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domingo, 5 de abril de 2009

Aracy, análise de uma estrela - Parte 4

Ela, aos 28 anos já era considerada uma grande profissional. Um nome bastante respeitado.

Se revisarmos sua carreira, veremos que ela pegou uma fase de transição em nossa cultura.

Iniciando profissionalmente no início da década de 1920, Aracy começou a atuar no finalzinho da Belle Époque brasileira.


Interpretou nos palcos compositores veteranos que faziam parte da geração de 1900, como Paulino Sacramento, e foi uma das últimas cantoras a gravar ainda no processo mecânico, na lendária Casa Edison.

Conseguiu tudo isso até os 21 anos.

Em seguida a esses acontecimentos, seguiu sua carreira em meio às transições dos loucos anos 20, passou a gravar no processo elétrico e lançou sucessos de compositores da (sua) atualidade, como Sinhô e novos talentos como Ary Barroso.

Adaptou-se com perfeição na interpretação dos novos estilos de se cantar samba, da marcha e também às mudanças de como se fazia o Teatro de Revista.
Era sempre atual e inovadora; como quando subiu o morro para contratar sambistas que nunca haviam visto um palco, mas, que eram perfeitos na interpretação de sua composições.

Falar de Aracy Côrtes é, e sempre será, um imenso prazer para mim.Pronunciar seu nome já me dá um prazer indescritível, nome sonoro e imponente, que me evoca sua voz e interpretação impagáveis.Eu escrevi uma breve citação de algumas fases de sua vida. Sua história merece, como já aconteceu (e provavelmente acontecerá novamente) um livro inteiro ou um blog só para ela.Idéia que vou por em prática um dia.

Se buscarmos conhecer quem foram nossos artistas do passado veremos como foi rica e grandiosa nossa cultura.
Como Aracy Côrtes outras mulheres e homens deixaram um belo legado para a posteridade.

Garanto-lhes uma coisa: é um universo apaixonante onde todos vão ficar fascinados ao conhece-lo!

Quem se habilita?

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