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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ELOÍNA FERRAZ E THAIS MATARAZZO no 2º Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista




Lisboa recebe 2º Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista


Acontece em fevereiro o 2º Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre o Teatro de Revista, em Lisboa.

Com organização do professor Jorge Trigo, o evento tem início em 7 de Fevereiro a partir das 16 horas, com uma sessão de lançamento do livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” da jornalista brasileira Thais Matarazzo. A escritora ainda participa da Conferência “A música ligeira brasileira e portuguesa no teatro musicado”, que palestra sobre sua pesquisa cultural.

Participam ainda o Grupo de Cavaquinhos da Academia Sénior da ARPIAC – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva-Cacém.       

E na Conferência “As «Vedetes» do Teatro de Revista Brasileiro”, participa Eloína Ferraz, Professora e uma das maiores atrizes do Teatro de Revista do Brasil.  

No sábado, 21 de Fevereiro a partir das 16 horas, o evento traz a Conferência “Série Lisboa – Sobre a produção de espetáculos de Revista pela Empresa Vasco Morgado (1952-1975), com Gonçalo Antunes de Oliveira, especialista em Etnomusicologia Histórica.

Na Conferência “O teatro musical americano em Portugal: desde o seu aparecimento com Godspell em 1976, pelo produtor Vasco Morgado, até aos nossos dias”, fala o Paulo Carrilho, professor de História do Teatro Musical.

A apresentação dos conferencistas e a moderação das conferências fica a cargo de Jorge Trigo (Investigador, escritor e organizador de eventos). Jorge Trigo é licenciado em História e Mestre em História Regional e Local. Tem organizado e participado em iniciativas relacionadas com o Fado. É autor, entre outros livros, da biografia “Ercília Costa – Sereia Peregrina do Fado”, editora Fonte da Palavra.

Livro Brasil & Portugal

O livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. Thais Matarazzo já tem editados outros dois títulos sobre o tema, “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011) e “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013), também apresentados em Portugal.

Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.

Impossível registrar num único volume os nomes de todos os profissionais da arte popular que participaram desta troca cultural, mesmo porque a pesquisa de campo é muito difícil em vários aspectos, o que exigiu da autora Thais Matarazzo muito fôlego em investigações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto. O livro está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses.

Para celebrar a amizade e a cultura de Brasil e Portugal, a obra traz dois prefácios, do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.

















quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

BRASIL & PORTUGAL : teatro, música, artistas e tal. Novo livro de Thais Matarazzo



A jornalista e pesquisadora musical Thais Matarazzo cada vez mais vem trazendo ao conhecimento das novas gerações artistas de outrora, que tanto encantaram nossos antepassados. Sejam brasileiros ou portugueses, cada nome é uma importante referência na cultura de cada país de origem e, até, nos dois países. Em seu novo livro Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal, Thais nos conta a trajetória de importantes vultos do meio artístico brasileiro e português. Eu tive a honra e felicidade de ser convidado pela autora para escrever um capítulo sobre a ida da cantora brasileira Aracy Côrtes a Portugal. Conto como Aracy encantou os portugueses, fazendo sucesso por lá.



Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal


Brasil e Portugal são duas nações unidas pela mesma língua e muitas tradições. O intercâmbio cultural entre as duas pátrias datam de mais de cinco séculos. Com o intuito de divulgar cada vez mais esses laços culturais, a editora In House lança a “Coleção Luso-Brasileira”.

O livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. Thais Matarazzo já tem editados outros dois títulos sobre o tema, “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011) e “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013), também apresentados em Portugal.

Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.

Esse processo tem início em meados do século XIX, quando as primeiras companhias de revistas portuguesas aportaram no Rio de Janeiro. A fim de agradar o maior número possível de espectadores, as companhias somaram aos seus repertórios de músicas portuguesas diversas canções brasileiras. Também ocorreu que muitos artistas acabaram por fixar residência entre nós, vislumbrando maiores chances de trabalho, passando a integrar as nascentes companhias do teatro brasileiro. O fenômeno, em menor quantidade, aconteceu com artistas brasileiros que cruzaram a linha do Equador rumo ao continente europeu, tendo Portugal como porto principal.

Impossível registrar num único volume os nomes de todos os profissionais da arte popular que participaram desta troca cultural, mesmo porque a pesquisa de campo é muito difícil em vários aspectos, o que exigiu da autora Thais Matarazzo muito fôlego em investigações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto. O livro está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses.

Para celebrar a amizade e a cultura de Brasil e Portugal, a obra traz dois prefácios, do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.

Esperamos que este volume possa servir de plataforma e referência para futuros estudos (e mais profundos) sobre a temática.


Sobre a autora

            Jornalista, escritora e pesquisadora da história do rádio e da música popular brasileira. Apresenta semanalmente a “Agenda Cultural” do programa “Solo Tango”, na Rádio Trianon AM/SP. É autora dos livros “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011), “A Música Popular no Rádio Paulista, 1928-1960” (2013), “A Dinastia do Rádio Paulista” (2013) - parceria com Valdir Comegno, “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013) - lançado em Portugal, “Artistas Negros da Música Popular e do Rádio” (2014); “A Rapaziada do Brás: seus Artistas, Memórias” (2014) e Canções” e “Vozes do Brasil, trajetórias de grandes artistas e comunicadores” (2014), pertencentes a Coleção Pró-TV, Editora In House.



Contatos
In House editora: inhouse@terra.com.br, fones (11) 4607-8747 / 99903-7599. www.inhousestore.com.br











domingo, 9 de março de 2014

Lançamento do livro: ARTISTAS NEGROS DA MÚSICA POPULAR E DO RÁDIO, de Thais Matarazzo Cantero, 2014




Artistas negros da MPB e rádio ganham destaque em livro

           
            Em seu novo livro, Thais Matarazzo resgata as memórias dos cantores negros da música popular, do carnaval de rua e do rádio, esquecidos na poeira do tempo.
            Enriquece, com esta obra, a memória da música popular brasileira. A autora, com um toque de leveza e originalidade no seu texto, traz a luz interessantes momentos das trajetórias artísticas de Henricão, Vassourinha, Risadinha e Chocolate. Todos nascidos em São Paulo e que ganharam o Brasil através das ondas mágicas do rádio.
            O livro também contempla as figuras pioneiras do carnaval e do samba da Pauliceia: Dionízio Barbosa, Dª. Sinhá, Argentino Celso Wanderley e Elpídio de Faria. Todos membros de pequenas associações carnavalescas surgidas entre as décadas de 1910 a 1930. Com destaque para o Grupo Carnavalesco Barra Funda, mais conhecido como “Camisa Verde”, que completa seu centenário em 2014.
            São, sem qualquer discussão, figuras das mais impressionantes da música popular brasileira em todos os tempos. São personalidades, como outros tantos que, com sacrifício e heroísmo, lutaram por incrementar a nossa exaltada canção popular.
            Esses cantores/compositores deixaram significativo acervo a ser resgatado, que necessita de valorização e preservação, para que a memória possa ter papel importante de destaque na literatura e outros estudos, para informação e conhecimento das futuras gerações.
 O livro tem edição da "Arte e Expressão", com 304 páginas, ilustrado, papel off-set 90gr/m², preço de capa sugerido R$ 30,00.

           
Sobre a autora
            Nasceu na capital paulista. Jornalista, escritora, palestrante e pesquisadora cultural. Colunista do Jornal Movimento e Mundo Lusíada Online. Integra a equipe do programa Solo Tango, da Rádio Trianon 740 AM/SP, comandado por Walter Manna. Trabalha no Departamento Cultural do Clube Português de S. Paulo. Desenvolve extensas pesquisas sobre a história do rádio e da música popular brasileira. É autora dos livros Irene Coelho, uma brasileira de coração português (2011), A Música Popular no Rádio Paulista, 1928- 1960 (2013), A Dinastia do Rádio (2013) - parceria com Valdir Comegno, Fado no Brasil: Artistas & Memórias (2013) - lançado em Portugal, e Artistas Negros da Música Popular e do Rádio (2014).

Contatos



Serviço
Lançamento “Artistas Negros da Música Popular e do Rádio”
Data: 15 de março de 2014
Horário: 15h30 às 18h30
Local: Casa de Portugal (São Paulo, SP)
           Av. da Liberdade, 602 - Salão Nobre - 1º andar
           Tel: 3663-5953

           Próximo às estações Liberdade e São Joaquim do metrô











quarta-feira, 13 de março de 2013

EVENTO: dia 15/03 em SÃO PAULO




Dia 15 de março de 2013, sexta-feira próxima, será lançado em SÃO PAULO (Capital) o livro A DINASTIA DO RÁDIO PAULISTA, da autoria de Thais Matarazzo Cantero e Valdir Comegno.
O evento acontecerá das 15 às 18 horas no Auditório da Ordem dos Músicos do Brasil, na Avenida Ipiranga 318, 6º andar, bloco A, Centro (próximo à estação República do metrô).

Haverá um show com os artistas:Leila Silva, Gessy Soares de Lima, Silvana e Raimundo José.

Em 2013 comemoramos os 90 anos de Rádio no Brasil. Explico: embora oficialmente a primeira transmissão tenha sido feita em 07 de setembro de 1922, nas comemorações do Centenário da Independência do Brasil, somente em abril de 1923 foi instalada a primeira emissora em nosso país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pelo professor Roquette Pinto e o engenheiro Henrique Morize. O lema dos dois era divulgar a cultura brasileira.
A Dinastia do Rádio Paulista resgata a história dos concursos das eleições de rainhas e princesas, tão em moda, principalmente, durante os anos 1950. Um tema inédito na literatura sobre o rádio brasileiro.

Durante as décadas de 1930 a 1960 foram realizados inúmeros certames para a escolha de rainhas de diversos segmentos, tais como: do rádio, dos músicos, do carnaval e outros mais. Os autores garimparam de maneira profunda informações para compor esta obra, trazendo para o público detalhes e curiosidades dos sete principais concursos realizados na Pauliceia e os perfis biográficos das 30 cantoras do rádio paulista que participaram destes eventos, algumas conseguindo excelente classificação.

O concurso para a escolha da Rainha do Rádio Paulista contou com três edições ocorridas entre 1935 a 1955. O certame da Rainha dos Músicos de São Paulo, também apresentou três edições, de 1957 a 1960. O Jubileu de Prata da Rádio Record, em 1956, contou com a participação dos grandes “cartazes” do elenco da emissora. Tivemos ainda a escolha da Rainha do Carnaval Paulista, em 1957, sendo eleita uma das cantoras mais populares do “cast” da Rádio Record. O livro aborda também o Festival da Canção Napolitana em São Paulo de 1957 e o concurso da Rainha das Organizações Victor Costa de 1958. Em 1963, mesmo com o rádio passando por grandes transformações, foi escolhida a Rainha dos Radialistas.

A “corte do rádio paulista” foi composta pelas cantoras: Agripina Duarte, Alzirinha Camargo, Isaura Garcia, Triana Romero, Elza Laranjeira, Neyde Fraga, Ceci Amarílis, Olinda Alves, Juanita Cavalcanti, Heleninha Silveira, Rosinha da Harmônica, Nice de Andrade, Luely Figueiró, Bianca Bellini, Dolores Barrios, Leila Silva, Cinderela, Norma Avian, Gessy Soares de Lima, Salomé Parísio e Edith Veiga; pelas locutoras: Vera Lúcia e Maria Lúcia; pelas apresentadoras: Sônia Ribeiro e Rosinha Lorcal, e, por fim, pelas radioatrizes: Gessy Fonseca, Maria Aparecida Alves, Aida Salerno, Sônia Greis e Tânia Castilho.

Uma obra indispensável para os amantes da “Era de Ouro do Rádio”, estudiosos, pesquisadores e curiosos. É o resultado do trabalho de uma pesquisa criteriosa e incansável da jornalista Thais Matarazzo e do historiador Valdir Comegno, que não pouparam esforços para trazer de volta, nas páginas deste livro, essa história tão encantadora e tão pouco divulgada que é A Dinastia do Rádio Paulista.



domingo, 15 de junho de 2008

Crônica de Thais Matarazzo

É com grande satisfação que apresento aqui uma crônica escrita por minha amiga Thais Matarazzo.

Thais é engenheira e está estudando jornalismo. Há vários anos vem se dedicanco ao resgate de nossas cantoras da Fase de Ouro do Rádio, tanto de São Paulo como do Rio de Janeiro.

Aqui, ela nos conta sobre o encontro que teve com a inesquecível Aurora Miranda no texto "A Outra Pequena Notável".




A OUTRA PEQUENA NOTAVEL

Por Thais Matarazzo
S. Paulo, 1º-10-2007
Publicado em 3/10/2007, pelo INOVE


“- Alô, alô, senhores ouvintes, a sua PRA-9, Rádio Mayrink Veiga, tem o prazer de anunciar mais uma audição com a ‘Pequena Notável’, Carmen Miranda...”. Era assim que nos idos anos 30, o locutor, ou melhor usando o termo da época o “speaker”, César Ladeira anunciava os cantores e cantoras ante ao microfone da referida emissora carioca.

Carmen Miranda juntamente com Francisco Alves foram os grandes azes do rádio brasileiro. Mais, naturalmente, tínhamos outros artistas que não deixavam por menos... Entre estes está Aurora Miranda, minha cantora preferida daquela época.

Em 1934, Carmen acompanhada pelo Bando da Lua, foram realizar uma temporada artística em Buenos Aires, atuaram na Rádio Belgrano, poderosa estação Argentina da época. Aurora, irmã de Carmen, ficou no Brasil e além de atuar no seu “quarto de hora” precisou substituir a mana; então o “speaker” César Ladeira (o maior locutor de rádio do Brasil), que adorava criar slogans para os cantores, anunciou: “- Alô, alô, srs. ouvintes agora ouviremos ‘a outra pequena notável’...”, e o slogan pegou, Aurora passou a ser conhecida como a “A outra pequena notável”.

Seu timbre de voz é mais romântico e suave, afinadíssima! Depois de Carmen foi à cantora que mais gravou discos no Brasil na década de 30. Seu primeiro disco saiu em junho de 1933, pela gravadora Odeon, com a marcha junina “Cai, cai, balão” (Assis Valente) e o samba “Toque de amor”, cantando em dueto com Francisco Alves, que se dispôs a gravar com a novata cantora. Aurora era uma promessa, irmã da inigualável Carmen Miranda! Não era qualquer uma!

Seu primeiro sucesso relativo aconteceria no carnaval do próximo ano com a marcha “Se a lua contasse” de Custódio Mesquita. Durante o período de 1935 a 1939, Aurora viajou artisticamente quatro vezes para Buenos Aires, acompanhada por Carmen e o Bando da Lua, sempre obtendo êxito.

As comparações eram inevitáveis, Aurora parecia não se importar com isso. Conformava-se em ser Aurora Miranda, a irmã da Carmen Miranda. De temperamento alegre e tímido Aurora fez o Brasil inteiro cantar o Rio de Janeiro como a “Cidade Maravilhosa”, marcha que o compositor André Filho deu a ela em fins de 1934. Ganhou o 2º lugar no concurso oficial de sambas e marchas do Rio de Janeiro em fevereiro de 1935.

Em abril de 1939 Carmen é convidada a ir para os Estados Unidos. Aceito o convite parte junto com o Bando da Lua para temporada de 16 meses. Aurora continuou sua carreira no Brasil, deixou a Rádio Mayrink Veiga e foi para a Rádio Tupi, também passou a cantar no lendário Casino da Urca. Neste ínterim, o cupido entra em cena e Aurora conheceu aquele que viria a ser seu futuro marido Gabriel Richaid.

O casamento se realiza em setembro de 1940, tendo como madrinha a irmã Carmen e o Dr. Paulo Machado de Carvalho, diretor da Rádio Record de S. Paulo, onde as irmãs costumavam fazer temporadas pré-carnavalescas. Como dizia o sábio jornalista Mauro Pires, Aurora se “aposentou pelo casamento”, deixou a carreira de lado, passando a cuidar do seu lar.

Em 1942, Aurora e seu marido vão ao encontro de Carmen e Dª. Maria Emília, a mãe, nos Estados Unidos, por influência de Carmem, ela passa a se apresentar em alguns night-clubs, e também faz pontas em alguns filmes, dentre todos, o que ela ganhou maior destaque foi em “Three Caballeros”, que no Brasil ganhou o título de “Você já foi a Bahia”, de 1945. Aurora aparece na famosa cena com o Pato Donald e Zé Carioca, cantando e dançando o samba “Os quindins de yayá” (Ary Barroso), a cena se passa na Bahia e ainda conta com a presença dos rapazes do Bando da Lua, tendo destaque para Aloísio de Oliveira (líder) e o violonista Zé Carioca, que inspirou Walt Disney a criar o personagem do papagaio homônimo.

Em fins de 1951, Aurora volta para o Brasil juntamente com seu marido Gabriel e com dois filhos que nasceram na Califórnia: Gabriel Jr. e Maria Paula. Volta a cantar por um tempo, grava alguns discos e abandona a carreira definitivamente. Com certeza Aurora deixou sua bela voz registrada na memória da música popular brasileira, nas mais de 150 gravações que fez.

Conheci Aurora Miranda no verão de 2001, no Rio de Janeiro, para mim foi uma enorme felicidade, pois como já relatei, é minha cantora preferida. Quando cheguei ao seu apartamento, no bairro do Leblon, acompanhada de minha mãe e irmã, Aurora estava sentadinha no sofá. Ela sorriu para nós três. Acho que pensou que minha mãe era sua fã. Então expliquei que no caso era eu mesma. Disse da minha admiração pela sua voz, por sua devoção com a irmã Carmen, etc. Ela ficou muito feliz, segurou a minha direita durante todo tempo em que ali permaneci; já não estava se lembrando muito das coisas e já não falava muito bem. Mais senti forte seu sentimento de gratidão, por ter se lembrado dela. Ela percebeu que também foi uma cantora muito importante e que tinha uma fã individual só para ela, não precisava dividir com Carmen...


Thais e Aurora Miranda.


Carminha, Thais e Cecília Miranda (sentada), irmã de Carmen e Aurora Miranda.





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