sábado, 31 de agosto de 2019

JACKSON DO PANDEIRO - 100 ANOS


JACKSON DO PANDEIRO
http://www.altosertao.com.br


Há 100 anos nascia o cantor, compositor e instrumentista JACKSON DO PANDEIRO.

José Gomes Filho nasceu em Alagoa Grande (PB), em 31 de agosto de 1919. Era filho de Glória Maria da Conceição, mais conhecida como Flora Mourão, que cantava cocos e era uma das mais requisitadas nas festas da cidade de Alagoa Grande, pois também tocava ganzá e cantava, sendo acompanhada de João Feitosa, que tocava zabumba.

Com a saída do zabumbeiro da dupla, o pequeno Jackson, com oito anos de idade, pegou a zabumba e começou a tocar. Sua mãe lhe deu de presente um pandeiro.

Foi morar com a mãe e os irmãos em Campina Grande (PB) aos 13 anos, quando seu pai faleceu. Gostava de cinema, em especial filmes de faroeste, como os do ator Jack Perry. Nas brincadeiras com os amigos, era chamado de Jack.

Atuou como ritmista em várias festas na cidade. Em 1939, fez dupla com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda, usando o nome artístico de Jack do Pandeiro. Em 1940, foi morar na capital paraibana, João Pessoa, atuando em diversos cabarés. Em 1946, a Rádio Tabajara o contratou para trabalhar em seu regional. Mudou-se para Recife em 1948, passando a trabalhar na Rádio Jornal do Commércio, usando o nome de Zé Jack. O diretor do programa em que atuava sugeriu que ele mudasse Jack para Jackson, pois seria mais sonoro ao ser anunciado no microfone.



Radiolândia, 1954
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JACKSON DO PANDEIRO
Fon Fon, 1956
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Como Jackson do Pandeiro, em 1953 estava morando no Rio de Janeiro, quando gravou seus primeiros discos pela gravadora Copacabana. Nos primeiros registros já atingiu o sucesso. Em seu primeiro disco trazia o rojão Forró em Limoeiro, de Edgar Ferreira, e o coco até hoje lembrado Sebastiana, de Rosil Cavalcanti.

Na Rádio Jornal do Commércio, em Recife, conheceu Almira Castilho, com quem se casou em 1956. Fizeram uma dupla de grande sucesso, com ele cantando e ela dançando, participando de filmes nacionais. A dupla se desfez em 1967, quando eles se separaram.


Radiolândia, 1954
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Jackson do Pandeiro, Almira Castilho e Risadinha.
Carioca, 1954
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Almira Castilho e Jackson do Pandeiro
O Cruzeiro, 1955.
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Ainda em 1956, Jackson do Pandeiro começou a atuar na Rádio Nacional.

Compondo e cantando vários sucessos, ele gravaria pela Copacabana, Columbia e Philips. Entre seus sucessos, está O Canto da Ema, batuque de Alventino Cavalcânti, Aires Viana e João Vale, lançado em 1956 pela Copacabana. Mesmo interpretando ritmos nordestinos, em 1954, um de seus grandes sucessos foi o samba de Edgar Ferreira, Vou Gargalhar, êxito no Carnaval desse ano.

Jackson do Pandeiro foi um dos grandes nomes de nossa música popular e um dos principais responsáveis pela divulgação e interpretação da música e cultura nordestina para o resto do país.

Para saber mais sobre sua vida e obra, acesse: http://dicionariompb.com.br/jackson-do-pandeiro

Jackson do Pandeiro faleceu em Brasília (DF), em 10 de julho de 1982.


Rádio Ilustrado, 1955
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Trago algumas de suas gravações realizadas na Copacabana entre 1953 e 1958, entre elas os clássicos registros de Sebastiana, Vou Gargalhar e O Canto da Ema.




FORRÓ EM LIMOEIRO
Rojão de Edgar Ferreira
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.155-A, matriz M-578
Lançado em outubro e novembro de 1953



SEBASTIANA
Coco de Rosil Cavalcânti
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.155-B, matriz M-579
Lançado em outubro e novembro de 1953



BOI BRABO
Coco de Rosil Cavalcânti
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.277-A, matriz M-822-2
Lançado em 1954



ÊTA BAIÃO
Baião de Marçal de Araújo
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.277-B, matriz M-823-2
Lançado em 1954



DEZESSETE NA CORRENTE (17 NA CORRENTE)
Rojão de Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Regional e Coro
Disco Copacabana 5.287-A, matriz M-884-2
Lançado em 1954



O GALO CANTOU
Batuque de Edgar Morais
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Regional e Coro
Disco Copacabana 5.287-B, matriz M-883-2
Lançado em 1954



VOU GARGALHAR
Samba de Edgar Ferreira
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Clóvis Pereira e Seu Conjunto E Coro
Disco Copacabana 5.331-B, matriz M-981
Lançado em 1954



FORRÓ EM CARUARU
Rojão de Zé Dantas
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Copacabana 5.397-A, matriz M-1104
Lançado em março/abril de 1955



PAI ORIXÁ
Batuque de Edgar Ferreira
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Regional e Coro
Disco Copacabana 5.397-B, matriz M-882-3
Lançado em março/abril de 1955



CREMILDA
Chote de Edgar Ferreira
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.412-A, matriz M-1014
Lançado em maio de 1955



NO QUEBRADINHO
Baião de Marçal Araújo e José dos Prazeres
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Gaúcho e Seu Conjunto
Disco Copacabana 5.444-A, matriz M-1015
Lançado em agosto/setembro de 1955



COCO DO NORTE
Coco de Rosil Cavalcânti
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Copacabana 5.444-B, matriz M-1168-2
Lançado em agosto/setembro de 1955



O CANTO DA EMA
Batuque de Alventino Cavalcânti, Aires Viana e João Vale
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Copacabana 5.661-B, matriz M-1678
Lançado em 1956



LAPINHA DE JERUSALÉM
Coco Popular, Arranjo de José Gomes
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Copacabana 5.746-A, matriz M-1819
Lançado em 1957



COCO DE IMPROVISO
Coco de Edson Menezes, Alventino Cavalcânti e Jackson do Pandeiro
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Altamiro Carrilho e Seu Conjunto E Coro
Disco Copacabana 5.777-B, matriz M-1939
Lançado em 1957



CAJUEIRO
Coco de Jackson do Pandeiro e Raimundo Baima
Gravado por Jackson do Pandeiro
Acompanhamento de Conjunto
Disco Copacabana 5.886-B, matriz M-2155
Lançado em maio de 1958











Agradecimento ao Arquivo Nirez










quarta-feira, 28 de agosto de 2019

ISMÊNIA DOS SANTOS - 56 ANOS DE SAUDADE


ISMÊNIA DOS SANTOS
“Um instantaneo de ISMENIA DOS SANTOS ao microfone da Sociedade Radio Nacional. A excellente actriz do ‘Theatro em Casa’, programma que Victor Costa dirige com muito acerto, é um dos nomes favoraveis entre as estrellas da estação”.
O Malho, 1939


Há 56 anos falecia a cantora e radio atriz ISMÊNIA DOS SANTOS.

Ismênia dos Santos nasceu em Campo dos Goytacazes (RJ), em 19 de março de 1910.

Foi considerada uma das mais belas vozes do rádio teatro no Brasil.
Participou de algumas das mais famosas radio novelas de nosso país, nos tempos áureos do Rádio.


O CRUZEIRO, 1930


Ismênia dos Santos


Ismênia dos Santos


O Cruzeiro, 1930
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Mesmo com uma restrita participação, deixou interessantes gravações em discos como cantora e atriz.

A primeira gravação é um importante registro de um esquete, provavelmente usado no Teatro de Revista, sendo um diálogo seguido por canto. Isso nos dá uma ideia de como seriam as apresentações do teatro musicado no começo dos anos 30. A peça se chama Meu Amor Brigou Comigo, humorismo de Freire Jr. gravado em 1931 na Odeon por Ismênia dos Santos e pela atriz Olga Louro, irmã de Margot Louro e filha de Estefânia Louro, ambas também atrizes.

Em 1935 gravou quatro músicas na Odeon ao lado de Barbosa Jr, todas de cunho humorístico, onde canta em algumas partes.


Iza Rodrigues e Ismênia dos Santos
Fon Fon, 1938
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Ismênia dos Santos
O Malho, 1939
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Celso Guimarães, Ismênia dos Santos e Abigail Maia.
O Malho, 1939
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Em 1940, o cantor Orlando Silva gravou a bela valsa Voz do Dever, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda. Ismênia dos Santos declamou em um trecho da gravação, tornando-a mais comovente.

Ela era a segunda atriz com esse nome. No final do século XIX, tivemos outra atriz chamada Ismênia dos Santos, de muito sucesso em nossos palcos.

Ismênia dos Santos faleceu no Rio de Janeiro em 28 de agosto de 1963, aos 53 anos de idade.


Fon Fon, 1940.
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Confiram suas gravações, onde ela mescla humor, teatro, declamação e canto. São registros feitos entre 1931 e 1940.



MEU AMOR BRIGOU COMIGO (I)
Cômico de Freire Jr.
Gravado por Ismênia dos Santos e Olga Louro
Disco Odeon 10.843-A, matriz 4308
Gravado em 22 de setembro de 1931 e lançado em novembro de 1931



MEU AMOR BRIGOU COMIGO (II)
Cômico de Freire Jr.
Gravado por Ismênia dos Santos e Olga Louro
Disco Odeon 10.843-B, matriz 4307
Gravado em 22 de setembro de 1931 e lançado em novembro de 1931



DA DISCUSSÃO NASCE A LUZ
Humorismo de Barbosa Jr. e Maria Célia
Gravado por Barbosa Jr. e Ismênia dos Santos
Acompanhamento de Heriberto Muraro ao Piano
Disco Odeon 11.243-A, matriz 5077
Gravado em 20 de junho de 1935 e lançado em julho de 1935



UMA BEBEDEIRA
Humorismo de Barbosa Jr.
Gravado por Barbosa Jr. e Ismênia dos Santos
Acompanhamento de Heriberto Muraro ao Piano
Disco Odeon 11.243-B, matriz 5076
Gravado em 20 de junho de 1935 e lançado em julho de 1935



PROFESSORA NA ROÇA
Humorismo, arranjo de Barbosa Jr.
Gravado por Barbosa Jr. e Ismênia dos Santos
Disco Odeon 11.357-A, matriz 5094
Gravado em 05 de julho de 1935 e lançado em junho de 1936



FESTA DE SÃO JOÃO
Humorismo de Maria Célia
Gravado por Barbosa Jr. e Ismênia dos Santos
Disco Odeon 11.357-B, matriz 5095
Gravado em 05 de julho de 1935 e lançado em junho de 1936



VOZ DO DEVER
Valsa de Aldo Cabral e Benedito Lacerda
Gravada por Orlando Silva e Ismênia dos Santos
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 34.635-A, matriz 33435-1
Gravado em 28 de maio de 1940 e lançado em agosto de 1940











Agradecimento ao Arquivo Nirez










terça-feira, 27 de agosto de 2019

OTÁVIO VIANA (CHINA) - 92 ANOS DE SAUDADE

OTÁVIO VIANA (CHINA)
https://pixinguinha.com.br/


Há 92 anos falecia o violonista, cantor e compositor OTÁVIO VIANA (CHINA).

Otávio Littleton da Rocha Vianna nasceu no Rio de Janeiro em 16 de maio de 1888. Era filho de Raimunda da Rocha Vianna e de Alfredo da Rocha Vianna, sendo irmão de Pixinguinha. Nasceu no subúrbio da Piedade, passando a infância no bairro de Catumbi.

Cresceu em um ambiente bastante musical, uma vez que seu pai, funcionário dos telégrafos, também era flautista amador, possuindo um grande acervo de choros antigos, costumando reunir em sua casa os grandes chorões da época, como Quincas Laranjeiras, Irineu de Almeida, Candinho do Trombone, entre outros nomes. Anos depois, quando Pixinguinha já era adolescente e participava das rodas de choro, duas irmãs, vizinhas da família, também participariam das reuniões, dançando: Zilda e Dalva, as futuras atrizes-cantoras Aracy Côrtes e Dalva Espíndola, respectivamente.

China, ou Otávio Vianna, fez parte do Choro Carioca, onde também atuavam seus irmãos Pixinguinha (flauta), Leo (violão) e Henrique (cavaquinho). Integrou, em 1917, o Grupo Caxangá, organizado por João Pernambuco.

Em 1913, gravou alguns discos pelo selo Phoenix Record, lançado modinhas de sua autoria, como Amei-te Tanto e A Lua Nova.

Em 1918, o compositor Sinhô (José Barbosa da Silva) compôs o samba Quem São Eles?, que implicava com o grupo de baianos que moravam no Rio de Janeiro, que tinham suas Tias Baianas como representantes da Bahia. Em resposta, China e Pixinguinha compuseram o samba Te Digo, onde satirizavam a figura de Sinhô. Ambas composições foram gravadas por Bahiano. A polêmica continuaria com Sinhô compondo em 1919 a marcha O Pé de Anjo, satirizando os grandes pés de China. A música seria a primeira gravação do cantor Francisco Alves, em outubro de 1919, pela gravadora A Popular.

China também fez parte do famoso grupo Oito Batutas, formado em 1919. O grupo, liderado por Pixinguinha, fez grande sucesso, excursionando pelo Brasil e indo a Paris em 1922. Nesse mesmo ano, estiveram na Argentina, onde gravaram alguns discos pela Victor, registrando da autoria de China, Já te Digo e Meu Passarinho (gravado em 1922 no Brasil por Bahiano).

Otávio Viana (China) faleceu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1927, aos 39 anos de idade.


Vamos conferir algumas gravações onde ele atua como cantor, com uma bela voz, e como compositor, na interpretação de Bahiano e dos Oito Batutas.




Otávio Viana (China) Cantor

LUNDU DO CAPADÓCIO
Lundu
Gravado por Otávio Viana
Disco Phoenix Record 70.629
Lançado em 1913




CHALRÉO
Lundu
Gravado por Otávio Viana
Acompanhamento do Choro Carioca
Disco Phoenix Record 70.647
Lançado em 1913




AMEI-TE TANTO
Modinha de Otávio Viana
Gravada por Otávio Viana
Disco Phoenix Record 225, matriz 1408
Lançado em 1913




A LUA NOVA
Modinha de Otávio Viana
Gravada por Otávio Viana
Disco Phoenix Record 225, matriz 1409
Lançado em 1913




ENCONTRO DE DOIS GRUPOS CARNAVALESCOS
Cômico
Gravado por Otávio, Balbino, Pacheco, Risoleta e Elvira
Disco Phoenix Record 70.693
Lançado em 1913




UMA FESTA NA PENHA
Arranjo Cômico
Gravado por Otávio, Pacheco, Claudino, Álvaro, Júlio e Risoleta
Disco Phoenix Record 70.779
Lançado em 1913




Otávio Viana (China) Compositor

JÁ TE DIGO
Samba Carnavalesco de Alfredo Viana (Pixinguinha) e Otávio Viana (China)
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de Flauta, Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.535
Lançado em 1919




MEU PASSARINHO
Marcha Carnavalesca de Otávio Viana (China)
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 122.145
Lançado em 1922




MEU PASSARINHO
Samba de Otávio Viana (China)
Gravado pelos Oito Batutas
Disco Victor 73.826-A, matriz A73826A-3
Lançado em 1923




JÁ TE DIGO (YA TE DIGO)
Samba de Otávio Viana (China) e Alfredo Viana (Pixinguinha)
 Gravado pelos Oito Batutas
Disco Victor 73.833-A, matriz 73833A
Lançado em 1923











Agradecimento ao Arquivo Nirez










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