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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ZAÍRA CAVALCANTI - 37 ANOS DE SAUDADE

ZAÍRA CAVALCANTI, 1929
Livro Viva O Rebolado
de Salvyano Cavalcanti de Paiva
Arquivo Marcelo Bonavides



Há 37 anos falecia a atriz e cantora ZAÍRA CAVALCANTI.

Zaíra Baltazar Cavalcanti nasceu em Santa Maria (RS), em 01 de outubro de 1913.

Ainda adolescente, no Rio de Janeiro, tornou-se uma das maiores atrizes cantoras de nosso Teatro de Revista quando, em janeiro de 1930, ainda com 16 anos de idade, lançou a marchinha de Ary Barroso, Dá Nela, na peça de mesmo nome. A música seria gravada nessa mesma época por Francisco Alves.

Dona de uma beleza extraordinária, possuidora de boa voz, Zaíra Cavalcanti era um grande talento de nossos palcos, cantando, dançando e com uma desenvoltura que cativava a plateia, formada por inúmeros fãs. Atuou em várias companhias, como a de Dercy Gonçalves e de Vicente Celestino, chegando a ser a estrela da Companhia Walter Pinto, no começo da década de 1940.

Participou de alguns filmes (chegando a filmar na Argentina com Nini Marshall), entre os anos 20 e 70, e gravou alguns poucos discos. É uma pena que tenha deixado somente quatorze músicas gravadas, pois sabia cantar sambas e canções muito bem, com a brejeirice ou dolência necessárias. Porém, era no teatro, em especial o musicado, onde ela atuou bastante, excursionando por países da América do Sul, como Argentina e Chile.

Um de seus últimos filmes foi Uma Pistola Para Djeca, de 1970, ao lado do amigo Mazzaropi, onde vivia o par romântico do comediante.

Zaíra Cavalcanti faleceu no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1981, poucas semanas antes de completar 68 anos.


"Usando o Iodosan conservo os meus dentes assim,
Zaíra Cavalcanti, 20-12-32"
Revista A Noite Illustrada, 1932
Propaganda de Iodosan.
Arquivo Nirez.



Já trouxemos todas as gravações de Zaíra Cavalcanti, acompanhadas de fotos dos selos dos discos, em algumas postagens:


Zaíra Cavalcanti e suas gravações - http://bit.ly/2xaEv6i


Trago algumas gravações de Zaíra Cavalcanti e o selo de alguns de seus discos, gentilmente cedidos pelo amigo Dijalma Cândido.



DIGA


Samba canção de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo

Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.611-A, matriz 3548-1
Lançado em junho de 1930






ORGIA


Samba de A. Neves e Luís Peixoto
Acompanhamento de Simão nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-A, matriz 3733
Gravado em 1930 e lançado em setembro





POR QUE?


Samba Olímpio Bastos
Acompanhamento de Simão nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-B, matriz 3739
Gravado em 1930 e lançado em setembro

Lançado por Zaíra Cavalcanti na revista musical Pau Brasil, de 1930.




VOU PEDIR À PADROEIRA


Samba da Penha
De Américo de Carvalho
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.218-B, matriz 3899
Gravado em 1930 e lançado em outubro



SEM QUERER...


Samba canção de Ary Barroso, Marques Porto e Luís Peixoto
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-B, matriz T-16
Lançado em janeiro de 1931







Agradecimento a Dijalma Cândido e ao Arquivo Nirez














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