quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

UMA TARDE COM OLGA PRAGUER COELHO

 
OLGA PRAGUER COELHO E MARCELO BONAVIDES 
Foto de Marcelo Bonavides


 
 
É sempre uma satisfação escrever sobre a grande violonista, cantora e pesquisadora de folclore OLGA PRAGUER COELHO.
 
Por volta de 2005, tive a felicidade de conhecê-la pessoalmente, em sua residência no bairro carioca de Laranjeiras.


 
Desde o final da década de 1990 eu conversei algumas vezes por telefone com Olga Praguer Coelho. As conversas duravam quase uma hora e falávamos sobre sua carreira e colegas. Ela residia em Laranjeiras em um apartamento construído no mesmo local onde, por décadas, havia existido sua antiga casa da família. Na época que a visitei, ela morava com a cuidadora, Kátia.
 
Em 2005, estando no Rio de Janeiro, combinei com Kátia de visitar dona Olga. Ao chegar ao apartamento, a emoção já era enorme. Eu ia conhecer pessoalmente uma das mais importantes personalidades da história de nossa música, uma artista de reconhecimento mundial, que muito fez pelo reconhecimento de nosso folclore no Brasil e no exterior.
 
Ao entrar em sua residência, vi Olga Praguer Coelho sentada, me esperando. Já idosa, com 96 anos incompletos, ela estava muito bem vestida. Era uma senhora bonita, de cabelos brancos bem penteados e um olhar muito vivo.
 
Sentei-me em frente a ela, enquanto a observava e admirava a sala, decorada de forma simples e de bom gosto, com móveis antigos e fotografias de personalidades como Eleanor Roosevelt, com dedicatória de admiração à própria Olga Praguer Coelho.
 
Conversei com dona Olga, que cantou para mim trechos da embolada Óia o Sapo, falou em inglês, francês e alemão, mostrando ter ainda uma memória ágil.
 
Pude ter em minhas mãos o certificado e amedalha de Honra ao Mérito que ela havia recebido, anos antes, do Governo Federal, entregue pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil e pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ela se orgulhava muito dessa homenagem.
 
Pude gravar um pouco de sua voz e tirar algumas fotografias.
 
Foi uma tarde breve, porém, envolta de muita emoção e felicidade em estar ao lado de uma artista a quem muito admirava.
 
 
Olga Praguer Coelho nasceu em Manaus (AM), em 12 de agosto de 1909 e faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro de 2008, aos 98 anos de idade.
 

Saibam mais sobre sua vida e carreira em: https://bit.ly/34nhWeE



OLGA PRAGUER COELHO E MARCELO BONAVIDES 
Foto de Marcelo Bonavides




OLGA PRAGUER COELHO
Revista O Violão, 1929
Arquivo Nirez





RÓSEAS FLORES
Modinha Popular, adaptação de Olga Praguer Coelho
Gravada por Olga Praguer Coelho
Acompanhamento de Rogério Guimarães e João Nogueira aos Violões
Disco Victor 34.042-A, matriz 80024-1
Gravado em 29 de novembro de 1935 e lançado em abril de 1936







VIRGEM DO ROSÁRIO
Lundu Popular, adaptação de Olga Praguer Coelho
Gravado por Olga Praguer Coelho
Acompanhamento de Rogério Guimarães e João Nogueira aos Violões
Disco Victor 34.042-B, matriz 80025-1
Gravado em 29 de novembro de 1935 e lançado em abril de 1936



CANTIGA INGÊNUA



Canção de Olga Praguer Coelho e Gaspar Coelho
Gravada por Olga Praguer Coelho
Acompanhamento de Pereira Filho e Luís Bittencourt aos Violões
Disco Victor 34.056-A, matriz 80119-1
Gravado em 13 de abril de 1936 e lançado em maio de 1936



SERESTA



Serenata Típica Baiana de Georgina Erisman
Gravada por Olga Praguer Coelho
Acompanhamento de Pereira Filho e Luís Bittencourt aos Violões
Disco Victor 34.071-A, matriz 80118-1
Gravado em 13 de abril de 1936 e lançado em julho de 1936



CASINHA PEQUENINA



Canção Popular
Gravada por Olga Praguer Coelho
Acompanhamento de Pereira Filho e Luís Bittencourt aos Violões
Disco Victor 34.071-B, matriz 80136-1
Gravado em 22 de abril de 1936 e lançado em julho de 1936















Agradecimento ao Arquivo Nirez










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