Faleceu hoje a tarde, dia 10 de fevereiro, aos 93 anos, a atriz e cantora VIRGÍNIA LANE, A Vedete do Brasil. Ela estava internada desde o dia 02 de fevereiro, tendo seu estado de saúde piorado no último dia 06. Virgínia estava internada no Hospital São Camilo, em Volta Redonda (RJ), cidade onde residia.
Nascida em 28 de fevereiro de 1920, no Rio de Janeiro, Virgínia Lane iniciou carreira ainda nos anos 30. Durante a década de 1940 se destacou no rádio, Cassino da Urca e no teatro de revista. Nos anos 50, era uma das mais famosas (senão a mais famosa) vedetes de nosso teatro musicado.
Atuou em filmes como Anjo do Lodo, filme de 1949, protagonizou o primeiro nu do cinema brasileiro, mas, devido à censura, a cena foi exibida com a silhueta nua da atriz projetada na parede e close em suas pernas.
Gravou algumas músicas, como o sucesso Sassaricando, até hoje cantado.
Virgínia Lane também foi a primeira apresentadora infantil da televisão brasileira, ainda na década de 1950.
Seu romance com o presidente Getúlio Vargas ficou notório.
Ainda aos 90 anos, Virgínia Lane conservava a beleza e carisma que a marcaram, fora suas belas pernas.
ARY BARROSO E CARMEN MIRANDA Arquivo Marcelo Bonavides
Além de amigos e de trabalharem juntos em várias ocasiões, Carmen Miranda e Ary Barroso dividem algo mais, o dia 09 de fevereiro. Nesse dia, em 1909, ela nascia em Portugal; também nesse dia, em 1964, o célebre compositor mineiro falecia no Rio de Janeiro.
Marcando os 105 anos do nascimento de Carmen Miranda e os 50 anos de falecimento de Ary Barroso, trago as três primeiras músicas da autoria do compositor gravada por ela, O Nêgo no Samba, Deixa Disso e Sou da Pontinha.
O Nêgo no Samba
Samba de Ary Barroso, Marques Porto e Luís Peixoto
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.285-B, matriz 50144-2
Gravado em 14 de dezembro de 1929 e lançado em maio de 1930.
A revista Excelsior, nº 30, de julho de 1930, registrou a seguinte crítica, referente à essa gravação e ao lado A (que trazia duas cançonetas cantadas por Carmen): "N. 33.285 - Três números alegres porque tem música saltitante e... Carmen Miranda, que é tudo. Uma chapa e tanto!".
Samba de nêgo quebra os quadris
Samba de Nêgo tem parati
Samba de Nêgo, oi, oi, sempre na ponta
Samba de Nêgo, meu bem, me deixa tonta
No samba branco se escangaia
No samba nêgo bom se espaia
No samba branco não tem jeito, meu bem
No samba nêgo nasce feito
Deixa Disso
Samba de Ary Barroso
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Victor 33.398-A, matriz 65059-2
Gravado em 13 de dezembro de 1930 e lançado em janeiro de 1931.
Sylvio Caldas participa cantando o verso "Pra me agradar".
Sou prisioneira
sou escrava de meu grande amor
Deixa disso
Deixa disso
Tens a mania de fazer
pouco de minha dor
Deixa disso
Deixa disso
Eu vou te abandonar
Estou cansada de sofrer pra te agradar
(Pra me agradar)
Eu já não posso
perder tempo com quem não me quer
Deixa disso
Deixa disso
Hei de fazer todo o possível
para me esquecer
Deixa disso
Deixa disso
Eu vou te abandonar
Estou cansada de sofrer pra te agradar
(Pra me agradar)
Segundo o pesquisador Abel Cardoso Júnior, em seu livro Carmen Miranda - A Cantora do Brasil (Edição particular, 1978), a revista Phono-Arte publicou a seguinte crítica sobre a música: "O samba que se ouve neste disco (que é um misto de samba de rua e marcha) é, na nossa opinião, das melhores coisas que Ary Barroso fez para o carnaval deste ano. Foi um dos sucessos da revista carnavalesca do Theatro Recreio. A música possui melodia simples e agradável, o ritmo é típico e carnavalesco e o coro em resposta de franco agrado popular. Carmen Miranda atua com a eficiência de sempre, conquanto tenhamos notado uma orquestração um tanto compacta para o gênero e uma marcação por vezes pesada, apesar da orquestra e coro se apresentar com o bom ensaio de sempre". (Revista Phono-Arte, nº 50, 28 de fevereiro de 1931, p.08).
Essa marcha foi cantada na revista Deixa Essa Mulher Chorar!..., por Aracy Côrtes, em 1931.
Sou da Pontinha
Marcha de Ary Barroso
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Victor 33.398-B, matriz 65063-2
Gravado em 13 de dezembro de 1930 e lançado em janeiro de 1931.
Meu bem, eu dei
não sei em quem
um beijinho que me fez muito mal
numa noite de carnaval
Eu já não posso mais sair sozinha
Mamãe me disse que eu não saísse
E todos dizem que eu sou da pontinha
na rua andando me requebrando
Um dia desses eu fui perseguida
por um rapaz, gostei de mais
Não sei por quê chamou-me "querida"
Fiquei dengosa, muito nervosa!
Novamente Abel Cardoso Junior nos apresenta a crítica da revista Phono-Arte: "A marcha do complemento, saltitante e bem ritmada, pode ser considerada boa e está excelentemente cantada por Carmen Miranda, que se vê acompanhada por orquestra e coro". (Revista Phono-Arte, nº 50, 28 de fevereiro de 1931, p.08).
Faleceu hoje, dia
03 de fevereiro de 2014, em Los Angeles (EUA), a atriz e cantora ROSINA PAGÃ. Ela estava com 94 anos.
Segundo seu amigo o escritor, jornalista e presidente da Federação das Academias de
Letras e Artes de Estado de São Paulo, Thiago de Menezes, ela faleceu após uma
longa enfermidade.
Rosina começou
carreira em 1934 ao lado de sua irmã Elvira, formando a dupla Irmãs Pagãs. No início dos anos
40, desfeita a dupla, Rosina seguiu carreira solo, levando seu talento pelo
Brasil e exterior.
Nascida em Itararé (SP), em 10 de julho de 1919, Rosina Pagã era a última grande cantora da MPB da década de 1930 ainda viva.
Em janeiro,
passado, estreou o documentárioRosina
Pagã-A história de uma cantora do Rádio, dirigido por Dimas Oliveira Júnior,
homenageando à cantora.
Faleceu
na madrugada de hoje, dia 01 de fevereiro de 2014, o ator MAXIMILIAN SCHELL,
ganhador, em 1962, do Oscar de Melhor Ator por sua atuação em O Julgamento de
Nuremberg (Judgment at Nuremberg), dirigido por Stanley Kramer em 1961. Ele foi
o primeiro artista de língua alemã a ganhar o Oscar após a Segunda Guerra
Mundial.
Em
18 de janeiro, último, o ator passou mal em Kitzubuhel, oeste da Áustria. Na
ocasião, ele estava participando de uma filmagem para o canal alemão ZDF,
segundo informou a agência austríaca APA.
Terça-feira
passada, dia 28, ele havia deixado o Hospital.
Sua
agente, Patricia Baumbauer, declarou que ele faleceu “em consequência de uma
doença grave e repentina”.
Ele
estava com 83 anos.
Nascido
em Viena (Áustria) em 08 de dezembro de 1930, Maximilian Schell era filho de um
dramaturgo suíço e de uma atriz austríaca. Tanto ele como seus irmãos também
seguiram carreira artística.
Após
a Áustria ser anexada pelos nazistas, em 1938, a família se refugiou na Suiça.
Aopós a Segunga Guerra Mundial, ele retornou Áustria.
Estudando
arte dramática em Zurique, só estreou no cinema em 1955, participando de
pequenos papéis em dois filmes alemães.
Em
Hollywood, estreou em Os Deuses Vencidos (The Young Lions), dirigido por Edward Dmytrykem 1958.
Em
O Julgamento de Nuremberg, ele interpretava o advogado Hans Rolfe, advogado de
defesa dos oficiais nazistas. Coube à Joan Crawford lhe entregar o Oscar de Melhor Ator:
Maximilian
ainda seria indicado mais duas vezes ao Oscar, após 1961: como melhor ator por
The Man in the Glass Booth, de 1975; e como melhor ator coadjuvante por Julia,
de 1977.
Fiel
aos palcos, ele atuou nos últimos anos nos palcos de Nova York, apresentando em
2000 uma versão de O Julgamento de Nuremberg; e em Londres, participando em
2006 da peça Resurrection Blues, de Arthur Miller, dirigida pelo cineasta
americano Robert Altman.
Na
direção, Maximilian Schell estreou em 1970, com o filme O Primeiro Amor.
Em
1984 dirigiu o documentário Marlene, onde contava a vida e carreira da atriz
alemã, naturalizada americana, Marlene Dietrich. Foi talvez a última
participação de Marlene em filme, mesmo que só apareça a voz da atriz, que
vivia reclusa em Paris, tendo falecido em 1992, aos 90 anos. Por esse
documentário, ele recebeu vários prêmios. Ambos participaram do filme O
Julgamento de Nuremberg, de 1961.
Maximilian
Schell era padrinho da atriz Angelina Jolie.
Robert Marchand, 102 anos. REUTERS/Denis Balibouse
Robert
Marchand é um francês de 102 anos e está em plena atividade física.
Mais
ainda, ele bateu o Recorde da Hora de ciclismo pra centenários, quando
percorreu 26,927 km em 60 minutos, em Paris.
Marchand
bateu sua própria marca na categoria, estabelecida na Suíça há dois anos.
Na
ocasião, ele pedalou 24,251 km. O feito levou a União Ciclística Internacional
(UCI) a criar a disputa para maiores de 100 anos de idade que, por falta de
competidores, até então inexistia.
Mesmo
exausto após a prova, ele se submeteu a um exame antidoping para a oficialização
da marca, mas não se preocupou, pois afirmou que se alimentou apenas de mel
antes da prova.
Robert
Marchand nasceu em 1911, na pequena cidade de Amiens, três anos antes da
Primeira Guerra Mundial, um ano antes do Titanic afundar, um ano antes da morte
do Barão do Rio Branco e um ano antes de Chiquinha Gonzaga musicar a burleta
Forrobodó.
Ele
tem 1,50m de altura e realizou a prova em Paris, no velódromo de Saint-Quentin-em-Yvelines.
Antes
de ser ciclista, Marchand era bombeiro em Paris e seguia uma dieta baseada em
frutas e verduras. Em 2012, ele já havia batido o recorde de velocidade para
centenários em 100 km, realisando a prova em 4 horas, 17 minutos e 27 segundos.