ZIZINHA – UMA
MARCHINHA CENTENÁRIA
Lançada em 1925,
pela estrela Otília Amorim, na Revista (peça) “Se a Moda Pega”, a marcha Zizinha, de José
Francisco de Freitas (Freitinhas) foi um dos grandes sucessos do Carnaval de
1926. A gravação da marcha, realizada em 1925, coube ao cantor Fernando, cujo
disco foi lançado em 1926.
Vamos conhecer um
pouco da Revista e da canção.
Na edição de 01 e
02 de julho de 1925, o jornal O Paiz informava que no dia 31 de maio, desse
mesmo ano, a atriz e cantora Otília Amorim havia assinado contrato com a
empresa Paschoal Segreto, fazendo parte do elenco da companhia do Theatro São
José.
No dia de sua
admissão, Otília Amorim já ensaiava seus papéis com o elenco a peça “Se a Moda
Pega”, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Menezes. O Paiz, em 04 de junho de
1925, informava que Otília Amorim reapareceria após dois anos sem interpretar
“um papel de fantasia”.
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| Jornal do Brasil, 02 de junho de 1925, p.20 https://memoria.bn.gov.br/ |
A empresa de
Paschoal Segreto iria estrear “Se a Moda Pega” no Theatro João Caetano
(ex-Theatro São Pedro). Como diretor artístico do espetáculo (ou ensaiador, ou
ainda metteur-em-scene) estava o ator Alfredo de Torre, sendo bastante
elogiado por seu currículo. A empresa comemorava o 14º aniversário de sua fundação.
Fora Otília Amorim,
a empresa também havia contratado para a peça a atriz Sarah Nobre, além de duas
bailarinas clássicas, Giulia Solaro e Marchi Irene. Giulia Solado, em
entrevista ao Jornal do Brasil, informou que dançaria também com Alfredo de
Torre que, além de diretor artístico, era bailarino. Ela também teceu elogios à
Otília Amorim, que considerava “uma estrela de revista”, afinal ela “representa
(va) com muita vivacidade e quando tem que fazer marcações choreographicas
apprehende, com espantosa facilidade, o rythmo das musicas e a executa logo
depois do segundo ensaio” (Jornal do Brasil, 25 de junho de 1925, p.12).
Os cenários ficaram
a cargo de Jayme Silva, Ângelo Lazary e H. Collomb. Havia ainda “uma cortina
pintada por quatro artistas europeus, entre os quaes duas senhoras) (O Paiz, 29
e 30 de junho de 1925, p.05). Bráulio Vianna assinava os croquis, aproveitando
todos os motivos nacionais. O maestro Henrique Vogeler assinava a parte musical
que, ao que parece, tinha também músicas de outros autores.
Em uma entrevista
ao Jornal do Brasil, Otília Amorim afirmava ter oito papéis na peça, todos de
seu agrado. Mas destacava dois: “Zizinha”, que cantaria em uma passarela, com o
concurso da plateia, e “Zazá” (Jornal do Brasil, 27 de julho de 1925, p.14).
“Se a Moda Pega”
estreou em 01 de julho de 1925, uma quarta-feira, no Theatro João Caetano. O
vigésimo segundo quadro do primeiro ato se intitulava “Zizinha”, interpretada
por Otília Amorim.
ZIZINHA
De José Francisco de Freitas (Freitinhas)
Cantada por Fernando (1925)
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| O Paiz, 05 de agosto de 1925, p.04 https://memoria.bn.gov.br/ |
O elenco era
formado por artistas conhecidos e queridos do público. Entre as atrizes,
estavam Nair Alves, Dulce de Almeida, Antônia DeNegri, Cândida Rosa, Marietta
Field, Ângela Lisboa e Almerinda Brazil. Entre os atores, figuravam Alfredo
Silva, Grijó Sobrinho, Chaves Filho e Franklin d´Almeida.
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| Correio da Manhã, 01 de julho de 1925, p.07 https://memoria.bn.gov.br/ |
O jornal O Paiz, de
02 de julho de 1925 (p.02), afirmava que o prestígio da parceria dos autores
Bittencourt-Menezes era um fato e que Revista da autoria dos dois era
“enchente” certa. Nas duas seções da peça, o teatro lotou.
A crítica afirmava
que a peça não era melhor nem pior dos que as outras que os autores fizeram
anteriormente, mas se destacava na montagem. Havia elogios aos cenários
(“bonitos a valer”) e ao guarda-roupa (“muito vistoso”), sendo toda a
indumentária de “primeira ordem”. Havia um alto investimento econômico da
empresa na peça, pois a Companhia do Theatro São José voltava a apresentar-se
após algum tempo parada.
Uma cortina, que
fazia parte do cenário, sendo elaborada com “verve” pelos artistas Lelio
Landucci, E. de Saigne, Gonot e Battaglia, foi apontada como uma das novidades
da montagem. Elogiava-se o tema brasileiro nos desenhos da cortina, destacando
araras reproduzidas em tons quentes.
Otília Amorim
recebeu elogios, se destacando e sendo notado que ela reaparecia em cena “mais
roliça e mais trefega”, causando uma “ruidosa alegria” entre seus admiradores.
Antônia DeNegri e Nair Alves também receberam elogios. Na parte masculina,
coube menções de destaque a Chaves Filho, Grijó Sobrinho e José Loureiro.
Vale lembrar que
Otília Amorim desempenhava oito papéis na peça e que, segundo O Paiz, de 03 de
julho de 1925 (p.05), que lhe valiam “por oito ‘bis’”.
A crítica do Jornal
do Brasil, de 02 de julho de 1925 (p.15), afirmava que a companhia contava com
Otília Amorim, “uma estrella grandemente querida do publico”. A atriz, segundo
o jornal, em sua primeira entrada estava “um pouco constrangida”, porém, nos
números seguintes “reconquistou sua posição” e, totalmente à vontade, fez os
outros papéis. Foi aplaudida nas coplas de “Zizinha”, onde aparecia maliciosa e
provocante, indo até o meio da plateia, através de uma passarela. A crítica
encerrava a menção à Otília Amorim: “Um pouco amis forte quanto a sua carnação,
dansando e pisando com graça e elegancia bem brasileira é bem a atriz do genero
capaz de enthusiasmar sem esforço o publico alias muito inflamavel do theatro
ligeiro”.
O jornal Correio da
Manhã, de 02 de julho de 1925 (p.06), informava aos leitores que Otília Amorim,
“tantas vezes chamada a rainha do genero (Revista)”, há dois anos não se
apresentava em uma peça de Revista, reaparecendo neste espetáculo “dando toda a
graça aos vários papeis que lhe foram distribuídos e nos quaes chegou a
electrizar a platéa, que a chamou á scena nos finais de acto, justo premio de
seu esforço”.
Cândida Rosa também
recebeu elogios do jornal, tendo reaparecido igualmente “galante”,
principalmente em dois números, “Camisinha” e “Chauffeur”, “feitos ambos com bregeirice
e graça” (Correio da Manhã, 02 de julho de 1925, p.06).
O Paiz, de 04 de
julho de 1925 (p.02), apontava que os números principais de “Se a Moda Pega”
eram desempenhados por Otília Amorim, Nair Alves, Antônia DeNegri, Alfredo
Silva, José Loureiro, Chaves Filho e Grijó Sobrinho, entre outros. Quadros como
“Os Garotos” e “Zizinha’ eram muito aplaudidos e bisados. Esses dois quadros,
segundo o jornal, constituíam o “clou” dos espetáculos. Alfredo de Torre
era muito elogiado pelas marcações coreográficas.
O espetáculo foi
bem recebido pelo público e crítica. Esta, afirmava que era uma peça “de
moralidade”, não havendo um “double sens”, sendo, por isso, um
espetáculo para as famílias. O Paiz ainda informava que, em 10 de julho de
1925, a Companhia do Theatro São José, voltava a ocupar seu antigo (e homônimo)
teatro.
A peça chama
atenção também pelo fato de A União das Coristas do Brasil, encabeçada pela
secretária geral Idalina Ferraz, elogiar a empresa Paschoal Segreto, pelo
aumento dos salários das coristas, que a União há tempos lutava. Alfredo de
Torre, o diretor artístico do espetáculo, também recebeu das coristas uma
extensa carta de agradecimento, sendo reconhecida a maneira distintas que ele
as conduziu em “bailados de fantasia”, ocasionando um “verdadeiro triumpho” na
peça. (O Paiz, 09 de julho de 1925, p.02).
Em 23 de julho, a
peça comemorava meio centenário de apresentações. O Paiz, de 17 de julho de
1925, (p.05), informava que a revista tinha quadros que eram verdadeiras
“fabricas de gargalhadas”, como “Enterros no papo” ou “Morto vivo”, mantendo
durante sua representação, “a platéa em constante hilaridade”. Ainda mencionava
a canção “Zizinha”, interpretada por Otília Amorim, que todas as noites era
trisada, sendo também acompanhada pelo público.
O sucesso de “Se a
Moda Pega” aproveitava também para homenagear jogadores de futebol. A Liga
Mineira de Desportos Athleticos, representada por todos o scratch (time
ou seleção) mineiro, que estava no Rio de Janeiro para o terceiro campeonato
brasileiro de futebol. O “illustre sportman” Horácio Verne, saudou os
jogadores. Logo após, subiu à cena a famosa Revista.
Outro fato
interessante aconteceu em 30 de julho de 1925, “O Dia da Corista”. Nessa noite,
ao subir à cena “Se a Moda Pega”, os papéis das atrizes seriam desempenhados
pelas coristas. Na ocasião, brilharam: Idalina Ferraz, Beatriz Santos,
Gertrudes Quiroz, Annita Sylvestre, Celestina Durães, Anna de Souza, Maria de
Oliveira, Cecília Faria, Arminda Fernandes, Ângela Beirão, Clotilde Fernandes,
Rosa Assumpção, Ângela Lisboa. “Zizinha” era interpretada por Albertina
Miranda.
Um júri composto
por Mário Magalhães, de A Noite, Alvarenga Fonseca, Sbat, e Francisco Marzullo,
da Casa dos Artistas, iria conferir o título de atriz para a corista que
demonstrasse mais aptidão para a cena. O empresário José Segreto entregaria uma
medalha de ouro à agraciada.
Em outubro de 1925,
chegava ao público um maxixe de José Luiz de Moraes, o Caninha, intitulado “Se
a Moda Pega”. Não sabemos se fazia parte da Revista homônima, mas é provável
que tenha alguma ligação. Seria também sucesso no Carnaval de 1926, sendo
gravado pelo cantor Fernando.
Em novembro de
1925, “Se a Moda Pega” voltava aos palcos do Theatro São José, no espetáculo “Revista
das Revistas”, que reunia peças que haviam feito sucesso. No mês de dezembro,
dia 11, no Festival de Otília Amorim trazia de volta a peça de sucesso.
Mais uma
curiosidade: Em 18 de julho de 1925, Otília Amorim se apresentava ao microfone
da Rádio Club do Brasil, diretamente dos estúdios da Praia Vermelha, no Rio de
Janeiro. Ela cantava “Zizinha”, a famosa marcha de José Francisco de Freitas, o
Freitinhas, sendo acompanhada do coro da Companhia do Theatro São José (Correio
da Manhã, 18 de julho de 1925, p.07).
ZIZINHA
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| https://discografiabrasileira.com.br/ |
Marcha
da Folia
De José
Francisco de Freitas (Freitinhas)
Gravada por Fernando
Acompanhamento
de Coro e da Jazz-Band Sul Americano Romeu Silva
Disco
Odeon Record 122.942
Gravado
em 1925 e lançado em 1926
Por ser,
deveras, conhecida
Palavra,
eu ando aborrecida
Em
qualquer lugar
Quando a
passear
Sou muito
perseguida
O meu
tormento não tem fim
Nunca pensei
sofrer assim
Velhos e
mocinhos pede-me beijinhos
Dizendo,
enfim, pra mim:
Zizinha,
Zizinha
Zizinha,
Zizinha
Oh,
vem, comigo, vem
Minha santinha
Também
quero tirar uma casquinha.
Noutro
dia, num bondinho
O
coronel, já bem velhinho,
Deu-me
um beliscão
Pegou-me
na mão
Tais
coisas fez enfim
E quando
olhei, admirada,
Até parece
caçoada
Ainda
suspirou,
Os olhos
revirou,
Dizendo,
assim, pra mim:
Zizinha,
Zizinha
Zizinha,
Zizinha
Oh,
vem, comigo, vem
Minha santinha
Também
quero tirar uma casquinha.
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| Jornal do Brasil, 23 de outubro de 1925, p.17 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Correio da Manhã, 29 de outubro de 1925, p.06 https://memoria.bn.gov.br/ |
SE A
MODA PEGA
![]() |
| https://discografiabrasileira.com.br/ |
Maxixe
De José
Luiz de Moraes (Caninha)
Gravado
por Fernando e Coro
Acompanhamento
da Jazz Band Romeu Silva
Disco Odeon
Record 123.025
Gravado
em 1926 e lançado em 1926
Se a
moda pega
Minha querida
Não
queres outra vida
Não
queres outra vida
Para ter
o meu cabelo cortado
Procurei
um barbeiro mui gentil
Que me
olhava de todos os lados
Pela frente,
por trás e de perfil
(À La
Garçonne!)
Eu não
disse a Chiquito, confesso
Que a
cortar-me o cabelo o tal moço
Ao
olhar-me através do espelho
Me
coçava, com jeito, o pescoço
(À La
Garçonne!)
Fui
ficando nervosa e com medo
Que lá
dentro me entrasse o Chiquito
Que não
gosta que eu corte o cabelo
Na
cadeira do moço bonito.
(Mas
por que?)
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| O Paiz, 11 de outubro de 1925, p.06 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Jazz Band Sul Americano Romeu Silva Illustração Moderna, 04 de outubro de 1924, p.39 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Partitura de "Zizinha", de José Francisco de Freitas (Freitinhas) Arquivo Marcelo Bonavides |
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| Partitura de "Zizinha", de José Francisco de Freitas (Freitinhas) Arquivo Marcelo Bonavides |
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| Partitura de "Zizinha", de José Francisco de Freitas (Freitinhas) Arquivo Marcelo Bonavides |
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| Partitura de "Zizinha", de José Francisco de Freitas (Freitinhas) Arquivo Marcelo Bonavides |
RECORTES SOBRE "SE A MODA PEGA"
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| Otília Amorim Correio da Manhã, 01 de julho de 1925, p.06 |
https://memoria.bn.gov.br/
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| Otília Amorim Illustração Moderna, 18 de julho de 1925, p.29 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Ângela Lisboa Illustração Moderna, 18 de julho de 1925, p.29 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Giulia Solaro Jornal do Brasil, 25 de junho de 1925, p.12 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Alfredo de Torre Jornal de Theatro & Sport, 20 de novembro de 1920, p.10 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Cardoso de Menezes e Carlos Bittencourt Jornal do Brasil, 30 de junho de 1925, p.13 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Otília Amorim e Coristas Jornal do Brasil, 07 de julho de 1925, p.16 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Antônia DeNegri e Coristas Jornal do Brasil, 09 de julho de 1925, p.11 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Nair Alves e Coristas Jornal do Brasil, 15 de julho de 1925, p.18 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| Otília Amorim no quadro "Morto Vivo" Jornal do Brasil, 19 de julho de 1925, p.11 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Jornal do Brasil, 27 de junho de 1925, p.14 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| Correio da Manhã, 01 de julho de 1925, p.06 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| Jornal do Brasil, 30 de junho de 1925, p.13 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| Jornal do Brasil, 01 de julho de 1925, p.28 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| O Paiz, 09 de julho de 1925, p.07 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| O Paiz, 10 de julho de 1925, p.08 https://memoria.bn.gov.br/ |
![]() |
| O Paiz, 18 de julho de 1925, p.11 https://memoria.bn.gov.br/ |
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| Jornal do Brasil, 19 de julho de 1925, p.30 https://memoria.bn.gov.br/ |

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