sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
SINHÔ - 79 anos sem o Rei do Samba.
No dia 04 de agosto de 1930 perdíamos nosso Rei do Samba, Sinhô.
José Barbosa da Silva nasceu em 18 de setembro de 1888 no Rio de Janeiro.
Foi um famoso pianeiro nas festas da vida noturna carioca. Além de piano, tocava flauta, violão e cavaquinho. Foi um dos maiores compositores que tivemos. Começando a lançar suas músicas no final dos anos 10, Sinhô teria nos anos 20 a consagração artística.
Gravou a música de sua autoria Fala Baixo, com a Banda da Fabrica Popular.
Nessa gravadora, A Popular, da autoria de João Batista Gonzaga (companheiro da compositora Chiquinha Gonzaga), Sinhô lançou o jovem cantor-ator Francisco Alves em 1919. Chico gravou suas primeiras músicas Oh Pé de Anjo, Fala Meu Louro (Papagaio Louro) e Alivia Esses Olhos. Todas as três músicas fizeram sucesso no teatro de revista, principalmente Oh Pé de Anjo, cuja revista homônima de 1920 colocou nos palcos as estrelas Ottília Amorim, Júlia Martins e Henriqueta Brieba, ao lado de Alfredo Silva.
Sinhô continuou compondo com grande sucesso para o teatro, enquanto tinha suas músicas gravadas pelos grandes nomes da época. Eduardo das Neves, Bahiano, Fernando e o Jazz Band Sul Americano de Romeu Silva, Frederico Rocha, Zeca Ivo, Albertino Rodrigues, Gustavo Silva e Carlos Lima foram alguns dos artistas que gravaram músicas do compositor entre 1919 a 1926.
A gravação elétrica surgiu em 1927 e Francisco Alves voltou a gravar várias de suas composições. Mário Reis passa a ser, a partir de 1928, um de seus melhores intérpretes, na segunda metade da década de 1920.
Em 1927 foi coroado Rei do Samba, em São Paulo, no Teatro da República, durante a Noite Luso-Brasileira. Oswald de Andrade se encarregou da coroação. Era a elite intelectual e artística paulistana reconhecendo o valor da música popular.
O curioso é que a discografia de Sinhô foi em sua maior parte registrada por homens. Poucas mulheres tiveram esse privilégio. No teatro de revista a grande divulgadora de suas músicas foi Aracy Côrtes que, também, lançou clássicos que marcariam a vida do compositor e da própria cantora, como Jura!..., cuja partitura vem com a designação de “O Maior Samba do Mundo”. Sinhô sabia fazer sua propaganda e, à sua forma, fazia bem.
Podemos contar as seguintes mulheres que gravaram Sinhô: as duas sobrinhas de Francisco Alves que em 1919 acompanharam o tio nas histórias gravações, participando do coro. Em 1928 temos Aracy Côrtes e Rosa Negra, duas estrelas do teatro musicado. Rosa era um dos principais nomes da célebre Companhia Negra de Revistas e gravou com Francisco Alves Não Quero Saber Mais Dela. Aracy gravou Jura!... e, em 1930, Mal de Amor. Já em 1930, teríamos Sinhô através das novatas Ita Cayubi, com Canjiquinha Quente, e Carmen Miranda, com Burucuntum e Feitiço Gorado (que só seria lançado em 1932).
Sinhô foi o precursor do samba-choro compondo Meus Ciúmes, que a competente e brejeira Yolanda Osório gravou em 1931.
Em 1989, Sinhô foi interpretado pelo ator Paulo Barbosa na novela Kananga do Japão, exibida pela Rede Manchete. A novela abordava, entre outros temas, a vida musical carioca dos anos 30. No Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, que existia na praça XI, no Rio de Janeiro, os personagens dançavam maxixes, sambas, canções e outros ritmos, interpretados por Zezé Motta em sua personagem Lulu Lion. O acompanhamento era feito por piano e uma orquestra ao vivo e muitas composições dos anos 20 e 30 puderam ser conhecidas pelas novas gerações.
Cabeça de Ás, maxixe por Fernando e o Jazz Band Sul Americano de Romeu Silva - 1925
Cauhã, valsa por Januário de Oliveira - 1930
José Barbosa da Silva nasceu em 18 de setembro de 1888 no Rio de Janeiro.
Foi um famoso pianeiro nas festas da vida noturna carioca. Além de piano, tocava flauta, violão e cavaquinho. Foi um dos maiores compositores que tivemos. Começando a lançar suas músicas no final dos anos 10, Sinhô teria nos anos 20 a consagração artística.
Gravou a música de sua autoria Fala Baixo, com a Banda da Fabrica Popular.
Nessa gravadora, A Popular, da autoria de João Batista Gonzaga (companheiro da compositora Chiquinha Gonzaga), Sinhô lançou o jovem cantor-ator Francisco Alves em 1919. Chico gravou suas primeiras músicas Oh Pé de Anjo, Fala Meu Louro (Papagaio Louro) e Alivia Esses Olhos. Todas as três músicas fizeram sucesso no teatro de revista, principalmente Oh Pé de Anjo, cuja revista homônima de 1920 colocou nos palcos as estrelas Ottília Amorim, Júlia Martins e Henriqueta Brieba, ao lado de Alfredo Silva.
Sinhô continuou compondo com grande sucesso para o teatro, enquanto tinha suas músicas gravadas pelos grandes nomes da época. Eduardo das Neves, Bahiano, Fernando e o Jazz Band Sul Americano de Romeu Silva, Frederico Rocha, Zeca Ivo, Albertino Rodrigues, Gustavo Silva e Carlos Lima foram alguns dos artistas que gravaram músicas do compositor entre 1919 a 1926.
A gravação elétrica surgiu em 1927 e Francisco Alves voltou a gravar várias de suas composições. Mário Reis passa a ser, a partir de 1928, um de seus melhores intérpretes, na segunda metade da década de 1920.
Em 1927 foi coroado Rei do Samba, em São Paulo, no Teatro da República, durante a Noite Luso-Brasileira. Oswald de Andrade se encarregou da coroação. Era a elite intelectual e artística paulistana reconhecendo o valor da música popular.
O curioso é que a discografia de Sinhô foi em sua maior parte registrada por homens. Poucas mulheres tiveram esse privilégio. No teatro de revista a grande divulgadora de suas músicas foi Aracy Côrtes que, também, lançou clássicos que marcariam a vida do compositor e da própria cantora, como Jura!..., cuja partitura vem com a designação de “O Maior Samba do Mundo”. Sinhô sabia fazer sua propaganda e, à sua forma, fazia bem.
Podemos contar as seguintes mulheres que gravaram Sinhô: as duas sobrinhas de Francisco Alves que em 1919 acompanharam o tio nas histórias gravações, participando do coro. Em 1928 temos Aracy Côrtes e Rosa Negra, duas estrelas do teatro musicado. Rosa era um dos principais nomes da célebre Companhia Negra de Revistas e gravou com Francisco Alves Não Quero Saber Mais Dela. Aracy gravou Jura!... e, em 1930, Mal de Amor. Já em 1930, teríamos Sinhô através das novatas Ita Cayubi, com Canjiquinha Quente, e Carmen Miranda, com Burucuntum e Feitiço Gorado (que só seria lançado em 1932).
Sinhô foi o precursor do samba-choro compondo Meus Ciúmes, que a competente e brejeira Yolanda Osório gravou em 1931.
Em 1989, Sinhô foi interpretado pelo ator Paulo Barbosa na novela Kananga do Japão, exibida pela Rede Manchete. A novela abordava, entre outros temas, a vida musical carioca dos anos 30. No Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, que existia na praça XI, no Rio de Janeiro, os personagens dançavam maxixes, sambas, canções e outros ritmos, interpretados por Zezé Motta em sua personagem Lulu Lion. O acompanhamento era feito por piano e uma orquestra ao vivo e muitas composições dos anos 20 e 30 puderam ser conhecidas pelas novas gerações.
Cabeça de Ás, maxixe por Fernando e o Jazz Band Sul Americano de Romeu Silva - 1925
Cauhã, valsa por Januário de Oliveira - 1930
domingo, 14 de junho de 2009
Linda Baptista - 90 Anos!

Hoje, dia 19 de Junho marca o aniversário de 90 anos da grande cantora Linda Baptista!
Linda foi uma das maiores intérpretes de nossa MPB, eleita Rainha do Rádio por 11 anos consecutivos!
Era filha do famoso ventrílloquo e cantor Baptista Junior e irmã da também consagrada cantora Dircynha Baptista.
Linda foi uma das maiores intérpretes de nossa MPB, eleita Rainha do Rádio por 11 anos consecutivos!
Era filha do famoso ventrílloquo e cantor Baptista Junior e irmã da também consagrada cantora Dircynha Baptista.
Linda cantando o samba Bom Dia, com as Três Marias, conjunto vocal do qual fazia parte Marília Baptista.
domingo, 24 de maio de 2009
Carmélia - 100 anos!!
Hoje uma pessoa muito especial para mim completaria 100 anos.
Ela não foi cantora ou atriz.
Ela não foi cantora ou atriz.
Era minha avó.
Minha querida avó Carmélia (1909 - 1995).
Faço esta homenagem a ela com uma música que ela muito gostava: Nós queremos uma valsa.
Aqui em uma gravação de Carlos Galhardo, de 1941.
Esta música tem parte da melodia inspirada na Valsa dos Patinadores, do francês Émile Waldteufel, adaptada e co versos de Nássara e Frazão.
Esta música tem parte da melodia inspirada na Valsa dos Patinadores, do francês Émile Waldteufel, adaptada e co versos de Nássara e Frazão.
Na segunda foto, ao lado de minha avó está sua amiga Noemia (de vestido branco, à direita). As fotos são do anos 20.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Não há ninguém mais feliz - marcha de 1939

Bela marcha gravada por Aurora Miranda em uma linda interpretação, como só ela sabia fazer.
Simples e maravilhosa ao mesmo tempo.
O estilo romantico de Aurora era notado no samba e na marcha, como esta de Alcy Pires Vermelho.
Não há ninguém mais feliz
Que eu, que eu
Porque o teu coração
É meu, só meu
A vida assim é melhor
Guardo este verso de cor
Não há ninguém mais feliz que eu
É teu, só teu meu sorriso
É teu o meu olhar
Na vida apenas preciso
Amar, amar, amar
Tendo o teu amor
Tenho tudo enfim
Hoje eu sou feliz
Meu viver é assim
Não há ninguém mais feliz
Disco Odeon 11.767-A, Matriz 6122. Gravado em 9 de Junho de 1939, disco lançado em Setembro de 1939. Acompanhamento do conjunto Odeon, sob a direção de Simon Bountman.
Agradecimento à pesquisadora Thais Matarazzo.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
TOME MAIS UM CHOPE (MARCHA DE 1934)
Marcha de Nássara gravada por Carmen Miranda.
Segundo o pesquisador Abel Cardoso Jr.: "Instantâneo da casa Nice, com seu café, chope e bife mal passado. Nássara era um dos líderes a animar o ambiente. Carmen não ia ao Nice e era censurada por isso!"
Carmen Miranda gravou na Victor em 10 de Outubro de 1934, sendo acompanhada pelos Diabos do Céo (sob direção de Pixinguinha).
Disco Victor 33.858-B
Matriz 79721-1
Disco lançado em dezembro de 1934.
Carmen fala: Já vai tão cedo? Tome mais um chope...
Com você ausente ninguém vai ficar contente
O ambiente num instante vai mudar...
Tome mais um chope, vê se come mais um bife
que ainda é cedo pra você se retirar
Meu amor, por favor, não vá-se embora
Espere ao menos que desponte a aurora
Com você lá fora todo mundo logo chora
e lhe implora pelo menos pra voltar...
Tome mais um chope, vê se come mais um bife
que ainda é cedo pra você se retirar
Segundo o pesquisador Abel Cardoso Jr.: "Instantâneo da casa Nice, com seu café, chope e bife mal passado. Nássara era um dos líderes a animar o ambiente. Carmen não ia ao Nice e era censurada por isso!"
Carmen Miranda gravou na Victor em 10 de Outubro de 1934, sendo acompanhada pelos Diabos do Céo (sob direção de Pixinguinha).
Disco Victor 33.858-B
Matriz 79721-1
Disco lançado em dezembro de 1934.
Carmen fala: Já vai tão cedo? Tome mais um chope...
Com você ausente ninguém vai ficar contente
O ambiente num instante vai mudar...
Tome mais um chope, vê se come mais um bife
que ainda é cedo pra você se retirar
Meu amor, por favor, não vá-se embora
Espere ao menos que desponte a aurora
Com você lá fora todo mundo logo chora
e lhe implora pelo menos pra voltar...
Tome mais um chope, vê se come mais um bife
que ainda é cedo pra você se retirar
sexta-feira, 1 de maio de 2009
A Abelha e a Flor - canção de 1904
Canção de W. H. Penn e letra de Catullo da Paixão Cearense, gravado pela Inimitável Risoleta na Colúmbia Record, em 1912.Mário Pinheiro fez duas gravações dessa canção, em 1904(Odeon Record) e 1910(Victor Record).
Em 1910, Orestes de Mattos faria uma gravação na Brazil Record.
Risoleta era uma das grandes cantoras do início do século XX. Em vários de seus discos vinha gravado no selo: "Pela Inimitável Risoleta".
Letra com um leve duplo sentido, comum entre algumas composições da época.
Junto a um belo jasmineiro
dois felizes namorados
se sentaram bem cuidados
E o cupido traiçoeiro
numa abelha transformado
quer o mel, tirar da flor
que dá o amor
Vendo um lírio perfumado
se introduz, rapidamente
e o amante de repente
faz beber o mel da flor
que embriaga o coração
e, do amante, ouve o amor
esta canção:
Porque não sou eu
a abelha e tu a flor
a flor
Provo os lábios teus
gozar o mel de amor
de amor
Nesta tarde tão ditosa
em que o céu era formoso
e que a fonte, além, cantava
Dizia ao lírio cheiroso
Madrigais de amor à rosa
que tristonha
se inclinava tão formosa
E o amante se abrasava
junto à moça
de repente quer beijar-lhe
o colo ardente
Ela, de olhos baixos, chora
mas, na boca, um beijo implora
E do amante
ouve o amor esta canção:
Porque não sou eu
a abelha e tu a flor
a flor
Provo os lábios teus
gozar o mel de amor
de amor...
A Abelha e a Flor
Canção de W. H. Penn com letra de Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Mário Pinheiro em 1904
Disco Odeon Record 40.159
Matriz RX-12
Acompanhamento de piano
Foto: Mário Pinheiro.
Agradecimento ao Arquivo Nirez
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