Translate

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

EFEMÉRIDES DE 22 DE JANEIRO: ZEQUINHA DE ABREU, MAURO DE ALMEIDA, ALICE RIBEIRO, MAYSA E LÍDIA MATTOS


A data de hoje, 22 de janeiro, marca o nascimento ou falecimento dos seguintes artistas: ZEQUINHA DE ABREU, MAURO DE ALMEIDA, ALICE RIBEIRO, MAYSA e LÍDIA MATTOS.




ZEQUINHA DE ABREU
(1880 – 1935)


ZEQUINHA DE ABREU
Arquivo Nirez


José Gomes de Abreu nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP), em 19 de setembro de 1880. Era filho do farmacêutico José Alacrino de Abreu. Casou-se com a professora Durvalina Brasil em 1899. Mesmo exercendo suas atividades como compositor, conseguiu um emprego como escrevente da coletoria, tornando-se, em 1909, secretário da câmara municipal.

Em um baile datado de 1917, em Santa Rita do Passa Quatro, apresentou um chorinho inacabado e ainda sem nome, que seria uma das músicas mais gravadas pelo mundo. Segundo o Dicionário Ricardo Cravo Albin da Música Popular Brasileira, diziam que, ao final da interpretação do número, Zequinha de Abreu teria dito aos músicos, impressionado com os casais que pulavam freneticamente: “Até parece tico-tico no farelo!”. Daí surgiria o título definitivo, Tico-Tico no Fubá. Seria gravado em 1931 pela Orquestra Colbaz na Columbia. No começo dos anos 40, Aracy Côrtes lançaria no teatro de revista uma versão cantada. Ademilde Fonseca também lançou, porém em disco, uma versão cantada, igualmente como a dupla Alvarenga e Ranchinho, mas com letras diferentes. Nos EUA, Carmen Miranda divulgaria para o mundo o choro Tico-Tico no Fubá, primeiro gravando em discos em 1945, e depois em 1947, via Hollywood, cantando no filme Copacabana.

Zequinha de Abreu lançou vários sucessos, entre eles a valsa Branca, que seria dedicada à filha do chefe da estação ferroviária de Santa Rita do Passa Quatro, Branca Barreto.

Sua vida foi retratada no filme Tico-Tico no Fubá, de 1952, dirigido por Fernando de Barros e Adolfo Celi, pela Vera Cruz, tendo Anselmo Duarte o interpretando e também estrelado por Tônia Carrero.

Zequinha de Abreu faleceu em São Paulo, vitimado por um ataque cardíaco, em 22 de janeiro de 1935, aos 54 anos de idade.



IDÍLIO SUAVE
Valsa de Zequinha de Abreu
Gravada pela Orquestra Pan-American do Cassino Copacabana
Disco Odeon Record 123.102
Lançado em 1926



BRANCA
Valsa de Zequinha de Abreu
Gravada pela Orquestra Colbaz
Disco Columbia 22.029-B, matriz 381027-2
Lançado em 1931



TICO TICO NO FUBÁ
Choro de Zequinha de Abreu
Gravado pela Orquestra Colbaz
Disco Columbia 22.029-B, matriz 381028-1
Lançado em 1931



SOLUÇAR DE UM CORAÇÃO
Valsa de Zequinha de Abreu e Satulan
Gravada por Gastão Formenti
Acompanhamento de Piano, Violino e Violão
Disco Parlophon 12.981-A, matriz 2691
Gravado em junho de 1929 e lançado em julho



NOSSA PADROEIRA
Valsa de Zequinha de Abreu e Arlindo Marques Júnior
Gravada por Zezé Lara
Acompanhamento da Orquestra Colbaz
Disco Columbia 22.059-B, matriz 381069
Lançado em outubro de 1931



TICO TICO NO FUBÁ
Choro de Zequinha de Abreu e Alberico Barreiros
Gravado por Ademilde Fonseca
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Conjunto
Disco Columbia 55.368-A, matriz 542-1
Gravado em 10 de agosto de 1942 e lançado em setembro





MAURO DE ALMEIDA
(1882 – 1956)


João Mauro de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1882. Era teatrólogo, jornalista e letrista.

Ficou famoso por ser o parceiro oficial de Donga (Ernesto dos Santos) no célebre samba Pelo Telephone, que Bahiano gravou em 1916, sendo sucesso no Carnaval de 1917. No teatro, a música foi lançada pela atriz Júlia Martins.

Autor de diversas peças teatrais, foi um dos sócios fundadores da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais) em 1917, ao lado de Chiquinha Gonzaga.

Mantinha uma coluna no jornal A Rua, onde assinava como “Peru dos pés frios”.

Mauro de Almeida faleceu no Rio de Janeiro em 19 de julho de 1956, aos 74 anos de idade.


PELO TELEPHONE
Samba de Ernesto dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Odeon Record 121.322
Gravado e lançado em 1917





ALICE RIBEIRO
(1917 – 1988)


ALICE RIBEIRO
Arquivo Nirez


A cantora lírica Alice Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1917.

Estudou canto com Stella Guerra Duval e com Murillo de Carvalho.

Em 1936, ela venceria o Concurso nacional de Canto Carlos Gomes. Em 1944 gravou Azulão, de Jayme Ovale e Modinha, de Jayme Ovale e Manuel Bandeira, sendo acompanhada ao piano por Francisco Mignone.

Alice Ribeiro faleceu no Rio de Janeiro em 20 de junho de 1988, aos 71 anos de idade.


AZULÃO
De Jayme Ovale
Gravada por Alice Ribeiro
Acompanhamento de Francisco Mignone ao Piano
Disco Continental 20.101-A, matriz 711-2
Gravado e lançado em 1944



MODINHA
De Jayme Ovale e Manuel Bandeira
Gravada por Alice Ribeiro
Acompanhamento de Francisco Mignone ao Piano
Disco Continental 20.101-A, matriz 711-2
Gravado e lançado em 1944





MAYSA
(1936 – 1977)


MAYSA
https://www.meionorte.com/


A Cantora e compositora Maysa Figueira Monjardim Matarazzo, mais conhecida como Maysa (ou Maysa Matarazzo) nasceu em São Paulo em 06 de junho de 1936.

Iniciou sua carreira artística na segunda metade da década de 1950, sendo considerada uma de nossas grandes intérpretes desse período, destacando-se também como compositora.

Teve sucessos de sua autoria lançados por sua própria interpretação, como Ouça e Meu Mundo Caiu.

Maysa faleceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1977, aos 41 anos de idade.



OUÇA
Samba Canção de Maysa Matarazzo

Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento da Orquestra RGE, sob a direção de Rafael Puglielli
Disco RGE RGE 10.047-A, matriz RGO-220
Lançado em maio de 1957



SEGREDO
Samba Canção de Fernando César
Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento da Orquestra RGE, sob a direção de Rafael Puglielli
Disco RGE RGE 10.047-B, matriz RGO-221
Lançado em maio de 1957



ESCUTA NOEL
Samba Canção de Maysa Matarazzo
Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento da Orquestra RGE, sob a direção de Rafael Puglielli
Disco RGE RGE 10.057-A, matriz RGO-289
Lançado em agosto de 1957



SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
Samba Canção de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes
Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento de Conjunto
Disco RGE RGE 10.074-A, matriz RGO-295
Lançado em dezembro de 1957



MEU MUNDO CAIU
Samba Canção de Maysa Matarazzo (Nossa Terra)
Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento de Henrique Simonetti e Orquestra RGE
Disco RGE RGE 10.083-A, matriz RGO-484
Lançado em março de 1958



FRANQUEZA
Samba de Denis Brean e Osvaldo Guilherme
Gravado por Maysa Matarazzo
Acompanhamento da Orquestra RGE, sob a direção de Henrique Simonetti
Disco RGE RGE 10.097-B, matriz RGO-297
Lançado em maio de 1958




LÍDIA MATTOS
(1924 – 2013)


LÍDIA MATTOS
https://veja.abril.com.br/


A atriz Lídia Mattos nasceu no Rio de Janeiro em 10 de outubro de 1924.

Ela iniciou sua carreira ainda muito jovem no rádio, atuando no programa infantil Quartos de Horas Infantis, apresentado por Beatriz Roquette Pinto, ou Tia Beatriz (filha de Roquette Pinto), na Rádio Sociedade. Cantando e atuando como rádio atriz, trabalhou nas rádios Cruzeiro do Sul e Nacional. Na Rádio Mayrink Veiga conheceu o ator, apresentador e compositor, Urbano Lóes, com quem se casou.

Iniciou sua carreira no cinema em 1939 no filme Aves Sem Ninho, de Raul Roulien. Em 1940, ao lado de Carmen Santos, atuou em Argila, dirigido por Carmen Santos. Ainda faria dezenas de filmes ao longo das próximas décadas.


Lídia Mattos em Aves Sem Ninho, 1939


Embora com uma bela e respeitada carreira no Rádio, Lídia Mattos ficou muito conhecida do grande público pelas várias novelas que fez, como Selva de Pedra (Vivi – 1972), O Bem Amado (Dona Virgínia - 1973), Plumas e Paetês (Zenaide – 1980), Brilhante (Nilza – 1981), Champagne (Carlota – 1983), A Próxima Vítima (Diva – 1995), entre outras.

Na Tv Tupi, apresentou a gincana Teletestes Lutz Ferrando, em 1953.

Na década de 1940, estudou canto com o maestro Heitor Villa-Lobos.

Em homenagem à cantora Carmen Miranda, que visitava o Brasil em 1954/1955, Lídia Mattos gravou o samba Carmen Miranda, da autoria de seu esposo Urbano Lóes, ainda em 1954 pelo selo Repertório. O outro lado do disco trazia o samba Meu Moreno, de José Utrini e Benedito Santos. Ela ainda comporia ao lado de Urbano Lóes o samba Teoria da Simpatia, que seria gravado por Carlos José na Continental, sendo lançado em abril de 1961.

Lídia Mattos faleceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 2013, aos 88 anos de idade. Deixou quatro filhos, entre eles, a atriz e cineasta Dilma Lóes; sete netos, entre os quais, a atriz Vanessa Lóes (esposa do também ator Thiago Lacerda), e mais três bisnetos.


CARMEN MIRANDA
Samba de Urbano Lóes
Gravado por Lídia Mattos
Acompanhamento do Regional Repertório
Disco Repertório 9.006-A
Lançado em 1955



MEU MORENO
Samba de José Utrini e Benedito Santos
Gravado por Lídia Mattos
Acompanhamento do Regional Repertório
Disco Repertório 9.006-B
Lançado em 1955



TEORIA DA SIMPATIA
Samba de Urbano Lóes e Lídia Mattos Lóes
Gravado por Carlos José
Acompanhamento de Orquestra
Disco Continental 17.892-B, matriz C-4410
Lançado em abril de 1961














Agradecimento ao Arquivo Nirez










Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...