domingo, 21 de julho de 2019

PEPA DELGADO - 133 ANOS


PEPA DELGADO
"A ti, querido pae meu amigo. 
Tua filha,
Pepa Delgado
Rio 23 - 10 - 1913"
Arquivo Marcelo Bonavides



Há 133 anos nascia a atriz e cantora PEPA DELGADO.

Pepa Delgado nasceu em Piracicaba (SP) em 21 de julho de 1886. Era filha da sorocabana Ana Alves e do espanhol Lourenço Delgado.

Seu pai era toureiro na Espanha e continuou suas atividades artísticas com touros no Brasil, apresentando-se em São Paulo, no interior paulista e pelo sul do país. Teve algum sucesso nessa carreira, como os jornais mostram.

Pepa Delgado surgiu como atriz fazendo pequenos papeis em peças da Companhia Dias Braga, no Rio de Janeiro, no primeiro semestre do ano de 1900. Ainda nesse ano, em julho, estava com a companhia excursionando pelo Nordeste e Norte do país, com um variado repertório de peças.


PEPA DELGADO
Arquivo Marcelo Bonavides


Sua grande oportunidade veio em 1904, e ela soube bem aproveitar. Com alguns papeis de destaque na peça Cá e Lá, de Tito Martins e Bandeira de Gouvea, ela foi chamada a substituir uma das principais atrizes da peça, a famosa Aurélia Delorme, interpretando onze personagens.

Sua atuação foi bem recebida pela imprensa e pelo público, aumentando sua popularidade. Nesse mesmo ano, ela gravaria seus primeiros discos pela Casa Edison, registrando o repertório de Cá e Lá e da outra revista em que atuou com sucesso, Avança!, de Álvaro Peres e Álvaro Colás. Nesse ano, gravaria alguns sucessos como O Maxixe Aristocrático (de José Nunes), ao lado do ator Alfredo Silva, e O Abacate (de Chiquinha Gonzaga).


Selo de O Abacate, de Chiquinha Gonzaga.
Arquivo Marcelo Bonavides



Selo de O Quindim da Moda.
Arquivo Nirez


Selo de O Vendeiro e a Mulata.
Arquivo Marcelo Bonavides


A partir de então, sua carreira continuou colhendo os frutos de sua dedicação e estudo, conselhos que recebeu de pessoas como Arthur Azevedo. Tal empenho não foi em vão, pois no começo da década de 1910 ela era uma das mais famosas e requisitadas atrizes-cantoras de seu tempo. Brilhou por alguns anos no Theatro São José, lançando peças antológicas, como Forrobodó, A Gatinha Branca, Manobras do Amor, Morro da Favela…


Pepa Delgado
Theatro & Sport
02 de maio de 1914
http://memoria.bn.br


Era uma profissional em função de sua arte e, ao que parece, não era deslumbrada com o sucesso. Em seus altos e baixos na carreira, sempre procurou trabalhar dignamente seja em grandes teatros ou em locais mais simples. Trabalhando com sua companhia ou com a companhia de outras pessoas, sempre estava comprometida com os novos desafios e só abandonou sua carreira artística quando a gravidez de seu único filho já estava avançada.


Pepa Delgado, 1918.
http://memoria.bn.br


Após unir-se ao militar Almerindo Álvaro de Moraes, e com o nascimento de seu filho Heitor, Pepa Delgado passou a se dedicar à família, porém, sem nunca esquecer os amigos artistas, em especial os que estavam em início de carreira, ajudando-os.


Pepa Delgado em seu último aniversário.
Foto tirada em 21 de julho de 1944,
 quando ela completava 58 anos de idade.
Foto tirada por seu filho, Heitor, 
em frente à casa da família.
Arquivo Marcelo Bonavides.


Ela faleceria em 11 de março de 1945, aos 58 anos de idade, vitimada por uma hepatite.


Pepa Delgado tem sido um personagem constante em minhas pesquisas musicais, que tem trazido muitas alegrias e conquistas, fazendo com que eu tenha um carinho especial por sua pessoa, quer como artista, quer como mulher à frente de seu tempo.

Ao me formar em História, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), defendi a monografia “Pepa Delgado: A trajetória de uma atriz cantora (1886 – 1945)”, onde procurei centralizar Pepa Delgado nas discussões sobre trajetórias de vidas, gênero e música popular. Dessa forma, tracei uma biografia sobre ela, trabalho que não terminou ainda, pois, as fontes ora são poucas, ora vão surgindo de forma inesperada. Foi dessa forma que, já no final do processo de escrita da monografia, descobri que sua data de nascimento não era 1887 como muitos pesquisadores (inclusive eu) divulgávamos, e sim o ano de 1886. A nova data consta em seu registro de casamento, dando a cidade de Piracicaba (como já prevíamos) como o local de seu nascimento. Mesmo encontrando somente esse documento indicando o ano de 1886 como seu nascimento, pude observar que seu atestado de óbito indicava a idade de 58 anos quando ela faleceu. Tendo falecido em 11 de março de 1945 e fazendo aniversário em 21 de julho, o ano de 1886 novamente se encaixava em nossas contas.
Diante disso, passamos a adotar a nova data como sendo de seu nascimento.

Falar sobre Pepa Delgado é também relembrar várias outras suas contemporâneas que, assim como ela, estavam enfrentando os obstáculos que as mulheres artistas do começo do século XX enfrentavam: Júlia Martins, Cecília Porto, Laura Godinho, Risoletta, Nina Teixeira, Medina de Souza, Cinira Polonio, Virginia Aço, Maria Lino, entre tantas outras.

Ela e suas colegas, apesar do ambiente machista e preconceituoso com para com as atrizes (e muitos ataques vinham da própria imprensa) atravessaram suas vidas exibindo-se nos palcos, entretendo grandes plateias e vivendo a cada apresentação diversos personagens, com direito a cantar ao vivo, acompanhadas por orquestras, em um desgaste físico tremendo. Lembremo-nos que as apresentações se davam todos os dias, três vezes por noite (quando não havia matinês).

Meu intuito ao pesquisar sobre Pepa Delgado ou outra artista desse tempo (final do século XIX e início do século XX) é justamente procurar conhecer o trabalho e a contribuição que cada uma deu à nossa cultura, muitas vezes dedicando uma vida inteira a ela. Não importa se passaram cem anos ou mais de suas atuações, o valor de cada vida pesquisada, de cada contribuição prestada é riquíssimo e de muita valia para entendermos nossa história cultural.

É um trabalho/luta que fazemos questão de continuar e a nos dedicar cada vez mais.




O ABACATE
Cançoneta de Chiquinha Gonzaga, Tito Martins e Gouveia.
Gravado por Pepa Delgado
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 10.059, matriz R-379
Lançado em 1904
Da Revista “Cá e Lá”



O QUINDIM DA MODA
Cançoneta sobre a melodia de O Angú do Barão, de Ernesto de Souza.
Gravado por Pepa Delgado
Acompanhamento de piano
Disco Odeon 40.487
Lançado em 1906



O VENDEIRO E A MULATA
Dueto
Gravado por Pepa Delgado e Mário
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 40.599
Lançado em 1906





NO SAMBA
De José Nunes, mesma melodia de “A Pimentinha”, lançada em 1913 por Risoletta e Eduardo das Neves.
Gravado por Pepa Delgado e Mário Pinheiro
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia Record 11.646
Lançado em 1910





O VATAPÁ (DO MAXIXE)
Maxixe de Paulino Sacramento
Gravado por Pepa Delgado e Mário Pinheiro
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia B-31, matriz 11.644
Lançado em 1912
Da Revista “O Maxixe”







Já homenageamos Pepa Delgado em outras ocasiões:

PEPA DELGADO - 132 ANOS - http://bit.ly/30MrU6w
PEPA DELGADO - 130 ANOS: http://bit.ly/2u1gGwo
PEPA DELGADO - 129 ANOS: http://bit.ly/2SWUqOj
PEPA DELGADO - 128 ANOS: http://bit.ly/2XRSMS2
PEPA DELGADO, os 126 anos da primeira grande cantora brasileira: http://bit.ly/2T1GJhm
PEPA DELGADO, 125 anos: http://bit.ly/2F6TmUF
PEPA DELGADO - 74 ANOS DE SAUDADE DE UMA FASCINANTE ARTISTA - http://bit.ly/2Ur5AMV
PEPA DELGADO - 73 ANOS DE SAUDADE: http://bit.ly/2XPBxAF
PEPA DELGADO - 72 ANOS DE SAUDADE: http://bit.ly/2TwMY1y
PEPA DELGADO - 71 ANOS DE SAUDADE - http://bit.ly/2Z5dzBu
PEPA DELGADO, 70 ANOS DE SAUDADE - http://bit.ly/2M2Kwek
PEPA DELGADO, 69 ANOS DE SAUDADE - http://bit.ly/2Z6wR9U
PEPA DELGADO, 68 anos de Saudade: http://bit.ly/2HbVGvB
PEPA DELGADO, ARACY CÔRTES E A PETROPOLITANA: http://bit.ly/2XRM6TF
PEPA DELGADO E SEU PAI: http://bit.ly/2VPWhpX
AS LARANJAS DA SABINA: http://bit.ly/2u1KgSC











Agradecimento ao Arquivo Nirez









sexta-feira, 19 de julho de 2019

J. GOMES JUNIOR - 56 ANOS DE SAUDADE


Correio da Manhã, 1927.
http://memoria.bn.br


Há 56 anos falecia o cantor J. GOMES JUNIOR.

Pela história de nossa Música Popular passaram muitos artistas que deixaram sua contribuição para nossa cultura. Alguns fixaram seu nome no tempo, sendo lembrados por décadas, apesar de nossa pouca memória cultural.

Outros, inclusive por essa característica de esquecermos nosso passado, tiveram seus nomes perdidos no tempo, embora em sua época tivessem gozado de algum ou muito prestígio.

Esse último é o caso do cantor (tenor) e compositor J. (José) Gomes Junior que foi um nome conhecido no meio musical da década de 1920 e hoje encontra-se totalmente (ou quase) desconhecido, sendo lembrado por poucos pesquisadores e amantes da música popular do passado.

Segundo o saudoso pesquisador Abel Cardoso Junior, José Gomes Junior era sócio e gerente da Casa Viúva Guerreiro, que editava partituras para piano. Ele também era compositor. Em janeiro de 1928, Francisco Alves lançou sua marcha carnavalesca Eu Fui no Mato Crioula.


Correio da Manhã, 1927.
http://memoria.bn.br


Na década de 1920, J. Gomes Junior gravou alguns discos ainda na fase mecânica entre 1926 e 1927. Chegou a gravar, ao lado da soprano Zaíra de Oliveira, um grande sucesso carnavalesco, a marcha Dondoca, de José Francisco de Freitas, que fez furor no Carnaval de 1927.

Ele gravaria oito músicas, destacadas pela Discografia Brasileira. Porém, há alguns anos, surgiu um disco “inédito” dele que não constava na discografia, da autoria do amigo e pesquisador Eduardo Saragiotto Beghini. A música se intitula Minha Sogra que me Tapear, no caso “tapear = bater”. O disco foi lançado em 1927. É possível que outros discos apareçam com o tempo, vamos torcer por isso.

J. Gomes Junior faleceu em 19 de julho de 1963.


Livro As Mil Canções do Rei da Voz
de Abel Cardoso Junior
Arquivo Marcelo Bonavides


Trago algumas poucas músicas de seu repertório, entre elas o cateretê de Hekel Tavares, Eu vi uma Lagartixa, gravado por ele em 1926, que seria regravado pouco depois por Patrício Teixeira e, décadas depois, por Inezita Barroso, com o título de Redondo Sinhá.


J. Gomes Junior compositor

EU FUI NO MATO CRIOULA
Marcha Carnavalesca de J. Gomes Junior
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Disco Odeon 10.126-B, matriz 1517
Lançado em janeiro de 1928




J. Gomes Junior intérprete


DONDOCA
Marcha Carnavalesca de José Francisco de Freitas
Gravada por Zaíra de Oliveira e J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.250, matriz 1095
Lançado em 1926



OIA LÁ JOÃO
Choro Típico de Henrique Vogeler
Gravado por J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.257, matriz 1080
Lançado provavelmente em 1926



EU VI UMA LAGARTIXA
Cateretê de Hekel Tavares
Gravado por J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.258, matriz 1078
Lançado em 1926



VOU QUEBRAR
Choro de Henrique Vogeler
Gravado por J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.259, matriz 1081
Lançado em 1926



IOIÔ É BÃO
Samba Carnavalesco de Raul Silva
Gravado por J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.261, matriz 1082
Lançado em 1926



MINHA SOGRA QUER ME TAPEAR
Samba Carnavalesco de José Francisco de Freitas
Gravado por J. Gomes Nunior
Disco Odeon Record 123.262
Lançado provavelmente em 1926



TUDO ACABADO
Tango Canção de Cândido das Neves
Gravado por J. Gomes Junior
Disco Odeon Record 123.263, matriz 1087
Lançado em 1926










Agradecimento a Eduardo Saragiotto Beghini e ao Arquivo Nirez










segunda-feira, 15 de julho de 2019

BAHIANO - 75 ANOS DE SAUDADE

BAHIANO
Arquivo Nirez



 Há 75 anos falecia o cantor e compositor BAHIANO.


Manuel Pedro dos Santos nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA), em 05 de dezembro de 1870.

Uma vez morando no Rio de Janeiro, tornou-se no final do século XIX em um dos mais populares cantores de nosso país. Seu sucesso multiplicou-se através de cilindros gravados a partir de 1897 e do disco, tecnologia chegada ao Brasil em 1902, onde ele foi um dos intérpretes pioneiros nos dois casos.

Pela Casa Edison, nossa primeira gravadora, Bahiano lançou centenas de discos, com vários sucessos, atravessando décadas com sua popularidade. Só pararia de gravar em 1924.

Ele faleceria no Rio de Janeiro em 15 de julho de 1944, aos 73 anos de idade.


Já o homenageamos em nosso Blog, comentando sobre sua vida e carreira e trazendo suas gravações:

Bahiano – 69 anos de Saudade: http://bit.ly/2KVxU9r
Bahiano – 72 anos de Saudade: http://bit.ly/2Jq61AC
Bahiano – 73 anos de Saudade: http://bit.ly/2Ldme17
Bahiano – 74 anos de Saudade: http://bit.ly/2JGAYmt


Hoje, trago quinze gravações realizadas por ele entre 1903 e 1912.




CHEFE DE ORQUESTRA
Cançoneta de L. Grugloff
Gravada por Bahiano
Disco Zon – O – Phone X-1.040
Lançado em 1903





NOITE SERENA
Modinha
Gravada por Bahiano
Disco Zon – O – Phone X-506
Lançado em 1903





RESPOSTA AO VIOLÃO
Gravada por Bahiano
Disco Disco Zon – O – Phone X-563
Lançado em 1903





JURAMENTO ESQUECIDO
Modinha
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 10.234
Lançado em 1906





QUANTO EU SINTO SER POBRE
Modinha
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 10.235
Lançado em 1906





A BICHARADA
Marcha
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 10.236
Lançado em 1906





BAIANO VAIDOSO
Lundu
Gravado por Bahiano
Lançado em 1907
Obs. Mesma melodia de Mulata Vaidosa.



DURA SORTE
Modinha
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 10.297
Lançado em 1910



OH FERRO
Cançoneta
Gravada por Bahiano
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 10.298
Lançado em 1912





CHULA CARIOCA
Chula
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 10.319
Lançado em dezembro de 1912





MINGAU BEM MEXIDO
Lundu
Gravado por Bahiano
Disco Odeon Record 10.320, matriz R-1491
Lançado em dezembro de 1912





A FAROFA
Lundu
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 10.324
Lançado em dezembro de 1912





SE EU PUDESSE
Modinha de Neco
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 108.508, matriz XR-1102
Lançado em 1912





NAS MARGENS DE LINDO RIBEIRO
Modinha
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 108.510, matriz XR-1104
Lançado em 1912





VENDEDORAS DE FRUTAS
Lundu
Gravado por Bahiano
Disco Odeon Record 108.514, matriz XR-1108
Lançado em 1912












Agradecimento ao Arquivo Nirez










terça-feira, 9 de julho de 2019

EFEMÉRIDES DE 09 DE JULHO: MARÍLIA BATISTA, VINÍCIUS DE MORAES E PEDRO RAYMUNDO


A data de hoje, 09 de julho, marca o falecimento dos seguintes artistas: MARÍLIA BATISTA, VINÍCIUS DE MORAES e PEDRO RAYMUNDO.

  
  
MARÍLIA BATISTA
(1917 – 1990)


Marília Batista
Arquivo Nirez

 Marília Batista era considerada A Princesinha do Samba.
Nascida Marília Monteiro de Barros Baptista, em 13 de abril de 1917, no Rio de Janeiro, desde pequena teve contato com a música. Ao lado do irmão, o compositor e radialista Henrique Batista, iniciou sua carreira artística no começo da década de 1930, compondo, gravando discos e atuando no rádio.
Ao lado de Aracy de Almeida, é considerada a melhor intérprete de Noel Rosa, que era seu amigo e com quem gravou alguns discos.
Também fez parte do conjunto vocal As Três Marias.
Faleceu no Rio de Janeiro em 09 de julho de 1990, aos 73 anos de idade.



ME LARGA
Marcha de Marília Batista e Henrique Batista
Acompanhamento de Rogério Guimarães e Martins, ao violão e bandolim respectivamente
Disco Victor 33.533-A, matriz 65364-2
Gravado em 15 de janeiro de 1932 e lançado em março




DE BABADO
Samba de Noel Rosa e João Mina
Gravado em parceria com Noel Rosa
Acompanhamento do Conjunto Regional de Benedito Lacerda
Disco Odeon 11.337-A, matriz 5276
Gravado em 05 de março de 1936 e lançado em agosto




SALÃO AZUL
Samba de Marília Batista e Henrique Batista
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 80-0204-B, matriz S-078005-1
Gravado em 22 de junho de 1944 e lançado em agosto







VINÍCIUS DE MORAES
(1913 – 1980)


Vinícius de Moraes
www.escritas.org


Marcus Vinícius da Cruz de Melo Morais nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913. Também foi teatrólogo, jornalista e diplomata.

Em 1932, Paulo e Haroldo Tapajós gravaram a primeira música de Vinícius de Moraes, Loura ou Morena, foxtrote em parceria com Haroldo Tapajós, gravado na Columbia.

Publicou seu primeiro livro em 1933, O caminho para a distância.
Após alguns livros lançados, morou nos EUA trabalhando como jornalista e crítico de cinema, sendo amigo das irmãs Carmen e Aurora Miranda. Retornou ao Brasil em 1951.

Na década de 1950 suas músicas voltaram a ser gravadas, lançando sucessos como Quando tu passas por mim, em parceria com Antônio Maria, que Aracy de Almeida gravou em 1953.

Sua peça Orfeu da Conceição foi premiada no concurso do IV Centenário de São Paulo, sendo publicada na revista Anhembi. Em 1956, ela foi encenada, tendo cenário de Oscar Niemeyer e música de Tom Jobim.


Faleceu no Rio de Janeiro em 09 de julho de 1980, aos 66 anos de idade.


LOURA OU MORENA
Fox Canção de Vinícius de Moraes e Haroldo Tapajós
Gravado por Paulo Tapajós e Haroldo Tapajós
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.138-B, matriz 381292-2
Lançado em julho de 1932





O BEIJO QUE VOCÊ NÃO QUIS DAR
Fox Canção de Haroldo Tapajós e Vinícius de Moraes
Gravada por Paulo Tapajós e Haroldo Tapajós
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.207-B, matriz 381369-2
Lançado em 1933




QUANDO TU PASSAS POR MIM
Samba de Vinícius de Moraes e Antônio Maria
Gravado por Aracy de Almeida
Acompanhamento de Abel e Seu Conjunto
Disco Continental 16.820-A, matriz C-3161
Gravado em 10 de julho de 1953 e lançado em setembro/outubro desse ano










PEDRO RAYMUNDO
(1906 – 1973)

Pedro Raymundo
http://www2.carosouvintes.org.br


Pedro Raymundo nasceu em Imaruí (SC), em 29 de junho de 1906.
Era compositor, cantor, instrumentista e sanfoneiro.
Considerado um dos melhores sanfoneiros de nossa música, Pedro Raimundo gravou nos anos 40 e 50, registrando belas composições como a valsa de sua autoria, Saudade de Laguna.
Faleceu no Rio de Janeiro em 09 de julho de 1973, aos 67 anos de idade.



SAUDADE DE LAGUNA
Valsa de Pedro Raymundo
Gravada por Pedro Raymundo ao Acordeon, com declamação
Acompanhamento de Conjunto
Disco Continental 15.108-A, matriz 660-1
Gravado em 1943 e lançado em dezembro de 1943





SE DEUS QUISER
Xote de Pedro Raymundo
Gravado por Pedro Raymundo
Acompanhamento de Seu Acordeon e Conjunto
Disco Continental 15.108-B, matriz 659-1
Gravado em 1943 e lançado em dezembro de 1943



FLOR BRASILEIRA
Toada de Pedro Raymundo
Gravada por Pedro Raymundo
Acompanhamento Conjunto Tocantins
Disco Continental 15.205-A, matriz 860-1
Gravado em 1944 e lançado em setembro de 1944











Agradecimento ao Arquivo Nirez









Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...