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sábado, 25 de janeiro de 2020

SÃO PAULO E SEUS ARTISTAS (ANOS 20 E 30)


Hoje, dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo completa 466 anos. É uma data importante para mim que morei e estudei por lá durante cinco anos. Aprendi a amar São Paulo, com sua fascinante história e a mista cultura que encontramos por cada canto da cidade.

Em homenagem à data, trago alguns artistas que fizeram sucesso no cenário paulistano. Nem todos nasceram em São Paulo, porém, tiveram grande identificação com a cidade e sua história. Todos possuem mais uma característica em comum, gravaram pela Columbia (gravadora que se situava na capital paulistana) ou na Victor paulista.




HELENA PINTO DE CARVALHO
(1908 – 1937)


Helena Pinto de Carvalho
Arquivo Nirez


Vinda de uma família paulistana tradicional, Helena Pinto de Carvalho abraçou a música logo cedo. Não enveredou pelo canto lírico e a música clássica, como várias mocinhas de sua classe social; Helena queria interpretar a música popular, o samba e a marchinha.

Casada por o engenheiro Paulo Pinto de Carvalho, ela receberia o apoio do esposo e se tornaria uma das pioneiras do Rádio paulistano e a primeira cantora a gravar pela Victor de São Paulo.

Gravou alguns discos com músicas de Chiquinha Gonzaga e Marcello Tupinambá, e foi uma das estrelas do filme Coisas Nossas, de 1931, nosso primeiro filme inteiramente musical.

Sua carreira foi curta, assim como sua vida. Helena Pinto de Carvalho faleceu aos 29 anos de idade, em 05 de dezembro de 1937, um domingo à noite, vitimada por um enfarto fulminante.

  

TEUS OLHOS ME CONTAM TUDO
Samba Canção de Gaudio Viotti, X. Y. Z. e J. Canuto
Gravado por Helena Pinto de Carvalho
Acompanhamento da Orquestra Victor Paulista
Disco Victor 33.293-A, matriz 50260-1
Gravado em 20 de maio de 1930 e lançado em julho de 1930



MORENA COR DE CANELA
Samba de Ary Kerner Veiga de Castro
Gravado por Helena Pinto de Carvalho
Acompanhamento da Orquestra Victor Paulista
Disco Victor 33.293-B, matriz 50262-2
Gravado em 20 de maio de 1930 e lançado em julho de 1930



ESSE JEITINHO QUE VOCÊ TEM
Toada Brejeira de Marcello Tupynambá
Gravada por Helena Pinto de Carvalho
Acompanhamento de Orquestra Típica e Coro
Disco Columbia 22.054-B, matriz 381081-2
Lançado em outubro de 1931



NUM SORRISO DOS TEUS
Samba Canção de Napoleão Tavares e Jaime Redondo
Gravado por Helena Pinto de Carvalho
Acompanhamento de Orquestra Típica e Coro
Disco Columbia 22.054-B, matriz 381082-1
Lançado em outubro de 1931





SÔNIA CARVALHO
(1914 – 1988)


Sônia Carvalho
Arquivo Nirez


Sônia Carvalho nasceu em São Paulo, em 27 de fevereiro de 1914, com o nome de Maria de Nazaré Reis.

Fez sucesso no rádio paulistano no começo da década de 1930, sendo eleita a Rainha do Rádio desta cidade. Sua fama se estendeu até o Rio de Janeiro, onde conquistou fãs e a crítica, gravando discos na Victor, Odeon e Columbia.

Era cunhada do locutor Celso Guimarães e foi de São Paulo ao Rio de Janeiro, em setembro de 1936, especialmente para ser uma das cantoras a inaugurar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Chegou a compor (e a gravar) um samba, A Vida é um Samba, em parceria com Ivany Ribeiro, futura autora de telenovelas.

Afastou-se da carreira de cantora quando se casou, no final dos anos 30. Porém, sempre atenciosa com os fãs e pesquisadores, os recebia em sua casa na cidade de Taubaté. Foi lá que, na década de 1970, Sônia Carvalho concedeu uma importante entrevista ao pesquisador cearense Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez), onde cantou, imitou Carmen Miranda e ainda apresentou músicas inéditas de Assis Valente e Walfrido Silva, sendo acompanhada ao violão por seu filho Roberto Marengo.

Sônia Carvalho faleceu em 11 de maio de 1988, aos 74 anos de idade.




A VIDA É UM SAMBA
Samba de Ivany Ribeiro e Sônia Carvalho
Gravado por Sônia Carvalho
Acompanhamento do Conjunto Regional Columbia
Disco Columbia 8.308-B, matriz 3517-1
Lançado em 1937



NOVELA
Samba de L. Medeiros e Assis Valente
Gravado por Sônia Carvalho
Acompanhamento do Conjunto Regional Columbia
Disco Columbia 8.308-B, matriz 3518-1
Lançado em 1937



OUI OUI
Samba de Floriano Pinho
Gravado por Sônia Carvalho
Acompanhamento do Conjunto Regional Columbia
Disco Columbia 8.309-B, matriz 3519
Lançado em 1937



MACHUCA BEM
Gravado por Sônia Carvalho
Acompanhamento do Conjunto Regional Columbia
Disco Columbia 8.309-B, matriz 3520
Lançado em 1937





ELSIE HOUSTON
(1902 – 1943)


Elsie Houston
Arquivo Nirez


Elsie Houston nasceu no Rio de Janeiro em 22 de abril de 1902.

Iniciou cedo seus estudos de canto lírico, aperfeiçoando-se no estudo do folclore nacional e mundial. Intelectual e muito culta, Elsie Houston seria uma de nossas primeiras cantoras-pesquisadoras de nosso folclore, escrevendo tese na Sorbone de Paris e viajando pelo mundo, aprendendo e ensinando cultura.

Morou alguns anos em São Paulo, mantendo amizade com Mário de Andrade e outros modernistas. Na capital paulistana gravou alguns discos pela Columbia, inclusive em duetos com Januário de Oliveira. Chegou a fazer alguns arranjos de suas pesquisas e, posteriormente, gravações.

Elsie Houston faleceu em 20 de fevereiro de 1943, pouco antes de completar 41 anos de idade.



MACUMBAGELÊ
Samba de J. da Paulicéa e Lilico Leal
Gravado por Elsie Houston
Acompanhamento de Gaó, Zezinho e Petit
Disco Columbia 5.182-B, matriz 380606-1
Lançado em março de 1930



POR TEU AMOR POR TI
Modinha de Raul C. Morais
Gravada por Elsie Houston
Acompanhamento de Gaó, Zezinho e Petit
Disco 5.223-B, matriz 380715
Lançado em julho de 1930



CORAÇÃO DAS MUIÉ
Canção de Plínio Brito e Domingos Magarinos
Gravada por Elsie Houston
Acompanhamento de Gaó, Jonas, Petit e Chaves
Disco Columbia 5.242-B, matriz 380767
Lançado em julho de 1930



PUXA O MELÃO SABIÁ
Canção Pernambucana Popular, Arranjo de Elsie Houston Peret
Gravada por Elsie Houston
Acompanhamento de Gaó, Zezinho e Petit
Disco Columbia 7.050-B, matriz 380831-1
Lançado em 1930





JANUÁRIO DE OLIVEIRA
(1902 – 1963)


Januário de Oliveira
Arquivo Nirez


Januário de Oliveira Chirico nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de março de 1902, porém, consolidou sua carreira em São Paulo.

Em São Paulo, Januário de Oliveira passou a se apresentar, por intermédio do compositor Sinhô (José Barbosa da Silva, que o levara para São Paulo), na Rádio Educadora Paulista (hoje Gazeta). Também foi um dos principais artistas contratado pela gravadora Columbia, tendo gravado quase todos os seus discos nessa empresa, onde foi um dos pioneiros, gravando cerca de 59 discos e 103 músicas, no período de 1929 a 1938.

Estava em São Paulo, novamente, onde pegou o advento da televisão, mas, logo seria apenas empresário artístico, até falecer, em 22 de fevereiro de 1963, em São Paulo, um mês antes de completar 61 anos de idade.



CASTIGO
Samba de José Maria de Abreu
Gravado por Januário de Oliveira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia 5.104-B, matriz 380294-1
Lançado em outubro de 1929



O PERDÃO QUE NÃO MEREÇO
Samba de Paulo G. Carvalho
Gravado por Januário de Oliveira
Acompanhamento de Ghiraldini e Sua Orquestra Hotel Esplanada
Disco Columbia 5.124-B, matriz 380333
Lançado em dezembro de 1929



DEZEMBRO
Valsa de Gaó e Vicente de Lima (Amil)
Gravada por Januário de Oliveira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia 5.215-B, matriz 380670
Lançado em junho de 1930



FONTE DE SAUDADE
Valsa Canção de Jota Machado
Gravada por Januário de Oliveira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia 5.231-B, matriz 380719-2
Lançado em julho de 1930





BATISTA JÚNIOR
(1894 – 1943)


Batista Júnior
Arquivo Nirez


João Baptista de Oliveira Júnior nasceu em Itapira (SP), em 15 de janeiro de 1894.

Foi um de nossos grandes comediantes e considerado o maior ventríloquo brasileiro. Também era cantor, comediante e compositor.

Gravou vários discos, participou de filmes, como o célebre Coisas Nossas (1931), e também se destacou no rádio com seus bonecos.

Casado com D. Emília Grandino de Oliveira (D. Neném), era pai das cantoras Linda e Dircinha Batista, além de Odete Batista.

Faleceu no Rio de Janeiro em 24 de maio de 1943.



O RELÓGIO CARRILON
Serenata de Batista Jr.
Gravada por Batista Jr.
Acompanhamento de Piano
Disco Columbia 5.009-B, matriz 380044
Lançado em fevereiro de 1929



PINTA MEU BEM
Samba de Batista Jr.
Gravado por Batista Jr.
Acompanhamento de Quarteto Instrumental
Disco Columbia 5.009-B, matriz 380039
Lançado em fevereiro de 1929



ADEUS MOMO
Maxixe de Batista Jr.
Gravado por Batista Jr.
Acompanhamento da Orquestra Ghiraldini
Disco Columbia 5.028-B, matriz 380098-2
Lançado em março de 1929



MÁGOAS DE CARREIRO
Canção Sertaneja de Batista Jr.
Gravada por Batista Jr.
Acompanhamento de Piano
Disco Columbia 5.031-B, matriz 380088
Lançado em junho de 1929




CORNÉLIO PIRES
(1884 – 1958)


Cornélio Pires
http://memoria.bn.br/


Cornélio Pires nasceu em Tietê (SP), em 13 de julho de 1884.

Foi o pioneiro na divulgação da cultura sertaneja. Também foi cantor, cineasta, empresário artístico e produtor de discos. Ele recusava anúncios de bebidas alcóolicas, cabarés e casas de jogo do bicho.

Escreveu e realizou palestrar abordando a cultura caipira, sendo considerado o primeiro showman da música caipira brasileira. Pesquisador dessa cultura de raiz, Cornélio Pires apresentava-se desde 1910, realizando conferências sobre o cotidiano caipira. Lançou vários livros sobre o tema.

Tendo seu projeto de gravação de discos caipiras rejeitado pela Columbia, em 1928, pagou do próprio bolso a produção de uma série especial de 25 mil discos, numerados com a identificação 20.000 e rótulo vermelho, pela mesma Columbia. O sucesso foi imediato, a tiragem inicial foi toda vendida apenas no caminho da cidade de Jaú. Isso exigiu novas prensagens dos discos. Os discos eram divididos em cinco séries: humorística, folclórica, regional, serenatas e patriótica. Ele mesmo cantava e em várias gravações, antes do início da música, ele explicava rapidamente o conteúdo da composição e sua história.

Foi o primeiro cantor a gravar modas de viola, com Jorginho do Sertão, em 1929.

Cornélio Pires faleceu vitimado por um câncer na faringe, em 17 de fevereiro de 1958, em São Paulo (SP).

Os médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira psicografaram um livro de Cornélio Pires, intitulado O Espírito de Cornélio Pires: antologia poética, publicado pela FEB Editora.


SIMPLICIDADES DE CAIPIRA
Anedota
Gravada por Cornélio Pires
Disco Columbia 20.002-B, matriz 380053-1
Lançado em maio de 1929



JORGINHO DO SERTÃO
Moda de Viola de Cornélio Pires
Gravada por Cornélio Pires
Disco Columbia 20.006-B, matriz 380259-1
Lançado em outubro de 1929



TRISTE ABANDONADO
Moda de Viola
Gravada por Cornélio Pires
Disco Columbia 20.009-B, matriz 380260
Lançado em outubro de 1929



SITUAÇÃO ENCRENCADA
Moda de Viola
Gravada por Cornélio Pires
Acompanhamento da Caipirada Barretense
Disco Columbia 20.021-B, matriz 380571
Lançado em abril de 1930





PARAGUASSÚ
(1894 – 1976)


Paraguassú
Arquivo Nirez


Um dos mais famosos cantores paulistanos foi Roque Ricciardi, nascido em São Paulo no dia 25 de maio de 1894, filho de imigrantes italianos. Entrou para a musica brasileira como Paraguassú, O Cantor das Noites Enluaradas e O Italianinho do Brás.

Em 1908, estreou em um café cantante, o Parisien, onde conheceu o palhaço e cantor Eduardo das Neves, que o convidou para participar de um festival que ele (Eduardo) promovia no Circo Spinelli, em 1909.
Nessa época, Paraguassu formou um conjunto musical onde atuava como vocalista ao lado de alguns pioneiros da gravação de disco no Brasil, como o cantor Caramuru (Belchior da Silveira), com o acompanhamento dos violões de Canhoto (Américo Jacomino) e Luís Miranda. Apresentaram-se no Bresser, um barracão de zinco que ficava na rua de mesmo nome, ainda no bairro do Brás.

Inaugurada a Rádio Educadora Paulista, em 1923, ele foi o primeiro artista contratado da emissora.

Em 1925 começou a gravar seu primeiros discos pela Odeon Record. Lançou em 1926 a modinha Cruz do Rosário. Esse disco o envolveria em uma ação judicial, pois foi comprovado o plágio feito por Paraguassu em cima da modinha A Pequenina Cruz do Teu Rosário, da autoria de Fernando Wayne e Roberto Xavier de Castro.

Paraguassu fazia algumas adaptações de músicas famosas, como Lua Branca, de Chiquinha Gonzaga, que ele gravou em 1925 e lançou em 1926 com o título de Lua de Fulgores.

Em 1927 lançou seu primeiro disco feito em gravação elétrica pela Odeon, Berço e Túmulo, modinha de sua autoria.

Gravou vários discos pela Columbia, regravando sucessos como Casinha Pequenina, tema popular, e Casa Branca da Serra, de Guimarães Passos e Miguel Emídio Pestana, tendo aparecido no filme Coisas Nossas, de 1931, cantando.

Paraguassú faleceu em São Paulo, em 05 de janeiro de 1976, aos 81 anos de idade.



LAMENTOS
Modinha popular
Gravada por Paraguassu
Acompanhamento de José Sampaio ao Violão
Disco Columbia 5.026-B, matriz 380093-1
Gravado em 1929 e lançado em março de 1929



TRISTE CABOCLO
Samba de Paraguassu
Gravado por Paraguassu
Acompanhamento de José Sampaio ao Violão
Disco Columbia 5.026-B, matriz 380092-1
Lançado em março de 1929



CASINHA PEQUENINA
Modinha Popular
Gravada por Paraguassu
Acompanhamento de Violões
Disco Columbia 5.029-B, matriz 380100-1
Lançado em 1929



BRASILEIRINHA
Canção de Paraguassu
Gravada por Paraguassu
Acompanhamento de Violão
Disco Columbia 5.034-B, matriz 380118-1
Lançado em junho de 1929





ARNALDO PESCUMA
(1903 – 1968)


Arnaldo Pescuma
Arquivo Nirez


Arnaldo Pescuma nasceu em São Paulo, em 29 de janeiro de 1903.

Iniciou sua carreira artística na década de 1920, cantando óperas e atuando como tenor em uma companhia que se apresentava em Recife e Aracaju. Depois, permaneceu em São Paulo, atuando durante os anos 20.

Gravou seu primeiro disco em 1929, pela Columbia, com o samba Gueishinha (na grafia da época), de José de Freitas. Em 1930, gravava na Victor, estreando com Destino da Caravana, evocação egípcia de De Guerrero e Splendore.

Sendo um dos mais populares cantores de São Paulo, Arnaldo Pescuma foi convidado para atuar no filme Coisas Nossas, de 1931, que reunia vários artistas do rádio paulistano.

Excursionou, com sucesso, pela Argentina cantando tangos e música brasileira, sendo contratado pela Rádio Belgrano. Também se apresentava no Rio de Janeiro.

Arnaldo Pescuma faleceu em 13 de janeiro de 1968, em São Paulo, poucas semanas antes de completar 65 anos de idade.


GUEISHINHA
Samba de José de Freitas
Gravado por Arnaldo Pescuma
Acompanhamento de A. Cloretti e Sua Orquestra
Disco Columbia 5.004-B, matriz 380041
Lançado em fevereiro de 1929




HABLAME

Valsa de Ivo Pelay e M. Rodrigues
Gravada por Arnaldo Pescuma
Acompanhamento da Orquestra Típica Columbia
Disco Columbia 22.231-B, matriz 381430
Lançado em 1933




SECRETO

Tango de Henrique Santos Discépolo
Gravado por Arnaldo Pescuma
Acompanhamento da Orquestra Típica Columbia
Disco Columbia 22.231-B, matriz 381446
Lançado em 1933



NOSSA SENHORA DO AMPARO
Valsa de Décio Pacheco Silveira e Salvador G. Morais
Gravada por Arnaldo Pescuma
Acompanhamento do Conjunto Serenata da PRF-3 Rádio Difusora de SP
Disco Columbia 55.009-A, matriz 3393-1
Lançado em 1939






JAYME REDONDO
(1890 – 1952)


Jayme Redondo
http://memoria.bn.br/


Jayme Fomm Garcia Redondo nasceu em São Paulo, em 29 de outubro de 1890.
Cantor, compositor e ator, iniciou sua carreira na Rádio Educadora Paulista, em meados da década de 1920.

Em 1927, produziu, dirigiu e atuou no filme Flor do Sertão.

Teve composições gravada por Helena Pinto de Carvalho e outros artistas de destaque.

Ele mesmo começou a gravar em 1929, deixando vários discos lançados. No seu repertório há versões, como Apenas um Gigolô (Just a Gigolo), que seria regravada anos depois por Marlene Dietrich.

Também foi um dos artistas convidados a participar do célebre filme musical Coisas Nossas, em 1931.


Jayme Redondo faleceu em 05 de dezembro de 1952, aos 62 anos, em São Paulo.



BEIJOS E BEIJINHOS

Canção de Jayme Redondo

Gravada por Jayme Redondo
Acompanhamento de Ensemble Artístico, direção de A. Ghiraldini
Disco Columbia 5.013-B, matriz 380024
Lançado em fevereiro de 1929



COMENDO BOLA
Marcha de Hekel Tavares e Luís Peixoto
Gravada por Jayme Redondo
Acompanhamento de Grupo Regional
Disco Columbia 5.117-B, matriz 380431
Lançado em dezembro de 1929




QUITUTES DE SINHAZINHA

Modinha Lundu de Gáudio Viotti e X. Y. Z.
Gravada por Jayme Redondo
Acompanhamento de Gaó, Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.205-B, matriz 380529
Lançado em março de 1930



APENAS UM GIGOLÔ
Valsa de Casucci, Caesar e Jaime Redondo
Gravada por Jayme Redondo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.018-B, matriz 380993
Lançado em 1931





GAÓ
(1909 – 1992)

Odmar Amaral Gurgel nasceu em Salto (SP), em 12 de fevereiro de 1909. Seu nome artístico Gaó são as letras iniciais de seu nome de batismo ao contrário. Também era arranjador, compositor e instrumentista (pianista).

Sua carreira artística teve início em 1926, quando ele ingressou na Rádio Educadora Paulista.

Em 1930, Gaó formou e dirigiu a Orquestra Colbaz, que gravou vários discos na Columbia, entre eles a primeira gravação de Tico Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu. Como pianista, passou a gravar em 1931, pela Columbia, registrando as canções de Jayme Redondo, Jacy, Saudades e Ilusão que se vai, e o fox trot de Felix Arndt, Nola.

Como maestro, acompanhou vários intérpretes de renome como Elsie Houston e Januário de Oliveira em antológicas gravações realizadas em 1930 na Columbia.

Gaó atuou por muitos anos em rádios paulistas e cariocas, sendo diretor da gravadora Columbia.

Em 1974, recebeu o título de Cidadão honorário da cidade de Salto.

Gaó faleceu em Mogi das Cruzes em 1992.


JACY / SAUDADES / ILUSÃO QUE SE VAI
Canções de Jayme Redondo
Gravada por Gaó ao Piano
Disco Columbia 22.017-B, matriz 380979
Lançado em 1931




NOLA
Fox Trot de Felix Arndt
Gravado por Gaó ao Piano
Disco Columbia 22.017-B, matriz 380980
Lançado em 1931




HA CHA CHA
Fox Trot de Werner R. Heymann e Hahn
Gravado por Gaó e Sua Orquestra de Dança
Disco Columbia 8.127-B, matriz 3116
Lançado em 1935




JUNE IN JANUARY
Fox Trot de L. Robin e R. Rainger
Gravado por Gaó e Sua Orquestra de Dança
Disco Columbia 8.127-B, matriz 3117
Lançado em 1935















Agradecimento ao Arquivo Nirez









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