quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO!




Desejo a todos que acompanham nosso blog muitas felicidades e um 2015 repleto de realizações!





FIM DE ANO, canção natalina de 1951

João Dias
http://memoria.bn.br


João Dias era herdeiro artístico do cantor Francisco Alves e foi um dos grandes nomes do rádio nos anos 50 e 60. Coube a ele gravar a mais conhecida música de Ano Novo.


Fim de Ano
Canção Natalina
Acompanhamento de Solovox e Coro
Disco Odeon 13.199-B, matriz 9149
Gravado em 05 de outubro de 1951 e lançado em dezembro desse ano





Adeus Ano Velho
Feliz Ano Novo
Que tudo se realize
no ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender


Para os solteiros, sorte no amor
Nenhuma esperança perdida
Para os casados, nenhuma briga
Paz e sossego na vida.





ANO NOVO, marcha de 1935

Aurora Miranda

Aurora Miranda gravou a marcha Ano Novo em 1935.


Ano Novo
Marcha de Custódia Mesquita e Zeca Ivo
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.292-A, matriz 5174
Gravado em 23 de outubro de 1935 e lançado em dezembro desse ano






Ano Novo!
Vida Nova!
Os que fazem esta prova
dão-se todos muito bem
Há sempre troca de flores
Eu troco, às vezes, de amores
Trocando de olhares também

A minha vida se agita
longe dos dias que vão
E uma esperança palpita
dentro do meu coração

Assim, eu nunca me lembro
de tudo aquilo que fiz
Pois de Janeiro à Dezembro
ninguém escreve o que diz





O ANO NOVO, lundu de 1909

Eduardo das Neves
http://memoria.bn.br



O Ano Novo

Lundu
Acompanhado ao violão
Disco Odeon Record 108.375
Lançado em 1909





Cantado e acompanhado ao violão por Eduardo das Neves para a Casa Edison, Rio de Janeiro.


Meus senhores, Boas Festas!
Que é chegado o Ano Novo!
Canto com mais alegria
para alegrar esse povo
Canta a rola na colina
Meu canário peregrino
Enquanto chora menino
vem surgindo o Ano Novo.

No vendaval da floresta
quando as aves vem voando
As andorinhas ligeiras
nos ares vão vir passando
A mãe acalenta o filho
que sorrindo, já lhe diz:
Mamãe, viva o Ano Novo!
Peça a Deus ser mais feliz!

Cessa amargura, tormento
que surgiu a nova aurora
Quem tem palpite, aventura
Sente dores mas não chora
Desfaz-se jardim de flores
espargindo sobre o povo
Estamos no Ano Novo
Boas Festas, peço agora!

A mãe acalenta o filho
que sorrindo, já lhe diz:
Mamãe, viva o Ano Novo!
Vai reverdecer a flor!





ME RESPEITE, OUVIU? - SAMBA DE 1933

Carmen Miranda e Mário Reis (em pé), 1936.
Arquivo Nirez


Carmen Miranda e Mário Reis gravaram esse interessante samba em 04 de dezembro de 1933.
O samba é da autoria de Valfrido Silva.
A orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha, fez o acompanhamento.
O disco é Victor 33.746-A, matriz 65904-1.
Foi lançado em fevereiro de 1934.



ME RESPEITE, OUVIU?





Me respeite, ouviu?
Por favor!
O ambiente está carregado
Oh, filha (oh, filho)!
E vai ser um horror!
E eu não quero perder a linha
A encrenca começa na sala
e vai acabar na cozinha.
Olha a vizinha! 

Eu já vim da rua
um bocado conhecido
Por ouvir intriga 
dum sujeito intrometido
Em vez de me acalmar
para eu poder dormir
Você procura um pé
pra brigar, pra discutir.
Cala a boca, Lili!

E tem de haver, por força

mais respeito no ambiente!
E eu não quero ver

um jornal falar da gente!
Ciúme faz brigar
alterando o coração
Meu bem, você demora
e nem me dá satisfação.
E eu estou com a razão!





EU GOSTO ASSIM, toada de 1930



Jesy Barbosa gravou uma bonita toada em 1930, seu título era Eu Gosto Assim.
Era da autoria de Mário Lopes de Castro e Domingos Magarinos.
O acompanhamento foi feito por dois violões.
O disco é Victor 33.332-A, matriz 50332-1.
Foi gravado em 18 de junho de 1930 e lançado nesse mesmo mês.



EU GOSTO ASSIM
Amô di Cabôca








É meu gosto! Não m´importa!
É meu gosto! Eu gosto assim!
Mi martrata? Mi amufina?...
É pruquê gosta de mim?
Vocês diz que ele não gosta
que me fala com desdém
Quanto mais ele dispresa
mais amostra qui qué bem

Ai!  o amô é suffrimento
faz o mundo padecê
Quando a gente ama di vera
Tem pru força qui sofrê

Não há rosa sem ispinho
Nem amô sem provação!
Dá trabaio colher rosa?
Muito mais, um coração!
Si foi Deus qui fez as rosa,
foi também qui fez o amô;
Pôz no amô os suffrimento 
E us espinho da flô.





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

JESY BARBOSA, 27 ANOS DE SAUDADE

Jesy Barbosa em 1928.
Revista O Violão.
Arquivo Nirez.



Há 27 anos falecia a cantora, poetisa e jornalista JESY BARBOSA.

Jesy de Oliveira Barbosa nasceu em Campos (RJ), em 15 de novembro de 1902.

Na adolescência estudou canto com a soprano Zaíra de Oliveira.

Na segunda metade da década de 20, Jesy já se apresentava em rádios e dava concertos.

Moça inteligente, também era moderna, adotando o violão de sua mãe e também se apresentando com ele.

Em 1929 ela era o grande nome de divulgação da gravadora Victor, que se instalava no Brasil.

Em 1930, ganhou o concurso de Rainha da Canção Regional. Nessa época, sua colega Carmen Miranda, que iniciava carreira e cada vez mais fazia sucesso, foi uma das que mais apoiou Jesy.

Gravando discos, cantando em rádio e, depois, escrevendo rádio-novelas, Jesy Barbosa também se destacou como poetisa, ganhando prêmios.

Ela faleceu ao 85 anos, em 30 de dezembro de 1987, no Rio de Janeiro.





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