quinta-feira, 14 de novembro de 2019

LUIZ PEIXOTO - 46 ANOS DE SAUDADE


LUIZ PEIXOTO
O Malho 28 de abril de 1923, p.32.
http://memoria.bn.br



Há 46 anos falecia o letrista e teatrólogo LUIZ PEIXOTO.

Luiz Carlos Peixoto de Castro nasceu em Niterói (RJ), a 02 de fevereiro de 1889. Era filho de Luiz Peixoto de Castro e Lucinda Miguez de Castro, irmã do compositor Leopoldo Miguez. Luiz Peixoto também era poeta, pintor, caricaturista e escultor.

Com quinze anos de idade, publicou na Revista da Semana de 13 de março de 1904 seus primeiros desenhos, onde ironizava aspectos da vida do Rio de Janeiro. Em 1905, ao mostrar suas caricaturas a Raul Pederneiras, este as publicou na revista O Malho. Foi redator e desenhista do Jornal do Brasil entre 1906 e 1919, no Rio de janeiro. Em São Paulo, colaborou ao lado de Jorge Marjorie e E. Batista Pereira no Sete Horas. Ainda colaboraria para várias revistas, como Fon-Fon.

Estreou no teatro em 1911 com a revista Seiscentos e Seis, em parceria com Carlos Bittencourt. Em 1912, também com Carlos Bittencourt, lançaram a burleta Forrobodó, com música de Chiquinha Gonzaga, que seria um dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro, atingindo 1.500 apresentações. No elenco, Pepa Delgado, Cinira Polônio, Cecília Porto e Alfredo Silva.


Luiz Peixoto
O Malho 10 de setembro de 1921, p.23.
http://memoria.bn.br


Continuou escrevendo peças de sucesso nos anos 10, 20, 30, 40 e 50, também compondo músicas de sucesso, como a terceira versão de Linda Flor, de Henrique Vogeler, que com Marques Porto se tornou Ai, Yoyô, gravada por Aracy Côrtes no final de 1928, com o título de Yayá. Fora Aracy Côrtes, outras estrelas do Teatro de Revista também gravariam músicas de Luiz Peixoto, como Zaíra Cavalcanti e Luíza Fonseca.


Selo de Orgia.
Arquivo Dijalma Cândido


Selo de Sem Querer...
Arquivo Dijalma Cândido


Em 1940, ao lado de Vicente Paiva, faria algumas composições para Carmen Miranda gravar, respondendo as acusações de que estava americanizada, entre elas, Voltei pro Morro e Disseram que voltei Americanizada.

Teve entre seus parceiros compositores como Ary Barroso, Pedro de Sá Pereira, Hekel Tavares, deixando clássicos como Sussuarana, gravada por Stefana de Macedo e Gastão Formenti, Na Batucada da Vida, gravada por Carmen Miranda, A Casinha da Colina, gravada por Aracy Côrtes, Sylvio Vieira, Vicente Celestino e Gastão Formenti, entre outros sucessos.

Aliás, A Casinha (A Casinha da Colina) foi sua primeira composição gravada, sendo também a primeira gravação de Aracy Côrtes, realizada na Casa Edison em 1925, onde Aracy era acompanhada pelo Jazz Band Sul Americano Romeu Silva. Aracy Côrtes era anunciada pelo cantor Fernando como a “Graciosa Estrela Brasileira” e a música fez parte da revista Secos e Molhados, estrelada por Aracy em 1924, da qual Luiz Peixoto e Marques Porto eram os autores.


Luiz Peixoto
jornalggn.com.br/blog/laura-macedo


Foi um dos fundadores da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), ao lado de Chiquinha Gonzaga e outros autores, em 1917.

Em 1977, a Rede Globo o homenageou com um programa de uma hora de duração, na série Brasil Especial, que foi escrito por Ricardo Cravo Albin e dirigido por Augusto César Vanucci. Durante 45 anos foi um dos principais autores de teatro de revista, produzindo 110 peças do gênero.

Luiz Peixoto faleceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1973, aos 84 anos de idade.


Luiz Peixoto
musicariabrasil.blogspot.com.br


  
Vamos conferir algumas composições de sua autoria ou em parceria com outros compositores. São gravações realizadas entre 1925 e 1940 por grandes artistas de nossa música e/ou teatro, como Aracy Côrtes, Zaíra Cavalcanti, Luíza Fonseca, Stefana de Macedo, Carmen Miranda, Francisco Alves e Gastão Formenti, entre outros.


A CASINHA
Canção de Luiz Peixoto e Pedro de Sá Pereira
Gravada por Aracy Côrtes
Acompanhamento do Jazz Band Sul Americano Romeu Silva
Disco Odeon Record 122.884
Lançado em 1925



CUSCUS
Maxixe de Pedro de Sá Pereira, marques Porto e Luiz Peixoto
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.096-B, matriz 1440
Lançado em janeiro de 1928



SUSSUARANA
Canção de Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Stefana de Macedo
Acompanhamento de Hekel Tavares ao Piano
Disco Odeon 10.204-B, matriz 1704
Lançado em 1928



SAUDADE
Canção de Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Stefana de Macedo
Acompanhamento de Hekel Tavares ao Piano
Disco Odeon 10.229-B, matriz 1721
Lançado em agosto de 1928



CASA DE CABOCLO
Canção de Chiquinha Gonzaga, Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Gastão Formenti
Acompanhamento de Piano e Violão
Disco Parlophon 12.863-A, matriz 1994-I
Gravado em 21 de setembro de 1928 e lançado em novembro de 1928



YAYÁ (LINDA FLÔR)
Canção Brasileira de Marques Porto, Luiz Peixoto e Henrique Vogeler
Gravada por Aracy Côrtes
Acompanhamento da Orquestra Parlophon
Disco Parlophon 12.926-A, matriz 2366
Lançado em março de 1929



CANGOTE CHEIROSO
Samba de Pedro de Sá Pereira, Marques Porto e Luiz Peixoto
Gravado por Luíza Fonseca
Acompanhamento da Orquestra Brunswick
Disco Brunswick 10.016-B, matriz 132
Lançado em janeiro de 1930



JURAMENTO
Samba de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto
Gravado por Aracy Côrtes
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.553-B, matriz 3276-1
Lançado em janeiro de 1930



AZULÃO
Canção de Hekel Tavares e Luiz Peixoto
Gravada por Paraguassú
Acompanhamento de Hekel, Zezinho, Petit e Sampaio
Disco Columbia 5.141-B, matriz 380474-1
Lançado em fevereiro de 1930



CHAMEGO
Canção de Augusto Vasseur, marques Porto e Luiz Peixoto
Gravada por Aracy Côrtes
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 10.692-B, matriz 3897
Gravado em 14 de agosto de 1930 e lançado em outubro de 1930



ORGIA
Samba de A. Neves e Luiz Peixoto
Gravado por Zaíra Cavalcanti
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-A, matriz 3733
Gravado em 1930 e lançado em setembro de 1930



PRETO E BRANCO
Toada de Augusto Vasseur, Marques Porto e Luiz Peixoto
Gravada por Aracy Côrtes
Acompanhamento de Piano
Disco Odeon 10.681-B, matriz 3865
Lançado em setembro de 1930



SEM QUERER
Samba de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto
Gravado por Zaíra Cavalcanti
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-B, matriz T-16
Lançado em janeiro de 1931



CANÇÃO DOS INFELIZES
Canção de Ernesto dos Santos (Donga) e Luiz Peixoto
Gravada por Zaíra de Oliveira
Disco Parlophon 13.361-A, matriz 131246
Lançado em 1931



MARIA
Samba Canção de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira, sob a direção de João Martins
Disco Victor 33.594-A, matriz 65587-2
Gravado em 03 de novembro de 1932 e lançado em dezembro de 1932



UM CABOCLINHO
Samba Canção de Hervê Cordovil e Luiz Peixoto
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 33.994-A, matriz 80014-1
Gravado em 28 de março de 1935 e lançado em novembro de 1935



NEGO NEGUINHO
Samba Canção de Custódio Mesquita e Luiz Peixoto
Gravado por Aurora Miranda
Acompanhamento da Orquestra Odeon Sob Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.227-B, matriz 5023
Gravado em 27 de abril de 1935 e lançado em junho de 1935



POR CAUSA DESTA CABOCLA
Samba Canção de Ary Barroso e Luiz Peixoto
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento da Orquestra Odeon Sob Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.255-B, matriz 5083
Gravado em 25 de junho de 1935 e lançado em setembro de 1935



CABOCLO FELIZ
Samba Estilizado de Luiz Peixoto e Odmar Amaral Gurgel (Gaó)
Gravado por Jorge Fernandes
Acompanhamento de Gaó e Sua Orquestra
Disco Columbia 8.366-B, matriz 3601-1
Lançado em 1938



DISSO É QUE EU GOSTO
Chorinho de Luiz Peixoto e Vicente Paiva
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento do Conjunto Odeon
Disco Odeon 11.913-A, matriz 6463
Gravado em 06 de setembro de 1940 e lançado em novembro de 1940



DISSERAM QUE VOLTEI AMERICANIZADA
Samba de Luiz Peixoto e Vicente Paiva
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento do Conjunto Odeon
Disco Odeon 11.913-B, matriz 6459
Gravado em 02 de setembro de 1940 e lançado em novembro de 1940











Agradecimento a Dijalma Cândido e ao Arquivo Nirez










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