quinta-feira, 22 de março de 2018

JOSÉ (GIUSEPPE) RIELLI - 71 ANOS DE SAUDADE

GIUSEPPE RIELLI
Catálogo de discos Odeon para 1915.
Casa Murano, São Paulo.
Arquivo Humberto Franceschi.


Há 71 anos falecia o compositor e instrumentista GIUSEPPE RIELLI, também conhecido por José Rielli.

Nascido em Pisa, Itália, no dia 19 de novembro de 1885, Giuseppe Rielli veio com o pai para o Brasil em 1891, demonstrando, desde pequeno, inclinação artística.

Trabalhando como marceneiro, continuou a estudar piano e harmônica, especializando-se em conserto e afinação de pianos e harmônicas.

Começou a gravar seus primeiros discos pela Odeon Record em 1913, com Coração de Fogo (valsa) e Irresistível (polca), acompanhando-se ao acordeon.

Nos anos 20 passou a assinar José Rielli, abrasileirando seu prenome. Gravou vários discos em 1925, também pela Odeon Record. Em 1927, ingressou no Sexteto Piratininga. Em 1931 apareceu no filme Coisas Nossas e, em 1932, integrava a Orquestra Colbaz, regida pelo maestro Gaó. Nessas dois grupos musicais gravou clássicos como Rapaziada do Brás, valsa de Alberto Marino, e Tico Tico no Fubá, choro de Zequinha de Abreu, entre outros.

Atuou em várias rádios de São Paulo: Educadora Paulista, Cruzeiro do Sul, Cosmos, Record e Difusora.

Em 1941, organizou a Orquestra Típica Rielli, que era dirigida por seu filho, o maestro Emílio Rielli.

Giuseppe (José) Rielli faleceu em São Paulo, em 22 de março de 1947.


Trago algumas de suas primeiras gravações, realizadas na Odeon Record e lançadas em 1913.



PAVILHÃO
Valsa
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.625, matriz SP-37
Lançado em 1913





A ESPANHOLA
Valsa
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.626, matriz SP-38
Lançado em 1913





SEDUTORA
Valsa
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.627, matriz SP-39
Lançado em 1913





SAUDADES DE SÃO PAULO
Valsa
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.628, matriz SP-40
Lançado em 1913





BIRBANTELLA
Polca de Gustavo Gori
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.630, matriz SP-42
Lançado em 1913





A VASSOURINHA
Marcha de Filipe Duarte
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.631, matriz SP-43
Lançado em 1913





FLORES DE CAMPINAS
Mazurca
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.633, matriz SP-45
Lançado em 1913





ÀS MARGENS DO TIETÊ
Mazurca de Giuseppe Rielli
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.634, matriz SP-46
Lançado em 1913





PERDÔO-TE
Schottisch
Gravado por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.636, matriz SP-48
Lançado em 1913





SAUDADES DA LAPA
Mazurca de Giuseppe Rielli
Gravada por Giuseppe Rielli ao acordeon
Disco Odeon Record 120.637, matriz SP-49
Lançado em 1913












Agradecimento ao Arquivo Nirez






















quarta-feira, 21 de março de 2018

ANDRÉ FILHO - 112 ANOS

ANDRÉ FILHO
ims.com.br



Há 112 anos nascia o compositor e cantor ANDRÉ FILHO.

Trago algumas composições de sua autoria em gravações da década de 1920 e 1930.




INGRATIDÃO DE MULHER
Samba de André Filho
Gravado por Artur Costa
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.251-B, matriz 50121-2
Gravado em 15 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930



O MEU AMOR TEM
Samba de André Filho
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento de dois violões
Disco Victor 33.265-A, matriz 50193-2
Gravado em 27 de fevereiro de 1930 e lançado em abril



NÃO QUERO SABER
Samba de André Filho
Gravado por Pilé
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.411-B, matriz 65018-2
Gravado em 12 de novembro de 1930 e lançado em janeiro de 1931



MEU BENINHO FOI-SE EMBORA
Canção de André Filho
Gravada por Jayme Vogeler
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 10.846-A, matriz 4294
Lançado em novembro de 1931



BAMBOLEÔ
Samba Carnavalesco de André Filho
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Disco Victor 33.504-A, matriz 65327-1
Gravado em 10 de dezembro de 1931 e lançado em janeiro de 1932



VOU VIVER SOZINHO
Samba de André Filho
Gravado por Jonjoca
Acompanhamento da Orquestra dos Batutas e Coro
Disco Victor 33.522-B, matriz 65358-2
Gravado em 12 de janeiro de 1932 e lançado em fevereiro



GENTE DANADA
Marcha de André Filho
Gravada por João Petra de Barros
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.976-A, matriz 4588
Gravado em 16 de janeiro de 1933 e lançado em janeiro/fevereiro desse mesmo ano



FOI NUMA NOITE DE LUAR
Samba de André Filho
Gravado por Aurora Miranda
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.116-A, matriz 4790
Gravado em 01 de março de 1934 e lançado em maio



BEIJOS
Marcha de André Filho
Gravada por Sônia Carvalho
Disco Odeon 11.176-A, matriz 4918
Gravado em 21 de setembro de 1934 e lançado em dezembro



O QUE VOCÊ ME FEZ
Samba de André Filho
Gravado por Aurora Miranda e André Filho
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.196-B, matriz 4978
Gravado em 20 de dezembro de 1934 e lançado em fevereiro de 1935










Agradecimento ao Arquivo Nirez












terça-feira, 20 de março de 2018

OUTONO - VALSA POR FRANCISCO ALVES, 1929


O dia de hoje, 20/03, marca o início do outono no Hemisfério Sul. Em nosso país, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, serão percebidas quedas na temperatura.

Trago a valsa de Sobreiro (Orierbos) e Vasco C. Lima, Outono, gravada em 1929 por Francisco Alves na Odeon e relançada em 1930 na Parlophon.


FRANCISCO ALVES, 1933.
O Cruzeiro
http://memoria.bn.br



Segundo o pesquisador Abel Cardoso Junior: “Orierbos é Sobreiro invertido. A letra é do poeta, historiador e jornalista Vasco de Castro Lima (1905), natural de Lavrinhas, SP, próximo a Cruzeiro. A música pertence ao flautista Jaime Sobreiro, de Cruzeiro. A partitura, não localizada, de Bennaton & Porto, foi enviada à Odeon, tendo o maestro Eduardo Souto providenciado a gravação por Francisco Alves. Quando o disco chegou a Cruzeiro, Jaime Sobreiro torceu o nariz, pois queria ‘notas mais altas’ na interpretação!”.

Embora seja a mesma gravação, trago os registros lançados pelas duas gravadoras.



OUTONO
Valsa de Sobreiro (Orierbos) e Vasco C. Lima
Gravada por Francisco Alves
Disco Odeon 10.518-B, matriz 3092
Lançado em dezembro de 1929



OUTONO
Valsa de Sobreiro (Orierbos) e Vasco C. Lima
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento de Conjunto
Disco Parlophon 13.075-B, matriz 3092
Gravado em 1929 e lançado em janeiro de 1930



Outono, as folhas tristes vão caindo
num cansaço de abandono
E o céu sorri numa expressão de frouxidão
Vai por toda a parte um grito de perdão
E toda a natureza anda sorrindo
num sorriso de tristeza
Em todos vibra a rósea dor
de algum amor
Pois o outono vem
dentro de nós também.

Langor, fim de estação!
És doce em teu falar
e eu fico a te escutar
De repente um soluço te trai, flor
e estrangula-te a voz que se esvai, ai
E os beijos que te dou, mulher
vão como as folhas morrer.









Agradecimento ao Arquivo Nirez











segunda-feira, 19 de março de 2018

CAPELA DE SÃO JOSÉ - VALSA POR FRANCISCO ALVES, 1942

SÃO JOSÉ
http://www.diocesedeosasco.com.br



Hoje, dia 19 de março, é dia de São José, padroeiro do estado do Ceará.

Em uma entrevista à repórter Heloisa Vasconcelos, do jornal O Povo, de Fortaleza, o padre Gilson Soares, titular da paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Manuel Sátiro, explicou que a escolha de São José para padroeiro do Ceará vem ainda do tempo em que a primeira capital do estado era Aquiraz, que tem o mesmo santo como protetor.

Uma das primeiras embarcações que chegaram ao Ceará, via Aquiraz, trazia uma imagem de São José do Ribamar, definido o santo como padroeiro de Aquiraz e, depois, do estado do Ceará. Ele ainda explica que São José do Ribamar era o nome da primeira vila oficialmente instalada no Ceará, no arraial do Iguape, onde hoje fica a cidade de Aquiraz.

Ao ler a matéria, lembrei-me logo de uma valsa gravada por Francisco Alves em 1942, intitulada Capela de São José. Da autoria de Marino Pinto e Herivelto Martins, não faz referências à cidade de Fortaleza, mas à devoção a São José.





CAPELA DE SÃO JOSÉ

Valsa de Marino Pinto e Herivelto Martins 
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Fon Fon
Disco Odeon 12.162-A, matriz 6948
Gravado em 28 de abril de 1942 e lançado em junho












Agradecimento ao Arquivo Nirez




























domingo, 11 de março de 2018

PEPA DELGADO - 73 ANOS DE SAUDADE

PEPA DELGADO, 1918.
http://memoria.bn.br


Há 73 anos falecia a atriz e cantora PEPA DELGADO.

Maria Pepa Delgado nasceu em 21 de julho de 1887, em Piracicaba (SP). Era filha de Ana Alves, natural de Sorocaba (SP) e Lourenço Delgado (espanhol). Lourenço era toureiro na Espanha e, ao morar no Brasil, continuou com sua atividade, destacando-se nas décadas de 1970, 1880 e início da década de 1890.

Pepa Delgado iniciou sua carreira de atriz em 1900, na Companhia Dias Braga, fazendo pequenos papéis em dramas e comédias. Em 1904, estreou em um gênero que a consagraria, a revista, com a peça Cá e Lá, chegando a substituir uma das estrelas, Aurélia Delorme. Com o passar dos anos foi firmando seu nome como atriz, em especial no teatro musicado.

Também em 1904 começou a gravar discos pela Casa Edison, até 1906, em discos Odeon Record. Em 1910, fez várias gravações pela Columbia Record.

Em 1911 iniciou suas atividades na Companhia do Theatro São José, da Empresa Paschoal Segreto, mesmo ano da fundação da mesma. Já em 1912 atingia sua consagração como atriz através da opereta A Gatinha Branca. No São José chegou ao patamar de estrela, atuando ao lado de Júlia Martins, Cecília Porto, Laura Godinho, Cinira Polonio, Alfredo Silva, João de Deus e o iniciante Vicente Celestino. Através dessa companhia ela participaria de peças memoráveis, como Forrobodó, Dengo, Dengo, A Sertaneja, no qual foi a protagonista, Dança de Velho, Morro da Favela, entre outras.

No final dos anos 10 chegou a criar sua própria companhia, a Companhia Pepa Delgado, que obteve sucesso com várias peças apresentadas.

Pepa Delgado uniu-se ao militar Almerindo Moraes, que também era tesoureiro do clube Democráticos. Em 1924 ela fica grávida e abandona a carreira. Seu único filho, Heitor, nasceu em 1925. Em 1936, ela e Almerindo oficializam a união.

Apesar de voltada para o lar e a família nas últimas décadas de sua vida, Pepa Delgado não se esquecia dos amigos e procurava ajudar os artistas iniciantes. Ela faleceria em 11 de março de 1945, meses antes de completar 58 anos, vitima de hepatite.



Trago duas de suas gravações, O Abacate, da revista Cá e Lá, e A Cozinheira.


O ABACATE
Cançoneta de Chiquinha Gonzaga, Tito Martins e Gouveia.
Gravado por Pepa Delgado
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 10.059, matriz R-379
Lançado em 1904
Da Revista “Cá e Lá”



A COZINHEIRA
Cançoneta
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia Record B-31, matriz 11.626
Lançado em 1912







domingo, 4 de março de 2018

ADEUS À TÔNIA CARRERO

TÔNIA CARRERO
oglobo.globo.com


É com tristeza que informamos o falecimento da atriz TÔNIA CARRERO.

Tônia Carrero faleceu no sábado (03 de março), por volta das 22h15, após sofrer uma parada cardíaca. Ela estava internada na clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

Sua neta, a atriz Luisa Thiré, informou que ela havia dado entrada no hospital para realizar um procedimento cirúrgico simples, para tratar uma úlcera.

Desde 1999, Tônia Carrero sofria de hidrocefalia oculta (que consiste no acúmulo de líquido no cérebro), provocando pressão interna. Ela já havia passado por dois procedimentos cirúrgicos visando uma melhor qualidade de vida. Sua última aparição pública foi em 2011, ao prestigiar um espetáculo de seu filho, o ator Cecil Thiré.

Maria Antonietta Portocarrero Thedim nasceu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1922. Como Tônia Carrero foi uma das mais belas e talentosas atrizes de nosso teatro, cinema e televisão.

Casou-se aos 17 anos, com o diretor de cinema Carlos Arthur Thiré, pai de Cecil. Formada em Educação Física em 1941, ela chegou a dar aulas no Vasco. Aos 25 anos estreou no cinema em Querida Suzana, de Alberto Pieralise, ao lado de Nicette Bruno e Anselmo Duarte. Ainda brilhou em filmes como Tico Tico no Fubá e Apassionata, ambos de 1952.

Estreou no teatro em 1949, na peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, pelo Teatro Brasileiro de Comédias (TBC), ao lado do amigo Paulo Autran. Ainda atuaria em Otelo (1956), de Shakespeare, destacando-se por interpretar a prostituta Neusa Sueli em Navalha na Carne, de Plínio Marcos, em 1968.

Um de seus grandes sucessos na televisão foi vivendo a milionária Cristina Melo de Guimarães Cerdeira em Pigmalião 70, pela Rede Globo em 1970. Seu corte de cabelo conquistou as ruas, ganhando o apelido de Pigmalião. Outro sucesso marcante foi o personagem Stella Simpson, socielite excêntrica e liberada de Água Viva, de 1980, também exibida pela Rede Globo, em que ela recebeu o prêmio de melhor atriz de televisão da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Em 2004 ela faria suas últimas aparições na televisão, pela Rede Globo, na novela Senhora do Destino, como Madame Berthe Legrand e na minissérie Um Só Coração, onde interpretava ela mesma, uma produção realizada para as comemorações dos 450 anos de São Paulo.

Tônia Carrero, além da saudade, deixa uma vasta e importante obra, sendo representante de uma época especial de nosso teatro e artes.


Pigmalião 70




Já homenageamos Tônia Carrero em outras ocasiões em nosso Blog:
Tônia Carrero 90 anos - http://bit.ly/2vo4X9p
Tônia Carrero 91 anos - http://bit.ly/2CWsLFm
Tônia Carrero 92 anos - http://bit.ly/2oJn21a
Tônia Carrero 93 anos - http://bit.ly/2wnaj9B
Tônia Carrero 94 anos - http://bit.ly/2FROqBG
Tônia Carrero 95 anos - http://bit.ly/2I4xXuG
Filme Tico Tico no Fubá - http://bit.ly/2wnK8Qc




Com Paulo Autran



Com Anselmo Duarte em Tico Tico no Fubá, 1952.




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