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quinta-feira, 17 de maio de 2018

ADEUS À ELOÍSA MAFALDA

ELOÍSA MAFALDA
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Faleceu na quarta-feira, dia 16 de maio, a atriz ELOÍSA MAFALDA.

Lutando há alguns anos contra problemas respiratórios, a atriz faleceu em Petrópolis (RJ), cidade onde morava.


Mafalda Theotto nasceu em Jundiaí (SP), em 18 de setembro de 1924, sendo neta de italianos.

Excelente nadadora, aos 12 anos Mafalda quase participou dos Jogos Olímpicos de 1936. Só não foi à Alemanha porque seu pai não deixou.

Em 1940, com a separação de seus pais, seu irmão, Oliveira Neto, passou a ser locutor nas rádios Tupi e Difusora de São Paulo, para ajudar a mãe. A filha Mafalda começou a trabalhar como costureira, indo trabalhar depois como auxiliar de escritório nas Emissoras Associadas, conhecendo a alemã Alice Waldvoguel, que viria a lhe ensinar a arte da interpretação.

Oliveira Neto passou a morar no Rio de Janeiro, trabalhando para a Tupi-Tamoio, e convenceu sua irmã a fazer um teste para o rádio-teatro. Aprovada, ela escolheu o nome artístico de Eloísa Mafalda e passou a trabalhar em radionovelas da Rádio Nacional, indo em seguida para a TV Paulista, permanecendo nesta emissora até ela ser vendida à Rede Globo.

Ela atuaria algumas vezes no cinema, tendo feito seu primeiro filme em 1950, com o título de Somos Dois, onde interpretava uma secretária. Seu último filme seria Simão, o Fantasma Trapalhão, interpretando Lucélia.

Também teria algumas participações no teatro, estreando em 1965, na peça O Morro dos Ventos Uivantes.

Seria na Rede Globo que Eloísa Mafalda interpretaria seus maiores papéis, criando personagens inesquecíveis até hoje. Nesta emissora, iniciou seus trabalhos em 1965 na novela O Ébrio, baseada no filme homônimo de Gilda de Abreu, estrelado por seu esposo, o tenor Vicente Celestino, em 1946; na novela, Eloísa Mafalda vivia Heloísa. Em 1968, atuou no sucesso A Cabana do Pai Tomás, como Emily. Em Pigmalião 70, estrelada por Tônia Carrero em 1970, ela deu vida à Ester.

Em 1972, viveu o primeiro de seus personagens icônicos, Irene Silva, mais conhecida por Dona Nenê, na primeira versão da série A Grande Família. Depois, veio Maria Machadão, de Gabriela, em 1975, onde ela fez um excelente trabalho de composição de personagem. Ainda viveria Maria Aparecida, em Saramandaia (1976), Joana, em Locomotivas (1977), Zoraide, em Pecado Rasgado (1978); a secretária Irene Fragoso Neves, que vivia um belo amor em uma idade madura, em Água Viva (1980); Zeni, de Pumas e Paetês (1980); Edite Pereira, de Brilhante (1981); Dona Mariana Gomes, em Paraíso (1982); Adélia, em Champanhe (1983); Arminda Terra, na minissérie O Tempo e o Vento (1985); Gioconda, de Hipertensão (1986), Jandira, de Vida Nova (1988); Dona Damásia, de A, E, I, O... Urca (1990), entre muitos outros.

Seu maior sucesso e personagem mais lembrado é o de Dona Pombinha Abelha (Ambrosina Abelha), uma beata fervorosa, na novela Roque Santeiro, exibida em 1985. Ao lado de Ary Fontoura (Seu Flor Florindo Abelha) e Lucinha Lins (Mocinha), ela viveu cenas antológicas.

Eloísa Mafalda foi casada por três anos com Miguel Teixeira, tendo dois filhos: Marcos e Mírian. Ela deixou dois netos e dois bisnetos.

Trabalhando como coadjuvante, Eloísa Mafalda se sobressaia e parecia ser a atriz principal, devido ao seu talento e carisma. As novelas em que participou eram mais valorizadas por sua presença, sendo ela uma dessas atrizes que dá gosto ver em cena, que sabem cativar o público e prendê-lo com sua bela atuação.

Deixará muitas saudades!


Eloísa Mafalda
www.defatoonline.com.br


Como Dona Nenê, em om Jorge Dória (Lineu).
https://tvefamosos.uol.com.br


Como Maria Machadão em Gabriela, 1975.
https://www.correio24horas.com.br


Como Dona Pombinha em Roque Santeiro, 1985, entre Lucinha Lins (Mocinha) e Ary Fontoura (Florindo Abelha).
https://www.trendsmap.com






















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