terça-feira, 21 de abril de 2020

ANGELINO DE OLIVEIRA - TRISTEZAS DO JECA

Correio da Manhã, 26 de setembro de 1926, p.11
http://memoria.bn.br/


Há 132 anos nascia o compositor e instrumentista ANGELINO DE OLIVEIRA.


Angelino de Oliveira nasceu em Itaporanga (SP), em 21 de abril de 1888.
Era filho único de modestos lavradores e em 1894 seus pais se mudaram para Botucatu.

Em Ribeirão Preto, Angelino realizou curso de dentista prático. Ao retornar a Botucatu, abriu uma loja de instrumentos musicais.

Tocou vários instrumentos em orquestras e bandas. Ao lado de José Maria Perez, da cidade de São Manuel, formou o Duo Vigui, onde tocava violão e José Maria guitarra. Em 1917, integrou-se à dupla o pianista Luís Batista Carvalho de Cardoso, formando o Trio Viguipi.

Em 1918, ao violão, apresentou em primeira audição pública seu maior sucesso e um dos maiores clássicos da música sertaneja e da popular brasileira: Tristezas do Jeca.


Correio Paulistano, 29 de dezembro de 1920, p.5.
http://memoria.bn.br/

Tristezas do Jeca foi gravada pela primeira vez em 1924 pela Orquestra Brasil-América, em disco Odeon Record. Em 1926, também em gravação mecânica pela Odeon Record, Patrício Teixeira gravou a referida toada, com grande sucesso.

Ao longo dos anos 20 e 30, Angelino de Oliveira teve suas composições gravadas por Paraguassú, Cornélio Pires, Trio Ortega, Cobrinha e Capitão.

O sucesso de Tristezas do Jeca foi tão grande que em 1925 a atriz Alda Garrido estrelou uma burleta com o mesmo nome, de Edu Carvalho.


Gazeta de Notícias, 15 de maio de 1925, p.5
http://memoria.bn.br/


Correio da Manhã, 18 de novembro de 1925, p.6
http://memoria.bn.br/


Nas rádios, Tristezas do Jeca também era uma música requisitada.


Correio da Manhã 24 de outubro de 1926, p.3
http://memoria.bn.br/

Ele era considerado O Catullo de Botucatu, em uma alusão ao poeta e compositor Catullo da Paixão Cearense.

Angelino de Oliveira faleceu em São Paulo, em 24 de abril de 1964, três dias após completar 76 anos de idade.

Em sua homenagem, trago várias versões do clássico Tristezas do Jeca, em gravações realizadas entre 1926 e 1960.



TRISTEZAS DO JECA
Toada Paulista de Angelino de Oliveira
Gravada por Patrício Teixeira
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon Record 123.134
Lançado em 1926



TRISTEZAS DO JECA
Toada de Angelino de Oliveira
Gravada por Paraguassú
Acompanhamento de Seu Grupo Verde-Amarelo
Disco Columbia 8.287-B, matriz 3431
Lançado em 1937



TRISTEZAS DO JECA
Beguine de Angelino de Oliveira
Gravada por Poly na Guitarra Havaiana
Acompanhamento de Seus Havaianos
Disco Continental 15.394-A, matriz 10432-1
Lançado em agosto de 1945



TRISTEZAS DO JECA
Toada Sertaneja de Angelino de Oliveira
Gravada por Tonico e Tinoco
Acompanhamento de Mário Zan e Piraci
Disco Continental 15.795-B, matriz 10706-1
Gravado em 21 de abril de 1947 e lançado em julho de 1947



TRISTEZAS DO JECA
Toada Baião Angelino de Oliveira
Gravada por André Penazzi ao Órgão
Acompanhamento de Ritmo
Disco Star 399-B, matriz M-245
Lançado em outubro/novembro de 1952



TRISTEZAS DO JECA
Toada de Angelino de Oliveira
Gravada por Carmélia Alves e Trio Melodia
Acompanhamento de Bittencourt e Seu Conjunto
Disco Continental 16.717-B, matriz C-2930
Gravado em 21 de agosto de 1952 e lançado em março/abril de 1953



TRISTEZAS DO JECA
Baião de Angelino de Oliveira
Gravada por Chiquinho ao Acordeon
Acompanhamento de Conjunto
Disco Todamérica TA-5.301-A, matriz TA-419
Gravado em 03 de março de 1953 e lançado em junho de 1953



TRISTEZAS DO JECA
Toada de Angelino de Oliveira
Gravada por Tonico e Tinoco
Acompanhamento de Conjunto
Disco Continental 17.459-B, matriz 11967
Gravado em 1957 e lançado em julho/agosto de 1957



TRISTEZAS DO JECA
Toada de Angelino de Oliveira
Gravada por Dionísio Bernal
Disco Copacabana 6.165, matriz M-2774
Lançado em 1960














Agradecimento ao Arquivo Nirez










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