quinta-feira, 2 de abril de 2020

ERNESTO DE SOUZA - FARMACÊUTICO E COMPOSITOR

ERNESTO DE SOUZA
https://bdlb.bn.gov.br/



Hoje, vamos relembrar o farmacêutico e compositor ERNESTO DE SOUSA.

Ernesto Fernandes de Souza nasceu no Rio de Janeiro, na Rua Buenos Aires, em 1864.

Foi compositor, teatrólogo, farmacêutico e instrumentista.




Posteriormente, morou no bairro carioca de Andaraí. Em sua casa havia um galpão onde ele apresentava teatro com artistas amadores do bairro, representando revistas, comédias e operetas.

Era pai do músico Gastão Penalva.


Farmacêutico com pendores artísticos

Ernesto de Souza fez fortuna como industrial farmacêutico. Entre seus produtos de sucesso estavam os populares Trinoz e Rhum Creosotado. Este último, até hoje lembrado por sua marcante campanha publicitária, com vários versos ao longo das décadas, que era veiculada nas rádios e em bondes, mesmo depois de sua morte. Os versos mais famosos foram:

“Veja ilustre passageiro
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem a seu lado
E, no entanto, acredite
Quase morreu de bronquite
Salvou-o o Rhum Creosotado”




O Malho, 1902
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O Malho, 1903
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Fon Fon, 1909
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O Malho, 1920
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Vida Doméstica, 1927
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Também era grande proprietário de terras no Rio de Janeiro, tendo propriedades desde a Rua Uruguai, na Tijuca, até o trecho que se tornaria depois o bairro do Grajaú.


Colaboração em periódicos

Em várias revistas como O Malho, Ernesto de Souza colaborou escrevendo reclames comerciais em forma de versos e também poemas, que seriam depois reunidos no livro Galhardetes. Ainda colaborou com o jornal A Noite.

Em 1902, escreveu e dirigiu a revista A Cançoneta.


A Cançoneta, 1902
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Carreira musical

Ernesto de Souza se iniciou na carreira artista ainda jovem, quando fazia espetáculos em sua casa, no bairro Andaraí, criando um teatro campestre no local.

Entre as representações que ficaram famosas nessa época, destacam-se a cançoneta Quem Inventou a Mulata?, da pela junina São João na Roça. 

Ainda no século XIX, Ernesto de Souza fundou, ao lado de Moreira Sampaio, o Clube Bogary, onde criou uma orquestra de amadores com vinte e cinco componentes, intitulada Estudantina Carioca, que apresentou vários concertos.

Sua casa era frequentada por amigos como Arthur Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Catullo da Paixão Cearense, Sátiro Bilhar, entre outros artistas. Ainda participavam dessas reuniões os atores Figueiredo e Brandão.

Outras músicas de sucesso da autoria de Ernesto de Souza são: Mulata da Bahia, Me Compra Yoyô?, e a muito popular Angu do Barão.

A partir de 1902, as composições de Ernesto de Souza começaram a ser gravadas por artistas de renome, como Bahiano, Senhorita Odette, João Barros, entre outros.


Fon Fon, 1909
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Fon Fon, 1909
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Fon Fon, 1909
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Anos após sua morte, o cantor, radialista e pesquisador Almirante o homenageou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, no programa História das Orquestras do Rio, que Almirante apresentava. Almirante ainda afirmava que Ernesto de Souza deixou mais de cinquenta composições, em especial cançonetas.

Ele escreveu o primeiro hino da República, porém, não foi aproveitado.

Ernesto de Souza faleceu no Rio de Janeiro em 01 de abril de 1928.
Ainda em vida, ele seria homenageado dando nome a uma rua no bairro do Andaraí.




Músicas de Ernesto de Souza



A MULATA DA BAHIA
Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Bahiano
Acompanhamento de Piano
Disco Zon – O – Phone X – 617
Lançado em 1903



ME COMPRA YOYÔ
Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Senhorita Odette
Acompanhamento de Piano
Disco Zon – O – Phone X – 622
Lançado em 1903




EN AVANT

Selo de En Avant
Arquivo Nirez

Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Senhorita Odette
Acompanhamento de Piano
Disco Zon – O – Phone X-625

Gravado em 1903



REGENTE DE ORQUESTRA
Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Bahiano
Acompanhamento de Piano
Disco Zon – O – Phone X-649

Lançado em 1903



O ANGU DO BARÃO

Selo de O Angu do Barão
Arquivo Nirez

Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Bahiano
Acompanhamento de Piano
Disco Zon – O – Phone X – 670, matriz X670
Lançado em 1903



QUE CALOR

Selo de Que Calor
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Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 10.004, matriz R – 74
Lançado em 1904
Obs. Apresentada como Cançoneta, o ritmo é de Valsa.



RODA YAYÁ

Selo de Roda Yayá
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Dueto de Chiquinha Gonzaga e Ernesto de Souza
Gravado por Os Geraldos (Nina Teixeira e Geraldo Magalhães)
Disco Odeon Record 40.496
Lançado em 1905



O QUINDIM DA MODA

Selo de O Quindim da Moda
Arquivo Nirez

Cançoneta de Ernesto de Souza.
Gravado por Pepa Delgado
Acompanhamento de piano
Disco Odeon 40.487
Lançado em 1906
Obs. Sobre a melodia de O Angu do Barão.



O ANGU DO BARÃO

Selo de O Angu do Barão
https://discografiabrasileira.com.br/

Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por João Barros
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor Record 98.779, matriz 98779
Gravado em 01 de novembro de 1907 e lançado em 1907



NOIVO EM CÓCEGAS

Selo de Noivo em Cócegas
https://discografiabrasileira.com.br/

Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Os Geraldos
Disco Odeon Record 108.340
Acompanhamento de Piano
Lançado em 1909
Obs. No selo do disco vem Os Geraldos (Nina Teixeira e Geraldo Magalhães), mas é Geraldo Magalhães quem canta.



SÃO JOÃO NA ROÇA

Selo de São João na Roça
https://discografiabrasileira.com.br/

Cançoneta de Ernesto dos Santos
Gravada por Campos
Acompanhamento de Violão
Disco Columbia Record B-298, matriz 12128
Lançado em 1912



A MANHÃ NA ROÇA

Selo de Manhã na Roça
https://discografiabrasileira.com.br/

Canção de Ernesto de Souza
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 108.738, matriz XR-1402
Lançado em 1913



A REFORMA

Selo de A Reforma
https://discografiabrasileira.com.br/

Cançoneta de Ernesto de Souza
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 120.038, matriz XR-1572
Lançado em 1913



EFEITO DO MAXIXE

Selo de Efeito do Maxixe
https://discografiabrasileira.com.br/

Cançoneta Cômica de Ernesto de Souza e Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Bahiano
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 121.828
Lançado em 1920
















Agradecimento ao Arquivo Nirez










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