de amor
de amor
Nesta tarde tão ditosa
em que o céu era formoso
e que a fonte, além, cantava
Dizia ao lírio cheiroso
Madrigais de amor à rosa
que tristonha
se inclinava tão formosa
E o amante se abrasava
junto à moça
de repente quer beijar-lhe
o colo ardente
Ela, de olhos baixos, chora
mas, na boca, um beijo implora
E do amante
ouve o amor esta canção:

Porque não sou eu
a abelha e tu a flor
a flor
Provo os lábios teus
gozar o mel de amor
de amor...


A Abelha e a Flor
Canção de W. H. Penn com letra de Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Mário Pinheiro em 1904
Disco Odeon Record 40.159
Matriz RX-12
Acompanhamento de piano





Foto: Mário Pinheiro.
Agradecimento ao Arquivo Nirez
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...