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domingo, 11 de março de 2018

PEPA DELGADO - 73 ANOS DE SAUDADE

PEPA DELGADO, 1918.
http://memoria.bn.br


Há 73 anos falecia a atriz e cantora PEPA DELGADO.

Maria Pepa Delgado nasceu em 21 de julho de 1887, em Piracicaba (SP). Era filha de Ana Alves, natural de Sorocaba (SP) e Lourenço Delgado (espanhol). Lourenço era toureiro na Espanha e, ao morar no Brasil, continuou com sua atividade, destacando-se nas décadas de 1970, 1880 e início da década de 1890.

Pepa Delgado iniciou sua carreira de atriz em 1900, na Companhia Dias Braga, fazendo pequenos papéis em dramas e comédias. Em 1904, estreou em um gênero que a consagraria, a revista, com a peça Cá e Lá, chegando a substituir uma das estrelas, Aurélia Delorme. Com o passar dos anos foi firmando seu nome como atriz, em especial no teatro musicado.

Também em 1904 começou a gravar discos pela Casa Edison, até 1906, em discos Odeon Record. Em 1910, fez várias gravações pela Columbia Record.

Em 1911 iniciou suas atividades na Companhia do Theatro São José, da Empresa Paschoal Segreto, mesmo ano da fundação da mesma. Já em 1912 atingia sua consagração como atriz através da opereta A Gatinha Branca. No São José chegou ao patamar de estrela, atuando ao lado de Júlia Martins, Cecília Porto, Laura Godinho, Cinira Polonio, Alfredo Silva, João de Deus e o iniciante Vicente Celestino. Através dessa companhia ela participaria de peças memoráveis, como Forrobodó, Dengo, Dengo, A Sertaneja, no qual foi a protagonista, Dança de Velho, Morro da Favela, entre outras.

No final dos anos 10 chegou a criar sua própria companhia, a Companhia Pepa Delgado, que obteve sucesso com várias peças apresentadas.

Pepa Delgado uniu-se ao militar Almerindo Moraes, que também era tesoureiro do clube Democráticos. Em 1924 ela fica grávida e abandona a carreira. Seu único filho, Heitor, nasceu em 1925. Em 1936, ela e Almerindo oficializam a união.

Apesar de voltada para o lar e a família nas últimas décadas de sua vida, Pepa Delgado não se esquecia dos amigos e procurava ajudar os artistas iniciantes. Ela faleceria em 11 de março de 1945, meses antes de completar 58 anos, vitima de hepatite.



Trago duas de suas gravações, O Abacate, da revista Cá e Lá, e A Cozinheira.


O ABACATE
Cançoneta de Chiquinha Gonzaga, Tito Martins e Gouveia.
Gravado por Pepa Delgado
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 10.059, matriz R-379
Lançado em 1904
Da Revista “Cá e Lá”



A COZINHEIRA
Cançoneta
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia Record B-31, matriz 11.626

Lançado em 1912







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